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São Paulo sofre com obras ineficazes contra enchentes

Olá.

Desculpem mais um sumiço.

Ocorre que surgiu mais um frila lá no Agora São Paulo e estou na equipe cobrindo eleições para o jornal. Uma pena que comprometeu o andamento do blog Notícias da América Latina. Mas não dá pra reclamar, já que o que manda nessa vida maldita é o dinheiro. E em breve eu volto com o outro blog.

Aproveito o retorno para indicar a primeira matéria que saiu das especiais que tô fazendo. O tema foi enchente e ela foi publicada na última segunda-feira. Abaixo publico os textos do especoal, sem a edição final, já que não a tenho aqui comigo (foi uma complicação o fechamento dessa matéria, fiquei doente, fiz de casa, as definições demoraram, um rolo) e certamente são menores que esses, até porque eu escrevi sem ter o tamanho das retrancas e o formato da página. Na próxima segunda, será publicado um especial sobre educação. Aguardem:

São Paulo sofre com obras ineficazes contra enchentes

Apesar do investimento crescente da prefeitura no combate as enchentes em São Paulo, os resultados tem se mostrado ineficazes. É o que dizem especialistas ouvidos pelo Agora, que criticaram as medidas como a construção de piscinões, canalização de córregos e demais ações como soluções superficiais e paliativas, que não atacam o problema de forma profunda.

Dados fornecidos pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras informam que, de 2005 a 2011 foram aplicados cerca de R$ 840 milhões. Entre as últimas obras estão as intervenções nas bacias dos córregos Aricanduva e Pirajussara e no Jardim Pantanal, e, também, da construção de nove piscinões – dois em parceria com o governo do Estado – 11 em execução e sete em licitação. Além de 106 córregos recuperados, em uma parceria com o Governo do Estado e com a Sabesp, segundo informações da Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos. A secretaria informa também que foram retirados do rio Tietê um volume de 3.280.266 metros cúbicos entre 2011 e junho deste ano e 4.390.367 metros cúbicos de seus afluentes.

No entanto, segundos especialistas, as medidas adotadas pela prefeitura e Estado não resolvem o problema das enchentes em uma cidade historicamente urbanizada de forma desordenada e de pouco solo livre para absorver a água das chuvas. “Costumam apontar o assoreamento, o acúmulo de lixo nos córregos, a falta de galerias e de manutenção nas existentes. Tudo isso é importante. Mas são apenas razões superficiais, pontuais, de curto prazo”, analisa o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis.

Os piscinões também são questionados. De acordo com o professor da disciplina de Urbanização e Meio Ambiente, Edilson Pissato, do Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo), o piscinão serve apenas em curto prazo, mas pode se tornar obsoleto, caso não haja uma manutenção frequente, e, principalmente, outras medidas para evitar as enchentes. “Os rios são poluídos, com sedimentos e dejetos que se acumulam nos piscinões, então isso precisa ser retirado, com transporte adequado para um aterro de resíduos perigosos. Tudo isso gera um custo muito alto”, diz.

A canalização de córregos, procedimento comum ao longo dos anos e ainda hoje, também é criticado, por apenas empurrar o problema para áreas mais baixas. “A canalização, que serve para escoar água mais rápido das regiões mais altas, acumula mais rápido essa água nas baixadas”, afirma o professor José Giroldo, do Departamento de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

Drama

Enquanto o problema não é resolvido, histórias crescem de pessoas que sofrem com as enchentes. É o caso da população da região próxima à confluência entre os córregos Águas Vermelhas e Oratório, na Vila Industrial, na divisa com São Caetano e Santo André. Segundo os moradores, quando o Oratório enche, o nível do córrego Águas Vermelhas também sobe, invadindo a rua e as casas.

O aposentado José Carlos da Silva, 56 anos, diz já ter feito diversas reclamações, inclusive com a entrega de abaixo-assinado, sem resposta. “Eles alegam que a obra já foi feita. Mas as canaletas colocadas nas ruas Fruta de Guariba e Jacarandá Preto não têm caída, a água não corre e o esgoto volta pela tubulação. Se minha casa não tivesse um portão alto, a água tinha entrado na minha sala. Mas muitas famílias aqui já perderam tudo”, reclama. (Rodrigo Herrero)

Resposta: ‘Fiscalização foi ampliada’

Além dos investimentos em obras no sistema de drenagem, a Prefeitura informa que promoveu alterações na legislação e aumentou a fiscalização para combater o descarte irregular de entulho na cidade. De acordo com a legislação vigente, o descarte irregular entulho é crime ambiental sujeito à multa de R$ 13,5 mil. As ações resultaram em 352 multas emitidas, com 297 veículos apreendidos. Como resultado, em 2010, foram descartados irregularmente 1,4 mil toneladas, contra 2,4 mil em 2009.

A SIURB (Secretaria de Infraestrutura Urbana) diz ainda que cresceu a procura pelos Ecopontos, locais destinados para o descarte voluntário de resíduos e grandes objetos. Outra ação para a coleta desses materiais é a Operação Cata-Bagulho, realizada pelas subprefeituras. Segundo a SIURB, foram realizadas 1.040 ações nas 31 Subprefeituras, que ao todo retiraram mais de 24 mil toneladas de inservíveis, recolhendo em média 500 toneladas de objetos sem utilidade por final de semana

Com relação à limpeza do córrego Aricanduva, a Subprefeitura de São Mateus informou que realiza operações de limpeza manual e mecanizada sempre que é constatada a necessidade. Ainda segundo a subprefeitura, esse ano foram retiradas 4.730 toneladas de detritos do córrego. Os novos trabalhos de limpeza e desassoreamento do local estão programados para serem realizados na segunda quinzena de setembro.

Com relação à ponte de madeira sobre o córrego Aricanduva, a SIURB explicou que a ponte não foi construída pela secretaria e que um técnico da SIURB irá fazer uma vistoria no local. Sobre a água com barro que desce pela avenida Ragueb Chohfi em dias de chuva, A SIURB informou que estão previstas obras de drenagem para a região.

Questionada a respeito das obras do córrego Águas Vermelhas, a SIURB explica que a obra de 2009 incluiu sim a canalização do córrego, que serviu para aumentar a vazão da água. De acordo com o órgão, “as cheias na região serão resolvidas com a construção de um piscinão”, que está sendo projetado para a região do córrego do Oratório. No entanto, o projeto encontra-se ainda em fase de elaboração e não tem previsão de execução (RH).

Especialistas defendem mudança de paradigma no combate às enchentes

Segundo especialistas ouvidos pelo Agora, um dos principais problemas apresentados por São Paulo é a ocupação das várzeas e a canalização dos córregos e rios, que cede lugar às vias marginais. A saída para alguns deles é a renaturalização desses locais.

“Muitos rios deveriam ser descanalizados e terem a sua várzea de volta. Essa é a tendência na Europa. Na Alemanha, por exemplo, eles não só devolveram o rio à cidade, como despoluíram suas águas, devolvendo o salmão a muitos córregos urbanos”, afirma o professor da disciplina de Urbanização e Meio Ambiente Edilson Pissato, do Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo).

O aumento da vegetação na área urbana, para proteger a infiltração da água no solo, também é bem visto pelos estudiosos. Os parques lineares são uma solução que tem sido adotada inclusive pela prefeitura. Mas o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis, faz uma ressalva. “Quase metade das favelas estão na beira de rios e córregos. Então, não adianta tirar as famílias da favela e colocar no lugar um parque, senão eles vão voltar a construir favela ali ou em outro ponto. É preciso resolver também a demanda habitacional”, acrescenta.

Há também formas menos radicais de intervenção urbana apontadas pelos especialistas. A implantação de legislação ambiental e o aumento da fiscalização são algumas medidas práticas, que podem trazer o cidadão para contribuir no combate às enchentes, como incluir caixas e cisternas nas casas e condomínios. “Tinha que implantar a lei de piscininhas, obrigando aos empreendimentos imobiliários de recolherem a água no próprio lote, ajudando a diminuir a água que escorre pelo meio fio durante as fortes chuvas”, aponta Nakano. Pissato vai mais longe e defende que nos códigos de obra conste uma taxa de permeabilidade de 30%, 40%.

Onde a ocupação já está consolidada e não há como criar áreas permeáveis, a geógrafa Katia Canil, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), defende a realização de estudos da bacia para buscar alternativas ao problema.

Outra frente de ataque é o combate à erosão de encostas nas áreas de cabeceira, que acabam por assorear os rios e córregos. “Nas áreas periféricas, onde não há infraestrutura e o loteamento ocorre em altos declives, em terrenos íngremes, isso faz com que a cobertura vegetal da área seja retirada, deixando o solo exposto. É preciso estabilizar a erosão e recuperar essas áreas”, diz a geógrafa. (RH)

Moradores reclamam de enchentes no Aricanduva

Quando chove no Jardim São Benedito (zona leste), os moradores sofrem com a invasão de água de dois lugares. Por cima, a enxurrada com lama desce da avenida Ragueb Chohfi e atinge as casas que margeiam a avenida e também as da rua Ilha Caviana. Por baixo, eles reclamam que o córrego Aricanduva enche com qualquer chuva mais forte.

“Um dia fiquei segurando o portão para evitar que a água chegasse, mas mesmo assim ela invadiu a casa e foi os andares debaixo, derrubou o muro. Meu marido tem refeito tanto essa casa”, conta a dona de casa Gedalva de Lima Romão, 67 anos, enquanto mostra os canos levantados e os cômodos aterrados para evitar enchentes futuras.

Um de seus filhos que moravam na parte debaixo da casa se mudou para fugir do prejuízo. “Tinha um computador em cima de um hack que ficou boiando e só parou na parede. Meus netos quando viam a chuva já choravam. Perdemos o gabinete da cozinha. Olha, eu já perdi tanta coisa. A gente nem sabe mais o que fazer”.

Os moradores reclamam que não há limpeza naquele trecho do córrego Aricanduva há anos e que, toda vez que chove, a água leva tudo o que vê pela frente “Minha família veio para cá em 1988, a gente pescava nesse rio, era limpo. Agora botaram a favela em cima e deixou o rio estreito”, critica o mecânico Edvaldo Ievenes, 42 anos.

Obstáculo

O jovem Danilo Ribeiro Gomes, 19 anos, vive na cadeira de rodas há dois anos, quando tomou um tiro nas costas. Desde então é paraplégico e necessita dos vizinhos para sair de casa. Ele mora do outro lado do córrego Aricanduva e, para ir à rua, a ponte de madeira dificulta o trajeto. “Para o meu filho passar do outro lado da ponte tem que chamar quatro pessoas pra carregá-lo. A maca da ambulância não passa, precisa pegá-lo no colo”, conta a mãe de Danilo, Rita de Cássia Ribeiro, 36 anos. Sem ter mais condições de caminhar, a rotina de Danilo é ficar o dia dentro de casa. “Passo o dia deitado no sofá assistindo televisão”, lamenta Danilo. (RH)

Sábado também é dia de Itaquera!

Sábado tem sarau na Penha!

Face Leste na Penha será no dia 19.05

Data foi alterada para o dia 19 de maio!

Curiosidades sobre o livro – Parte II

Segue mais um texto da série que estou produzindo sobre o projeto do livro Face Leste: revisitando a cidade, que escrevi para o pessoal da Bonita produções e que está em fase de finalização.

Post publicado originalmente em: http://bonitaproducoes.wordpress.com/2011/12/06/curiosidades-sobre-o-livro-parte-ii/.

Como prometido, estamos de volta com a segunda parte das curiosidades sobre os bairros que fazem parte do livro Face Leste: revisitando a cidade, que a Bonita Produções está fazendo em parceria com a Associação Cultural Beato José de Anchieta e a Prefeitura de São Paulo. Também faz parte do projeto um documentário audiovisual, que estaremos abordando aqui neste espaço em breve.

Se na semana passada o texto tratou de alguns dos bairros mais antigos da Zona Leste, hoje trazemos informações de alguns bairros mais recentes, mas que tiveram importância. São os casos de Itaquera e Guaianases, que tem uma presença maior de povoamento no fim do século XIX, e foram importantes para o contexto de crescimento de São Paulo por fornecerem matéria-prima para a construção civil por meio de suas pedreiras e suas olarias. Outro fator que possibilitou o desenvolvimento desses bairros até então longínquos foi a extensão da linha do trem que se dirigiu rumo ao Rio de Janeiro, cortando toda a Zona Leste.

Mas esses bairros – assim como Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, São Mateus, Aricanduva e toda a face leste da cidade – acabaram por ter um aumento da população a partir da segunda onda de urbanização e industrialização vivida por São Paulo, a partir dos anos 40 (mas que se intensificou nos anos 50 e 60 e se consolidou a partir dos 70), que impulsionou São Paulo em direção a uma grande metrópole e trouxe diversos de migrantes de várias regiões brasileiras para a capital paulista.

São Miguel Paulista e seus vizinhos viveram isso de forma mais presente com o complexo industrial da Nitro Química, que empregou milhares de funcionários e motivou vários mineiros, paranaenses, baianos, pernambucanos, e muitos outros, a rumarem ao desconhecido. Ermelino Matarazzo surgiu no entorno de uma fábrica de celofane do Conde Francisco Matarazzo. São Mateus surgiu a partir de um sonho de um italiano de criar uma região de nobre na Zona Leste, mas cresceu em torno do desenvolvimento da indústria automobilística do ABC e do pólo petroquímico de Mauá.

E com tanta gente migrando para essas áreas, faltou moradia para tanta gente, não é a toa que os movimentos populares de grande relevância na época se destinavam à luta por moradia, em um contexto de luta pela redemocratização do país, entre o fim dos anos 70 e boa parte dos 80, ainda sob a ditadura militar.

Nesse período foram criados os conjuntos habitacionais que foram insuficientes para adequar a gritante demanda por casas. Itaquera e Guaianases foram os locais que mais receberam casas e apartamentos da COHAB – parte de Guaianases que recebeu as construções foi transformada em Cidade Tiradentes posteriormente. Já o CDHU implantou imóveis no Itaim Paulista, principalmente, além de São Miguel e outras localidades.

Como foi possível perceber, a história da Zona Leste está ligada à história da migração dos brasileiros rumo às capitais e à luta por moradia. Mas é muito mais que isso, como o livro propôs pretende revelar. Há muitas histórias para contar, aqui é apenas um aperitivo do que queremos mostrar com o livro, na expectativa de que todos possam saborear as histórias, curiosidades e “causos” da face leste da cidade que a fazem ser esse verdadeiro – e rico – caldeirão de diversidade.

Curiosidades sobre o livro – Parte I

Segue mais um texto da série que estou produzindo sobre o projeto do livro Face Leste: revisitando a cidade, que escrevi para o pessoal da Bonita produções e que está em fase de finalização. Em breve, quando eu tiver informações sobre o lançamento, divulgo aqui. Por enquanto, conheça um pouquinho mais sobre a história do livro!

Post publicado originalmente em: http://bonitaproducoes.wordpress.com/2011/12/02/curiosidades-sobre-o-livro-parte-i/.

Hoje a gente traz no Blog da Bonita a primeira parte de um texto com algumas curiosidades sobre os bairros selecionados para o livro Face Leste: revisitando a cidade. A cada pesquisa iniciada, a cada leitura concluída, as informações iam brotando aos borbotões, e sendo agregadas ao material anterior, indicando um mundo gigantesco de histórias e possibildiades de abordagem para cada capítulo-bairro. E cada bairro, claro, com sua peculiaridade, revelando que a Zona Leste possui um mosaico complexo e heterogêneo, modificando um pouco o cenário cinza e único de pobreza e abandono, comum quando se faz comentários sobre a região. Mas, além de produzir uma diversidade social e cultural ricas, a Zona Leste também tem muita história.

A mais antiga delas remete aos primórdios da colonização brasileira e da fundação de São Paulo, ainda Vila de Piratininga. São Miguel Paulista foi um dos primeiros aldeamentos da cidade, e teve no seu fundador o valioso personagem religioso, o Beato José de Anchieta, partícipe da fundação de São Paulo. O aldeamento de São Miguel de Ururaí era estratégico no século XVI, principalmente por proteger a Vila de Piratininga dos ataques dos franceses, auxiliados pelos índios Tamoios, que vinham do Litoral Norte e ameaçavam atacar via Mogi das Cruzes.

Outra região antiga da Zona Leste é a da Penha, que surgiu a partir do fervor religioso em torno de Nossa Senhora da Penha, que foi a origem e o motor do bairro. As extensas procissões de fiéis até a região para venerar a santa proporcionou a formação do bairro que hoje é bastante tradicional na Zona Leste e até já foi sede do governo da antiga província de São Paulo, durante a revolução de 1924, quando o então governador Carlos de Campos se refugiou no bairro ante os ataques dos tenentes revoltosos. E até uma visita do então imperador Dom Pedro II no final do século XIX é fato de orgulho para seus moradores.

Esse período também foi marcante por conta da crescente imigração estrangeira, que trouxe italianos, portugueses, espanhois, japoneses e toda a sorte de imigrantes que vinham com o sonho de prosperar na farta terra brasileira. Muitos foram trabalhar na lavoura de café no interior paulista, em regiões como Jundiaí, e eram levados até lá de trem a partir do desembarque no Porto de Santos. E um dos pontos de recrutamento de imigrantes era na Hospedaria dos Imigrantes do Brás, que motivou o crescimento deste bairro, da Mooca, Vila Prudente e Pari na Zona Leste, além do Ipiranga, Lapa, Barra Funda, Bom Retiro, as regiões em torno da linha férrea, que receberam várias indústrias, em que muitos imigrantes que não se acostumavam com a lavoura acabavam por trabalhar.

Por agregar tantos operários, esses bairros também foram fontes de reivindicação por melhorias nas condições de trabalho e salário, sendo símbolo a Greve de 1917, que teve início na Mooca e produziu diversos progressos nas leis que foram formuladas nos anos seguintes, principalmente no governo Getúlio Vargas.

Uma peculiaridade interessante está na Vila Prudente ter sido fundada por uma família de italianos, que desejavam instalar uma grande fábrica de chocolate e confeitos e forjaram um bairro para fazer seu negócio dar certo.

Apesar da história do Tatuapé remontar ao século XVII, o bairro também abrigou indústrias, embora em um período posterior, o que propiciou um melhor desenvolvimento tecnológico, empresas mais avançadas e maiores. Isso vai proporcionar, anos mais tarde, uma condição especial na construção de empreendimentos imobiliários para muitas das famílias ricas e tradicionais do bairro, aproveitando os imensos galpões vazios das antigas fábricas, o que vai dar elevar o padrão de moradia e de moradores no Tatuapé em anos mais recentes.

Na semana que vem, a segunda parte desse texto repleto de curiosidades sobre os bairros da Zona Leste paulistana. Até lá.

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