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Um passeio pelo zoológico

Hipopótamo deu show no Zoológico
Hipopótamo deu show no Zoológico

Perdão pela falta de atualização no fim de semana. Para me recuperar da ausência, publico uma foto relacionada a meu passeio neste feriado carnavalesco. Sim, visitei o Zoológico de São Paulo ontem, um local muito divertido para passar uma tarde, conhecer e ver muitos animais interessantes, a maioria ameaçados de extinção.

Ruim foi que, em um feriado prolongado, muitos têm ideia semelhante, o que tranforma a chegada nos arredores do Zoo e a entrada no estacionamento e na própria bilheteria um verdadeiro inferno. É estresse de dia útil em São Paulo na hora do rush, com muito sol e crianças, muitas crianças, berrando, pulando, gritando.

À parte isto, o passeio foi gostoso. Os que me chamaram mais atenção foram o hipopótamo (que ganha um destaque aqui pela ação do bicho, incluso), o casal de rhinocerontes, os leões-marinhos que deram um show, a anta, o lobo europeu e o lobo-guará (rara e fantástica espécime brasileira), a arara azul e o mico-leão dourado, entre muitos outros bem divertidos. Pena que o calor fez muitos se esconderem na sombra, casos do leão, tigre, tamanduás.

Bem, boa semana a todos, com uma foto bem divertida e agradável desse simpático e desengoçado bichinho, que bocejava minutos acpós acordar, dando oum show pro público. Até mais!

PS: Para ver mais algumas outras fotos do #zoo, acesse meu #Twitpic, clicando aqui!

Jardim Botânico de Curitiba

Pôr do sol no Jardim Botânico - Curitiba - PR - 15.06.07

Pôr do sol no Jardim Botânico - Curitiba - PR - 15.06.07

Junho de 2007, por volta das 9h da manhã. Eu chego na produtora onde eu trabalhava na época e vejo uma movimentação na recepção, em frente ao computador. Ali mesmo o Márcio me interpela:

– A Gol tá com promoção em passagem, e o pessoal tá pensando em ir pra Curitiba.

– Quem vai?

– Eu, o Junior e a Ione. Vamos?

– Ah, vamos sim.

E assim marcamos a viagem, que seria minha segunda visita turística àquela cidade. Isso porque havia ido várias outras vezes, mas a trabalho e somente por um dia. Ea  primeira foi em janeiro do mesmo ano, quando eu passei cinco dias ali, sozinho, quando conheci um companheiro jornalista que mora lá, o Luiz Rebinski – que tá com uma entrevista na Brasileiros. Eu sempre quis ir à Curitiba e, uma oportunidade de voltar lá, apenas seis meses depois? Aceitei no ato.

Pegamos dois dias de folga na produtora e ficamos de sexta à segunda. Foi bem bacana, mesmo passando por lugares turísticos que eu já conhecia. Mas deu para ver outros e reencontrar meu parceiro curitibano para umas cervejas no Centro Histórico e um futebolzinho pela TV no fim de tarde com amigos dele, regado a um churrasco de apartamento e a mais cervejas – que renderam na volta uma cochilada no ônibus que me fez parar nos limites de Curitiba e, depois, um trabalhão para voltar para o hotel.

Mas falando da foto, ela foi tirada logo no nosso primeiro dia de visita, quando passamos, entre outros lugares, pelo maravilhoso Jardim Botânico. Um lugar realmente fantástico. A diferença entre janeiro e junho era de que no outono não haviam flores no jardim, proporcionando um cenário mais bucólico com o verde da grama. Mesmo assim, é um dos lugares mais belos do Brasil, um ambiente que alegra a alma, traz paz.

Até amanhã.

Memorial do Imigrante

Olá.

Extraordinariamente, publico um segundo post no mesmo dia. Mas como o outro foi só para dizer como as coisas iam, eis o motivo. Então, aproveito uma pausa para almoçar em casa, antes de ir pra PUC, pra comentar como foi o passeio no Memorial do Imigrante.

Fachada do Memorial do Imigrante/Divulgação

Fachada do Memorial do Imigrante/Divulgação

Pena que esqueci de levar minha máquina fotográfica. Pior: esquecer que meu celular tira fotos. Por isso vai uma foto de divulgação, retirada da internet. Na verdade, encarei como um passeio, aí fujo à esquizofrenia jornalística de ter que registrar tudo. É bom de vez enquando.

De qualquer forma, foi um passeio bastante interessante. O lugar está bem cuidado, com muitas salas, exposições temporárias, melhor do que vi da vez que fui lá a trabalho, em 2005. Também porque daquela vez eu fora quando em um dia que local estava fechado, que impossibilitava ver algumas coisas.

É um espaço para você sentir como chegavam os imigrantes e como eles viviam seus primeiros dias aqui no Brasil, mais especificamente na Hospedaria dos Imigrantes. Motivados por promesas ilusórias (o ouro brotava das árvores, o ouro cafeeiro, era só esticar os braços e pegar, dizia um cartaz japonês), eles chegavam ao Brasil de veleiro e depois navio a vapor até o Porto de Santos, deppois subiam a serra de trem até a região do Brás, onde está instalada a hospedaria que funcionou até 1978. Lá, passavam uma média de seis dias até serem encaminhados para alguma fazenda no interior paulista.

E lá eles tinham de tudo, tudo que era próprio da época, com seus limites: comida, cama, barbearia, cinema, enfermaria. Mas não podiam deixar a hospedaria, para evitar contato com os “nativos”. Questões sanitárias ou econômicas? Foi uma dúvida levantada durante a visita monitorada. Há que se considerar ambas as coisas, creio. No fim das contas, a hospedaria servia meramente de um entreposto de pessoas, havendo no local uma “agência de colocação” – como essas agências de emprego de hoje – em que os imigrantes procuravam saber onde tinha emprego, quase sempre na lavoura.

A hospedaria vivia um caldeirão cultural, com lituanos, romenos, italianos, espanhós, japoneses, russos, húngaros, poloneses, portugueses, e até índios brasileiros e nordestinos. A dificuldade com a língua era somente um dos entraves. A alimentação era outro problema. O mais próximo de peixe que os japoneses viam era bacalhau, o que lhes fazia muito mal e quase não comiam. No trajeto da hospedaria até a fazenda, eles ganhavam um saco com carne seca, farinha e um mingau para fazer um tal de “engrossadinho”. Agora, imagina um lituano, um japonês, vendo um alimento tão exótico quanto este, para dizer o mínimo.

Quem tem parentes que vieram de outro continente se emociona com essa busca de suas raízes culturais. A professora Cremilda (que veio de navio ainda menina, em 1953, não para trabalhar numa fazenda, mas para viver no país) conta o caso de uma estudante da terceira idade, de um projeto em que ela coordena na USP, chegar às lágrimas na sala dos dormitórios, e confessar que chegara a viver ali quando menina, vindo de seu país: “Eu dormi nessa cama”, exaltava-se aos prantos.

Eu mesmo tenho dúvidas de minhas raízes genealógicas, minha avó por parte de pai, a única sobrevivente, não se lembra de muita coisa, nem para confirmar se seus pais vieram, quando vieram, etc. As certidões de nascimento dos meus avós são daqui, o sobrenome “Herrero” está no masculino (coisas do Brasil), então fica difícil a pesquisa. Mas quando tiver um tempo vou atrás disso. E é possível saber se algum parente seu se hospedou ali, porque o local guarda um acervo de desembarque dos navios do período de fins do século XIX a 1950, quando mais ou menos durou essa imigração, que era tratada via acordos entre Estados, que subsidiavam isso. Eles imprimem até um diploma com os dados de quem veio, quando, qual idade tinham, em que navio estavam. Quem tem esse tipo de curiosidade, ou mesmo necessidade de saber de onde veio, vale a pena.

Para fechar, publico abaixo uma foto, tirada do celular, da Maria Fumaça que resiste no memorial como mais uma atração turística, funcionando nos finais de semana com um papsseio de 20 minutos nos antigos trilhos em que ela mesma percorria para deixar os imigrantes.

"Maria Fumaça" trazia os imigrantes de Santos até São Paulo

"Maria Fumaça" trazia os imigrantes de Santos até São Paulo

Quem quiser saber mais, só acessar o site: http://www.memorialdoimigrante.org.br.

Mais um texto

Olá.

Lembram daquela peça de teatro do Chapetuba FC que eu comentei recentemente (se não entendeu nada do que eu disse, clique aqui)?

Pois a matéria que escrevi a respeito está na Comunidade Boivoador.

Para lê-la é só cicar aqui!

Qualquer comentário ou sugestão, é sempre bem vinda! Mande um comentário no post!

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Museu de Zoologia

A última reportagem do especial que fiz pro Boivoador já está no ar.

O canto do cisne fala sobre o Museu de Zoologia da USP, verdadeiro ponto de pesquisa sobre a fauna e flora brasileira.

Dei um passeio lá dentro e trago na matéria os detalhes da história oficial brasileira, bem contada pelo museu.

Para ler a matéria, clique aqui.

Ler por lá, comentar por aqui.

Saudade de escrever. Esse foi meu último texto jornalístico produzido, já se vão quase dois meses. Vou caçar alguma pauta por aí esse fim de semana para matar a vontade. Não ter vínculo com nenhum lugar te deixa meio sem iniciativa, também pelo fato do mestrado consumir a maior parte do tempo. Mas vamos levando.

Museu do Ipiranga

Tem nova reportagem no Boivoador, sobre aquele especial que fiz sobre o Parque da Independência.

O texto trata sobre o Museu Paulista, mais conhecido pelo público paulistano como Museu do Ipiranga, por se situar no bairro de mesmo nome, na zona sul da capital.

Dei um passeio lá dentro e trago na matéria os detalhes da história oficial brasileira, bem contada pelo museu.

Para ler, clique aqui.

Já dizia o jornalista Flávio Gomes: ler lá, comentar aqui.

A Casa do Grito

O Portal Colaborativo Boivoador publicou mais uma reportagem do especial que fiz sobre o Complexo do Parque da Independência.

A matéria publicada fala da Casa do Grito e a sua (falta de) relação com o famoso grito da Independência de D. Pedro I, do porquê ela ganhou projeção com esse episódio e também qual seria a razão mais provável para a existência da casa, provavelmente servindo de ponto de parada e comércio para viajantes rumo ao litoral paulista. E o mais interessante: dos últimos exemplares feitos em taipa de mão ainda existentes (e devidamente restaurados) em São Paulo.

A história é interessante, tem umas fotos que ilustram o texto. Enfim, vale a pena quem quiser conhecer o local.

Clique aqui para ler.

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