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Creches são o principal desafio na educação

Ressurjo das cinzas de meu inferno particular para publicar mais uma matéria que saiu no Agora São Paulo mês passado. Tá meio antigo, mas vale a pena, porque debate a educação e o déficit de vagas em creche na cidade. O bom é que aqui dá pra por os textos inteiros, maiores, e até uns personagens que acabaram cortados da página, que teve muita “arte” com detalhamento de outras informações, infográficos, etc.

Creche é o maior desafio na educação para SP

A fila das creches é o grande desafio da área da educação para o próximo prefeito de São Paulo. Com mais de 145 mil crianças na espera, Gilberto Kassab (PSD) não cumpriu a promessa de zerar a fila.

A Secretaria Municipal da Educação se defende: afirma que uma das marcas da gestão é ter investido bastante e gerado vagas em creches em número recorde.

Na campanha eleitoral de 2008, Kassab disse: “Estamos dando prioridade a esse tema para a próxima gestão e é evidente que vamos eliminar o problema de vagas em creche em São Paulo. Esse é um compromisso nosso.’

Ao longo da administração, o discurso mudou: “Tínhamos compromisso de elevar de 60 mil para 100 mil as vagas em creche, ultrapassamos em muito e sabemos que o número de vagas precisa ser ainda mais aumentado”, falou na última quinta-feira, em inauguração de creche no Itaim Paulista (zona leste).

Propostas

Os candidatos estão mais “precavidos” neste ano. Nenhum fala em acabar com a fila. José Serra (PSDB), por exemplo, diz que vai “trabalhar firme para atender a demanda”. Celso Russomanno (PRB) promete aumentar as vagas. Fernando Haddad (PT) fala em acabar com a fila _mas somente para alunos de quatro e cinco anos.

A procura por uma vaga é grande na capital. Em 2010, por exemplo, a população de crianças de zero a quatro anos era de 711 mil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Naquele ano, foram matriculadas 130 mil crianças.

Soluções

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a espera pela creche não é um problema só de São Paulo e que zerar a fila é um trabalho difícil, a longo prazo _não só para quatro anos.

“O déficit nacional é enorme. É um atendimento caro e nenhum país no mundo tem um atendimento 100% realizado”, afirma o especialista em política educacional Rubens Barbosa de Camargo, professor da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo especialistas, a solução é investimento pesado, com prioridade à administração direta de creches, já que unidades administradas pela prefeitura têm mais qualidade do que a rede conveniada. “Os convênios deveriam existir como transição enquanto as creches estão sendo construídas e não se tornarem política central da prefeitura”, afirma Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP.

A sociedade civil também reclama. “A prefeitura amplia os convênios e corre o risco de não considerar aspectos importantes para o atendimento, superlotando as salas”, critica Antonia Almeida Barros, do Movimento de Mães sem Creche. Para Denise Carreira, da ONG Ação Educativa, é necessário que a prefeitura retome a expansão da rede direta, com foco nas áreas mais carentes. (Rodrigo Herrero)

CEU não é para todos

Os 45 CEUs (Centros Educacionais Unificados) atendem mais de 84 mil alunos e recebem 60 mil pessoas por mês nas demais atividades. Porém, especialistas afirmam ser necessário aumentar a abrangência a toda a rede. “Vejo os CEUs com bons olhos, mas deveriam ser para todos”, defende Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da PUC-SP.

“A iniciativa de instalar unidades sofisticadas em áreas mais carentes não é política curricular do ensino municipal como um todo. Tem muita escola que não tem acesso direto ao CEU. Nem mesmo a proximidade física garante o incremento das atividades curriculares”, afirma Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP.

A autônoma Francisca Alves, 39 anos, celebra que o filho Marcelo Alves do Rego, 13 anos, está no CEU Caminho do Mar, no Jabaquara (zona sul). “Duas vezes por semana ele faz futsal e natação. Se ele não estudasse lá não teria como fazer, porque é caro”, diz.

Quando esse CEU foi aberto, em 2008, a dona de casa Márcia de Brito Rabelo, 36 anos, achou melhor manter a filha Ana Beatriz de Brito Freitas, dez anos, na Emef Cacilda Becker. Mas admite: “Se tivesse como minha filha fazer essas atividades e cursos que existem no CEU seria bom.”

Os CEUs foram criados no governo de Marta Suplicy (PT) em 2003 e ampliados na gestão Gilberto Kassab (PSD). (RH)

Resposta: “Meta foi cumprida”, fiz prefeitura

Segundo a Secretaria Municipal da Educação, a meta de zerar a fila da creche feita na campanha de 2008 foi cumprida. Segundo a secretaria, a promessa de Gilberto Kassab (PSD) levava em conta a fila registrada em dezembro daquele ano (57 mil crianças). Até junho deste ano foram matriculadas mais de 207 mil crianças até quatro anos. Ou seja, são quatro vezes mais vagas do que a fila de 2008.

De acordo com a secretaria, em 2004 foram aplicados R$ 170 milhões, enquanto que o orçamento de 2012 aponta mais de R$ 1 bilhão em creches. Hoje são 1.505 creches.

Sobre a qualidade da rede conveniada, a secretaria diz exigir os mesmos padrões da rede direta, e informa aumento do investimento às conveniadas em mais de 100% em relação à 2004. A pasta justifica que a expansão dos convênios se deu pela dificuldade em obter terrenos nas áreas de maior demanda.

Quanto a crítica de que o CEU não inclui toda a rede de ensino, a pasta afirma que os CEUs estão abertos a toda comunidade e que, eventualmente, um morador do entorno pode não encontrar vaga em alguma atividade.

Com relação à queda na Prova São Paulo e a distância da meta do Ideb, a pasta destaca o crescimento no Ideb no 5º e no 9º ano: 63,3% das escolas tiveram médias entre 4,6 e 5,5. Em 2005, 15,3% da rede alcançou tal marca.

Sobre os uniformes, a pasta informa que as escolas estão coletando as fichas com as medidas dos alunos para 2013. A aquisição das peças tem início previsto para outubro. O investimento com uniforme, em 2012, foi de R$ 80 milhões, diz a secretaria.

Com respeito ao Plano Municipal de Educação, a secretaria diz valorizar o plano e que este será enviado à Câmara Municipal assim que “equacionadas algumas questões técnicas e financeiras ainda pendentes”. (RH)

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