Arquivo

Posts Tagged ‘Venezuela’

Celac, União Europeia e o comércio internacional

Tem post novo no blog Notícias da América Latina!

Celac, União Europeia e o comércio internacional

As reuniões no Chile entre os membros da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE no fim de janeiro evidenciam o momento dos países do Sul estão em relação aos do Norte. Com crescimentos seguidos, medidas de distribuição de renda, atendimento social e forte participação popular em alguns casos, contrastam gritantemente com a quebradeira que assola a Europa. Só isso explica o interesse da UE nessa região e a tentativa de avançar nos acordos de livre comércio. E é isto que o artigo abaixo da Alai.net procura esmiuçar.

No entanto, acredito que esse tipo de acordo não tem como ser satisfatório aos países sulistas, devido à sua economia ainda exportadora de matérias-primas e de base agrícola. Do outro lado, o protecionismo europeu dificulta o envio dos produtos latino-americanos, enquanto que esses países correm o risco de perder competitividade e ainda verem a Europa tendo acesso a áreas comerciais estratégicas, como contratação pública, propriedade intelectual e serviços.

As bases de um possível acordo entre Celac e UE devem estar instauradas em um processo benéfico  aos países latino-americanos e não serem, mais uma vez, objetos de exploração das nações europeias. Acredito que este artigo dá um panorama sobre o interesse europeu em aprofundar as relações de livre comércio com a região e os percalços para alcançar este intento, já que há divisão, principalmente na América do Sul, sobre o objetivo de integração e relação comercial.

Por exemplo, Colômbia, Peru e Chile têm visões distintas do Brasil, Argentina e Venezuela quanto à integração e livre comércio. O primeiro trio já possui acordos de livre comércio com os Estados Unidos, enquanto que o segundo trio privilegia a multilateralidade em suas relações. Sem falar que as negociações entre Mercosul e UE, mencionadas no artigo abaixo, são antigas e de difícil conclusão e estão no bojo dessa reaproximação. À leitura, pois.

Para ler o artigo e o post completo, clique aqui!

Movimento dos Não-Alinhados valoriza processos de integração na América Latina

Oi amigos do blog!

Informo que postei um texto novo no Notícias da América Latina.

Abordo a respeito do término do Encontro do Movimento dos Não-Alinhados, no Irã, mas com foco em especial à participação da América Latina dentro do grupo e a importância concedida à região pelos países presentes.

Não deixe de ler! Está bem bacana, muitos pontos para debate.

Clique aqui e boa leitura!

Argentina sinaliza que Bolívia poderá ingressar no Mercosul em breve

Olá!

No ar, mais um post no blog http://noticiasdaal.wordpress.com.

E o tema de hoje é integração regional, em particular, a possível entrada da Bolívia no Mercosul.

O texto tem uma primeira parte noticiosa, com informações sobre as negociações bilaterais entre Argentina e Bolívia e o crescimento do consumo de gás boliviano por Brasil e Argentina. Numa segunda parte, faço uma análise a respeito da possível entrada da Bolívia no bloco, as dificuldades para o êxito desta empreitada e o que está em jogo na América do Sul neste atual momento.

Para ler o texto, clique aqui!

Visite o site, conheça mais sobre o assunto e deixe o seu comentário!

Te aguardo lá.

Golpe tira Fernando Lugo da presidência do Paraguai

Bem, como muitos sabem, a noite desta sexta-feira foi negra para os povos latino-americanos, com a consolidação do impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, num claro golpe de Estado perpetrado pelos parlamentares oposicionistas, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Até os liberais que foram eleitos na coalizão de Lugo – incluindo o então vice-presidente Fernando Franco, que assumiu a presidência após o impedimento de Lugo – se voltaram contra o presidente e, por isso, permitiram a ação impetrada pelo partido Colorado de formular e dar andamento ao processo de julgamento político de Lugo.

Após a confirmação da troca de comando no Paraguai, os governos da Venezuela, Equador, Argentina e Bolívia declararam oficialmente que não vão reconhecer o presidente Fernando Franco, instituído pelos congressistas paraguaios, como mandatário do país vizinho. Até o momento, o Brasil não divulgou a sua posição oficial, embora alguns endereços de twitter e alguns sites de notícias da América Latina (caso da @teleSURtv) tenham informado de que a presidenta Dilma Roussef teria dito durante a Rio+20 de que o Paraguai deveria ser afastado do Mercosul e Unasul caso consolidasse o golpe. Por enquanto, prevalece a posição da Unasul de ressaltar a importância do respeito às cláusulas democráticas dos dois organismos de integração e que seriam avaliadas a possibilidade de continuação da cooperação entre os países no marco da integração sul-americana. Por outro lado, os Estados Unidos reconheceram o processo de impeachment no Paraguai e pediram calma aos manifestantes. Em retaliação ao golpe por parte do grupo Anonymous, desde a tarde desta sexta, o site da Presidência do Paraguai está fora do ar.

Um julgamento expresso, que não durou mais que 30 horas, em que Lugo foi acusado, mal pôde se defender e sua destituição do cargo foi votada de forma ultra veloz, impedindo qualquer articulação dos movimentos sociais contra essa ação, muito menos alguma movimentação por parte dos países vizinhos que, por meio de seus chanceleres e em nome da Unasul, estiveram em Assunção para tentar reverter um quadro já bem orquestrado, tornando impossível qualquer reviravolta.

Por mais que a ação esteja plenamente de acordo com a Constituição do país, não é legítima, como bem disse Rafael Correa, presidente do Equador, tanto por permitir a defesa de Lugo – sem a presença do mesmo no Congresso – de forma protocolar, quanto pela rapidez do processo e, inclusive, das razões que levaram a esse julgamento político apartado do povo. O que só corrobora a mando e a interesse de quem esse impeachment foi executado.

Fernando Lugo teria acusado o empresário Horacio Cartes, pré-candidato do partido Colorado, de estar por trás desse golpe. Só para ficar mais claro, as eleições vão acontecer este ano no Paraguai e o Colorado estava no poder há de 60 anos antes da vitória de Lugo e é o partido que representa as elites paraguaias, comprometidas com o latifúndio, que tem provocados conflitos como o que ocasionou a morte de policiais e sem-terra, e que os partidos Colorado, Liberal e outros contra Lugo o acusaram de ser responsável. E sim, pessoal, é golpe, por mais que esteja disfarçado de um verniz constitucional e por mais que boa parte da imprensa brasileira tente negar.

Até por esse motivo, resolvi publicar uma série de links que procuram explicar o que aconteceu no Paraguai de ontem para hoje, na tentativa de auxiliar aos interessados o conhecimento de fatos que certamente vão passar ao largo dos noticiários tupiniquins. Ao final, um artigo quentinho do pensador argentino Atilio Boron, escrito ainda no calor dos acontecimentos, após a confirmação do impeachment do presidente Lugo.

Notícias em tempo real no twitter sobre o golpe a Lugo: @teleSURtv

Senado paraguaio destitui Lugo e golpe relâmpago é consolidado

Fernando Lugo acata decisión del Senado y se despide de los paraguayos

Lugo aceita decisão do Senado e diz que “democracia paraguaia foi ferida”

Federico Franco assume Presidência do Paraguai dizendo que mudança é legítima

Reprimen a manifestantes frente al Congreso tras destitución de Fernando Lugo

OEA se surpreende com “sentença rápida” no Paraguai

Comunicado da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) sobre a situação no Paraguai

Alba: movimentos sociais condenam golpe no Paraguai e pedem mobilização por Lugo

Lugo colocou o dedo na ferida da oposição, diz partidário do presidente

Parlamentares paraguaios fazem cinco acusações contra Lugo

O impedimento de Lugo é um ataque contra a democracia

Golpe contra Lugo pode provocar expulsão do país do Mercosul, diz cientista político

Impeachment de Fernando Lugo foi, sim, um golpe

¿Por qué derrocaron a Lugo?

 Por Atilio Boron

Hace unos minutos se acaba de consumar la farsa: el presidente del Paraguay Fernando Lugo fue destituído de su cargo en un juicio sumarísimo en donde el Senado más corrupto de las Américas -¡y eso es mucho decir!- lo halló culpable de “mal desempeño” de sus funciones debido a las muertes ocurridas en el desalojo de una finca en Curuguaty.

Es difícil saber lo que puede ocurrir de aquí en más.Lo cierto es que, como lo dice el artículo de Idilio Méndez que acompaña esta nota, la matanza de Curuguaty fue una trampa montada por una derecha que desde que Lugo asumiera el poder estaba esperando el momento propicio para acabar con un régimen que pese a no haber afectado a sus intereses abría un espacio para la protesta social y la organización popular incompatible con su dominación de clase.

Pese a las múltiples advertencias de numerosos aliados dentro y fuera de Paraguay Lugo no se abocó a la tarea de consolidar la multitudinaria pero heterogénea fuerza social que con gran entusiasmo lo elevó a la presidencia en Agosto del 2008.

Su gravitación en el Congreso era absolutamente mínima, uno o dos senadores a lo máximo, y sólo la capacidad de movilización que pudiera demostrar en las calles era lo único que podía conferirle gobernabilidad a su gestión.

Pero no lo entendió así y a lo largo de su mandato se sucedieron múltiples concesiones a una derecha ignorando que por más que se la favoreciera ésta jamás iría a aceptar su presidencia como legítima. Gestos concesivos hacia la derecha lo único que hacen es envalentonarla, no apaciguarla.

Pese a estas concesiones Lugo siempre fue considerado como un intruso molesto, por más que promulgara en vez de vetarlas las leyes antiterroristas que, a pedido de “la Embajada”, aprobaba el Congreso, el más corrupto de las Américas.

Una derecha que, por supuesto, siempre actuó hermanada con Washington para impedir, entre otras cosas, el ingreso de Venezuela al Mercosur. Tarde se dio cuenta Lugo de lo “democrática” que era la institucionalidad del estado capitalista, que lo destituye en un tragicómico simulacro de juicio político violando todas las normas del debido proceso.

Una lección para el pueblo paraguayo y para todos los pueblos de América Latina y el Caribe: sólo la MOVILIZACIÓN y ORGANIZACIÓN POPULAR sostiene gobiernos que quieran impulsar un proyecto de transformación social, por más moderado que sea, como ha sido el caso de Lugo.

La oligarquía y el imperialismo jamás cesan de conspirar y actuar, y si parece que están resignados esta apariencia es enteramente engañosa, como lo acabamos de comprobar hace unos minutos en Asunción.

Fonte: http://www.atilioboron.com.ar/2012/06/por-que-derrocaron-lugo.html

Cambia, ¿todo cambia?, ¿nada cambia?

(Vale a pena ler este texto para entender a quantas andam a política venezuelana nesse ano eleitoral)

Por Aram Aharonian

Cambia, todo cambia. El grave problema para quienes comandan la comunicación del oficialismo venezolano es que el escenario no es el mismo. Hoy todos esperan ansiosos el resultado de la segunda operación del presidente Hugo Chávez, mientras la oposición cuenta con un líder que tiene detrás de él un aparato político y estratégico, y va armando su maquinaria electoral. Las encuestas muestran aún a Chávez con gran diferencia sobre su rival, pero…

Volvieron las especulaciones, sobre la enfermedad, sobre el futuro del bolivarianismo en las elecciones presidenciales del 7 de octubre, sobre la sucesión. Una campaña nacional e internacional, donde los medios son otra vez los que preparan el camino y el imaginario colectivo y especulan sobre los “expertos” extranjeros que “lulificarán” la imagen de ambos candidatos.
Nuevamente quedó en evidencia que la institucionalidad chavista sigue siendo refractaria a la crítica y sorprendió que la política comunicacional del gobierno se haya centrado en un supuesto fraude (en el número de votantes) en los comicios internos de la oposición. El único que quedó mal parado fue el Consejo Nacional Electoral.
Los artífices de la comunicación en el gobierno bolivariano prefieren negar los datos de la realidad que preparar al pueblo para enfrentarlos. Olvidan que las encuestas son parte de la manipulación, en las que los pobres han demostrado tradicionalmente, en Venezuela, que no tienen el hábito de decir lo que piensan. Una elección presidencial no se decide en las encuestas ni en los programas de televisión oficial, y mucho menos en las declaraciones de los dirigentes oficialistas.
La oposición, que apuesta su triunfo a la salud del Presidente, no se puede dar el lujo de dilapidar un solo voto ya que la fuerza y el carisma de Chávez son un handicap en sus metas. Por eso el 12 de febrero armaron una escenografía de un acto de ribetes plebiscitarios con rasgos apoteóticos de referendo (al decir de Marcos Roitman). Y por ello, ha retomado la iniciativa, marcando una agenda propia y no –como hacía hasta hace poco- limitarse a ser reactivo a los dichos y hechos de Chávez.
Cabe recordar que en las elecciones internas podía votar cualquiera de los 17 millones 875 mil ciudadanos inscritos en el registro electoral. En realidad, los votantes fueron menos del 20% del padrón.
Atrás quedaron los partidos tradicionales y su mítico poder de convocatoria; en el camino quedó el gobernador de Zulia, Pablo Pérez, con apoyo de socialdemócratas y socialcristianos. Ganador fue la derecha (aunque en Venezuela casi todos rehuyen decir que son de derecha) y el partido mediático.
Sumemos también el triunfo de la tan denodada democracia venezolana y de la institucionalidad que significa la labor del Consejo Nacional Electoral y las Fuerzas Armadas, garantes del proceso interno opositor.
Todo cambia. Hay sectores de la oposición que saben que es diferente vencer a un Chávez enfermo, con dificultades y debilidad física para asumir la campaña a plenitud, o derrotar a un Chávez sano, fuerte, gobernando, arengando permanentemente al pueblo, yendo y viniendo a lo largo y ancho de la geografía venezolana.
Lo peor que les puede pasar es que un Chávez enfermo o convaleciente los derrote por enésima vez. Por eso, Capriles Radonsky, fue claro al decir que al Presidente le desea “larga vida, porque quiero que vea con sus propios ojos los cambios que vendrán”. La oposición sabe que no puede vencer al Chávez-mito –que ella misma ayudó a crear- y precisa demostrar que, como un hombre normal, es derrotable.
Dentro de la especulación sobre las estrategias de campaña, diarios brasileños hablan del publicista Joao Santana, quien asesorara a Lula da Silva y Dilma Rousseff, con la difícil tarea de lograr que Chávez elimine de su vocabulario el lenguaje descalificador y construir una imagen conciliadora, semejante a la del expresidente brasileño. Difícil de creer, sobre todo porque el mandatario siempre le vino bien la polarización y la confrontación.
Santana, vinculado al Partido de los Trabajadores, manejó las campañas presidenciales del salvadoreño Mauricio Funes y del peruano Ollanta Humala.
Lo que sorprende es que el candidato opositor, Capriles Radonsky, en reiteradas oportunidades habló de su admiración por Lula, quizá asesorado por otro publicista brasileño, Renato Pereira, jefe de estrategia de la empresa Prole, en la búsqueda por seducir a los ni-ni, que según los encuestadores puede alcanzar a un 30 por ciento del electorado.
La campaña opositora
Hay algo que sorprende en esta inusual campaña electoral –ya hacia las presidenciales del 7 de octubre- y es, de parte del sector ganancioso de la oposición, imitación de los códigos chavistas: la simbología, las ideas-fuerza y hasta ciertas consignas. Claro, la copia es simbólica, porque en el fondo –y en el frente- sus ideas son el neoliberalismo, aun sabiendo que está en crisis –por no decir derrotado- en la mayor parte del mundo.
Necesita la oposición del voto chavista (aunque lo disfracen de ni-ni) para poder soñar con una victoria. Hablan de poder popular, porque saben que es algo que ha entrado en el imaginario venezolano. Hay que convencer a los chavistas, o al menos convencerlos de que no voten (que es una forma de restarle votos).
La estrategia de Capriles Radonsky no pareciera ser ganar votos chavistas, sino tratar de que el bolivarianismo los pierda.
Parece que se cambiaron los roles: Capriles Radonsky está decidido a no confrontar y el presidente Chávez ha empezado a hacerlo. Capriles imita al Chávez de 1998, mientras que el mandatario sigue con la misma línea confrontacional que le ha dado tan buenos resultados desde el 2002 hasta ahora.
Hábilmente, Capriles habla de paz y dice representar el futuro y hasta es capaz de hablar de la Sexta República para diferenciarse del chavismo y de la Cuarta República de adecos y copeyanos.
Y para sorpresa del oficialismo, esta opción hasta defiende la Constitución de 1999, comparte algunos planes sociales del gobierno y trata de ser creíble cuando presenta planes alternativos de gobierno.
Obviamente, dentro del trabajo de los estrategas de Capriles Radonsky está el de esconder su antigua militancia en la secta Tradición, Familia y Propiedad (TFP), negar su actuación durante el golpe de abril de 2011, cuando lideró el grupo que intentó copar la embajada de Cuba, disfrazarlos de progresistas y seguidor de Lula “el conciliador” .
La idea parece ser la de transformar la elección de Venezuela en una disputa ideológica de todo el continente, para poner freno a los cambios sociales de la última década. Para ello cuentas con el arsenal de los medios cartelizados venezolanos y latinoamericanos, amén del apoyo incondicional de la prensa hegemónica trasnacional.
Hay varios miedos de clase media que van a ser explotados en lo que resta de la campaña, por ejemplo el temor a perder la propiedad. Aun cuando la mayoría no se sea propietaria de nada: funcionó en del referendo de la reforma constitucional (2007), y los estrategas mudistas suponen que puede funcionar aún a estas alturas.
Por el otro lado puede ser que juegue otro temor, el miedo de perder todos los beneficios sociales que se han logrado en los últimos años bolivarianos, habida cuenta de que el programa opositor es netamente privatizador e implica un retiro del Estado de la economía en general. Significa un desmontaje de todo el aparato jurídico que sostiene a la estatal petrolera Pdvsa, lo que traerá aparejado el desabastecimiento y la disparada de todos los precios de los servicios básicos como el, agua, la electricidad, etc, etc
Pero también existe un temor a que la paz social sea amenazada por una arremetida fuerte contra el chavismo.
Fin del triunfalismo
Lo sucedido con las elecciones internas de la oposición, señala Javier Biadeau, permite desechar las ilusiones triunfalistas, pasar a un análisis riguroso y descarnado de la situación de la correlación de fuerzas electorales y políticas entre el campo bolivariano y el campo opositor.
Sin este análisis, añade, no hay mapa para la lucha, para la estrategia y la táctica que apunten a la recuperación y reagrupamiento urgente de las fuerzas del proceso popular constituyente y de la revolución bolivariana que se activo en 1998 (no del “chavismo oficial y burocrático” que se enquistó luego del triunfo electoral del año 2006), y cuya promesa aún desdibujada sigue siendo el Gran Polo Patriótico (GPP).
Mercedes Chacín señala que desde el chavismo hubo poca preparación, poco estudio ; se creyó, contagiado del mismo síndrome de disociación psicológica que afecta a los opositores, que por una cuestión divina, casi metafísica, los 5 millones y pico de personas que votaron por la oposición en las parlamentarias, se convertirían en un millón. ¿De dónde salió esa convicción?
Hoy nadie duda de la seriedad de la enfermedad presidencial y por ello queda desestimada la posibililidad que se trate de un manejo comunicacional para “enervar pasiones y aglutinar la gente alrededor de la misión lástima”. Lo que llama la atención es que para poder tener un acercamiento a lo que realmente está pasando, un venezolano tipo debe escuchar lo que dice la oposición, porque la credibilidad de los voceros oficiales (Diosdado Cabello, Andrés Izarra) quedaron en el piso.
Cuidar su salud es la única vía para lograr su recuperación. Y últimamente –coinciden los analistas- a Chávez se lo vio excedido en sus actividades institucionales y partidistas, en su quehacer diario, como si nada hubiese pasado.
Desde las filas chavistas se hace un llamado urgente a retomar la discusión sobre lo imprescindible del liderazgo de Hugo Chávez, y el error que esto representa para el socialismo bolivariano, habida cuenta que un proceso socialista no puede depender permanentemente de un hombre, si realmente queremos hablar de un proyecto a media y largo plazo.
Lo cierto es que cada vez que el Presidente presenta algún inconveniente de salud, la revolución tambalea porque siente la posibilidad de quedarse huérfana, y para un proyecto revolucionario eso es un fatal error, señala Reinaldo Iturriza.
Para los habituales especuladores políticos, endógenos y exógenos, la reaparición del cáncer plantea dos interrogantes: Quién se quedará con el poder del proyecto chavista –donde la Fuerza Armada aparece como el fiel de la balanza- y quien llenará el vacío estratégico en el pensamiento y praxis política que dejaría la probable incapacitación de Chávez.
Chávez, el informador, y el vacío de poder
El gobierno se prepara para afrontar cualquier adversidad, lo que incluye un “grupo comando” que responderá ante eventualidades (y tratará de evitar filtraciones sobre la salud presidencial), el que estará a cargo de la ministra de la Secretaría de la Presidencia, Erika Farías.
Mientras, el nombramiento del comando (electoral) Batalla de Carabobo evidencia que no dejará que la oposición avance mientras Chávez esté fuera de combate. La responsabilidad recayó en el alcalde caraqueño Jorge Rodríguez que, por su experiencia como presidente del Consejo Nacional Electoral será clave para montar la estructura electoral para el 7 de octubre.
Mientras sectores de la oposición –quizá tratando de crear riñas internas en el PSUV- insisten ante el Tribunal Supremo de Justicia para que se integre una junta médica que evalúe el estado de salud del Presidente y determine si está en facultades para gobernar, intentando adelantar las elecciones en 90 días, Chávez no delegó el mando, negando cualquier tesis de vacío de poder.
En la línea constitucional de sucesión están el vicepresidente Elías Jaua y el presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello, aunque en el listado de los especuladores figuran Adán Chávez (hermano mayor del mandatario), el aún canciller Nicolás Maduro, el ministro de Energía Rafael Ramírez, el contralmirante retirado Orlando Maniglia y la misma hija del presidente, María Gabriela Chávez.
“Desmiento que tenga metástasis o que ya me esté muriendo”, dijo el líder venezolano, al anunciar que debía ser operado nuevamente en la Habana, con los mismos médicos que lo habían operado en julio pasado y luego tratado con quimioterapia, desechando la invitación de Dilma Rousseff y Lula da Silva para ser tratado en el Hospital Sirio Libanés de Sao Paulo, donde fueron atendidos ambos y el presidente paraguayo Fernando Lugo.
El propio Chávez informó que en las próximas semanas no se le volvería a ver con el mismo ritmo, porque además no se sabe si la lesión va a ser cancerígena, lo que considera probable por haber aparecido en el mismo lugar del tumor anterior y en ese caso necesitaría otra vez radioterapia.
Tras informar –en un programa de la televisión oficial- las principales orientaciones y los elementos centrales para la campaña (poner en marcha el segundo Plan Socialista de la Nación, atender el desarrollo de la ALBA, continuar con la organización política del PSUV y el GPP), e hizo un llamado de alerta, frente a una oposición que siempre tiene una agenda oculta, planes conspirativos, sin escrúpulos y que no desperdiciará oportunidad para generar violencia. Dejó a todos movilizados.
El escenario no es el mismo de hace apenas tres semanas. En Venezuela, cambia, todo cambia. ¿O nada cambia?
– Aram Aharonian es periodista y docente uruguayo-venezolano, director de la revista Question, fundador de Telesur, director del Observatorio Latinoamericano en Comunicación y Democracia (ULAC).
Lin original da notícia: http://alainet.org/active/53001.

‘Eleição de Humala é uma vitória para o Brasil’, diz cientista político

Por Rodrigo Herrero Lopes, para o Opera Mundi

A vitória de Ollanta Humala no Peru modificou as peças do cenário político da América Latina. Antes o Peru poderia ser enquadrado no grupo de países conservadores e mais alinhados aos Estados Unidos, distante dos processos de integração regional, mas conforme as primeiras declarações do presidente eleito, esse panorama deve mudar.

Para Carlos Antonio Romero, Doutor em Ciência Política professor titular no Instituto de Estudos Políticos da UCV (Universidade Central da Venezuela), além de a vitória de Humala reforçar o componente progressista latino-americano, é uma inquestionável vitória do governo brasileiro, que ganhou mais um aliado e parceiro.

Para ler a entrevista com o professor Carlos Romero, clique aqui.

Curiosidades

Um dia em Caracas...

Outra coisa curiosa da Venezuela e que eu não havia contado ainda é o mercado, tanto formal quanto o informal. Em verdade, destaco uma coisa de cada um.

O mercado informal é repleto em Caracas, vende-se de tudo: roupas, badulaques, sorvetes (com seus sininhos terríveis tocados pelos vendedores), vídeos de matemática com musiquinha (engraçadíssimo!) e até chamada telefônica. Sim, no centro de Caracas, se você ver uma pessoa sentada num banquinho com outro com uma caixinha com alguns celulares – e, por vezes, cigarros – não se assuste. Aproveite, se aproxime e faça uma chamada, é bem barato. Eu não fiz porque tinha um “móvil” à disposição para mim lá e também porque resolvi muitos dos meus problemas por e-mail. Além do que, as ligações para o Brasil eram feitas da casa ou do skype mesmo. Mas em uma das poucas vezes que usei o meu celular, falei por uns dois minutos com uma jornalista de lá e quando vio saldo tinha consumido uns três centavos.

Isso que dá ser um país rico em petróleo: algumas coisas são bem baratas, como também o metrô, já comentado neste espaço. Outra coisa bem barata é a gasolina: com seis bolívares, o que não dá três reais, é possível encher o tanque das SUV’s ou das possantes barcas gigantescas (aquelas banheiras norte-americanas, sabe?) bebedores de combustível. Em postos de conveniência de lá, a coca-cola chega a ser mais cara (sete bolívares) do que lotar o tanque do pujante.

Outra curiosidade é que é obrigatório os carros novos ter tanque de gás, que é gratuito, diga-se. No entanto, com o preço da gasosa, para que andar mais lento, né? Mas é um projeto do governo, para, no futuro, poder aumentar o combustível e incentivar o uso do gás, sem revoltas. Vale lembrar que na Venezuela não há carro novo para vender, a produção é fraca e a importação idem. Demoram uns quatro meses para chegar o carro. O que faz com que os veículos usados sejam vendidos a preços absurdos. E é uma cidade automotiva, com mais carro e concreto de avenidas e auto-pistas do que gente.

A outra coisa que eu queria dizer é que, no caso do mercado formal, na Venezuela há a tal da Nota Fiscal Paulista compulsória. Quer dizer, na verdade o cara não pode ganhar prêmios ou ter parte da grana de volta informando seu CPF a cada compra que fizer, como em São Paulo, mas em todo o lugar eles pedem o número da cédula de identidade – ou o passaporte no caso de estrangeiro – para cadastrar a compra. Isso é para evitar a sonegação fiscal, não tem nada de prêmio.

A primeira vez eu assustei, fiquei nervoso, achei que ia ser preso por fazer compras, não sabia direito o que responder. Mas é algo normal. No entanto, em uma loja de roupas não me pediram número de nada e eu fui ao lugar duas vezes.Perguntei para meu amigo brasileiro de lá e ele comentou: “os caras devem estar sonegando mesmo”. É estranho você ter que dar opbrigatoriamente o número de seu documento ao fazer uma compra, mas, pensando bem, é uma forma de garantir que o imposto chegue ao destino final e possa ser investido. Afinal, já que é pago, que seja revertido.

E o imposto não é barato não. Além do preço do produto, paga-se 12% do tal de IVA lá na Venezuela. Se você vai parar um bar ou restaurante, ainda tem mais 10% do garçom, a “propina”, e é obrigatório praticamente, ao contrário daqui. Tudo fica meio caro com tanto imposto. O bom é que muitas vezes o preço já vem calculado com o IVA, o que evita você ficar maluco tentando saber quanto você vai realmente pagar pelo produto.

Ah, Venezuela, suas contradições e peculiaridades. Outra hora eu volto.

%d blogueiros gostam disto: