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Archive for the ‘Política e América Latina’ Category

Eleições: uma análise

E Dilma Rousseff ganhou a eleição mais apertada da história da política brasileira desde a redemocratização. Em uma campanha eleitoral marcada por insultos de ambos os lados, troca de acusações e radicalizações dos discursos de parte a parte, viu-se uma eleição que fugiu aos moldes centristas dos dois partidos. O PT (como quase sempre) lembrou-se de onde veio, convocou os movimentos sociais (e foi atendido), fincou trincheiras contra a Veja após a criminosa capa da Editora Abril e defendeu com unhas e dentes o legado social e trabalhista produzido pelo seu governo nos últimos 12 anos.

Do outro lado, Aécio Neves subverteu Geraldo Alckmin e José Serra e tomou coragem para defender o legado de Fernando Henrique Cardoso – embora tenha perdido a mão ao nomear Armínio Fraga para Ministro da Fazenda, abrindo flanco para ataques do PT. Ao contrário de seus eleitores mais raivosos, disse que iria ampliar o Bolsa-Família e manter a proteção social gerada nos dois mandatos do governo Lula. Ao mesmo tempo que buscava os votos do povo com esses sinais, se colocava ao lado de apoios extremistas e reacionários, relacionados à bancada da bala e evangélica, de perfil ultraconservador até para os primórdios tucanos. Mas o PSDB abraçou de vez nesta campanha o discurso à direita e se consolida, de fato, como a força conservadora do Brasil. Os comentários xenófobos contra o Nordeste nas redes sociais só confirmam esse posicionamento.

O problema é que, desde 2003, o governo petista (e acho esse um dos erros que faz o partido e o governo se contradizer no discurso e prática) se consolidou como uma força moderada e conciliadora de classes. Alguém poderá argumentar que, se não fosse assim, o partido não conseguiria ter alcançado o Planalto, nem se mantido por tanto tempo. Isso é um fato. Mas, ao escolher participar do jogo capitalista, aceitando em geri-lo, sem levar em conta uma perspectiva de transformação, criou para si um monte de amarras que se aprofundam e ficam evidentes a cada nova eleição. Permite um arco de alianças que engloba figuras históricas do conservadorismo brasileiro, como Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros e José Sarney, se prende a partidos sem história, focados apenas no fisiologismo do “toma lá dá cá”, ficando sempre vulnerável à corrupção e a manter-se no poder apenas pelo poder e não por um projeto político popular.

Outra coisa que o governo não fez (e aí a crítica vai mais à presidência do que só ao PT) foi fortalecer os movimentos sociais, lutar na fundamentação de uma base social ainda maior (aqui vai uma crítica ao modelo partidário atual, incapaz de trazer as pessoas aos partidos em um mundo que se preocupa cada vez mais com o próprio umbigo), que abarque estratos da classe média brasileira não apenas nos votos, mas na atuação política, que crie lideranças populares para que o projeto se fortaleça, seja aplicado e possa ser defendido durante o processo eleitoral. Ao mesmo tempo, faltou habilidade à esquerda moderada brasileira de criar condições para que novos atores da comunicação forjassem veículos que pudessem se contrapor à meia dúzia de famílias que controlam os meios de informação e, tradicionalmente, se colocam contra o modelo petista de governar, aproveitando das fragilidades das alianças de ocasião do governo para atacar as irregularidade e, por vezes, fazer o tal denuncismo, sem provas. Em outras, as provas saltam aos olhos, há de convir.

Por que tudo isso? Ora, porque não adianta depois reclamar da capa da Veja, do Merval que fala em impedimento a cada segundo, de Reinaldos Azevedos e Constantinos da vida, enfim, de campanha difamatória da imprensa tradicional burguesa se, em 12 anos de governo, não se criou uma mídia alternativa de fato, que vá além de meia dúzia de blogueiros, alguns paranóicos. Não adianta radicalizar o discurso durante as eleições de “nós contra eles”, se durante o resto do mandato os movimentos sociais são escanteados, se a militância é desmobilizada e, para se adequar aos desígnios dessa democracia de eleições, se aliar com o que há de mais conservador e se amarrar tanto que não consegue implementar avanços mais consistentes e duradouros em outras áreas. O emprego é garantido, o estudo é ampliado, o subsídio é dado, mas até um marinheiro de primeira viagem sabe que o modelo econômico voltado para o consumo está esgotado, e há quatro anos. Se não criar outra forma de crescimento e partilha dos lucros (alô, taxação de grandes fortunas!), corre-se o risco até das duras conquistas obtidas nesse período sofrerem golpes.

O processo eleitoral, como vimos, foi bastante radicalizado no discurso, sempre em busca de votos de lá e de cá. Mas é só acabar a eleição que tudo muda. Aécio foi ponderado e isso ajuda a equilibrar após uma margem tão pequena em favor de sua adversária. Só que hoje a Bolsa já caiu vertiginosamente, a imprensa tradicional está aí para fazer seu trabalho sujo, os deputados e senadores vão fazer sua oposição pautada mais em interesses do que em fazer o país andar, o governo paulista vai seguir sua cartilha anti-governo federal, dizendo-se auto-suficiente (a Sabesp tá aí para desmentir para sempre).

Do outro lado, Dilma pregou união e diálogo em seu primeiro discurso. E assim aceita o jogo político que define que tudo volta ao normal assim que as urnas decidem o futuro dos próximos quatro anos. Mas depois não vai reclamar que o MST, MTST e demais movimentos batem no governo, que a mídia traz denúncias sem fundamento ou acoberta a oposição para focar no governo. Se o seu governo não se posiciona de fato em favor de um projeto popular, se não luta por isso, se não radicaliza, vai continuar apanhando dos movimentos, diminuindo seu apoio, e apanhando da direita, a mesma que o governo aceitou dialogar. O PT precisa decidir para quem quer governar de fato nos próximos quatro anos, para que o projeto político popular perdure de fato.

Possíveis raízes do problema

Eu ia acabar acima, mas tem tanto assunto represado… Vou retomar algo que escrevi no Twitter esses dias e que, para quem me conhece há mais tempo, já deve ter ouvido falar. Ocorre que essa opção do PT pelo jogo político estabelecido dentro dos marcos do capitalismo ocorreu não com a Carta Aberta ao Povo Brasileiro, de Lula, em 2002 – isso só foi tornado público e agudizado após a vitória lulista. De fato, não houve uma guinada à direita após sua escolha para presidente. Lembrando a contribuição de Eder Sader, o PT foi forjado por três tipos de vertentes (igreja, operariado e movimentos sociais), mas escolheu o caminho do jogo de cartas marcadas já desde seu início e só ficou mais claro para si próprio após a derrota de 1989, quando movimentos trotskistas e outros defendiam a radicalização do partido, enquanto que Lula e cia., que comandavam o partido, expulsaram a ala que depois se transformou no PSTU, e ali jogou no lixo qualquer opção socialista, a bem da verdade, em um momento que o chamado socialismo real estava condenado pela história. (vale ressaltar também que isso é uma breve generalização, falei melhor disso no meu TCC, embora ainda de forma juvenil, em 2004).

Por que eu lembrei desse fato? Porque o PT carrega seu histórico de esquerda, mas é importante saber que bandeiras históricas desse campo ideológico (e que pertenceram ao petismo também) foram deixadas de lado. Então, a meta é administrar o capitalismo da melhor forma possível. E aí tem que fazer concessão para as elites. Não é a toa que o slogan do governo Lula era “Brasil, um país de todos”. A ideia era ampliar para classes menos favorecidas, mas sem descartar os que já ganham. Em campanha pró-Dilma, Lula disse há pouco que nunca o agronegócio tinha ganho tanto no governo petista.

O PT vive uma dicotomia eterna e irremediável, enquanto não se definir: em momentos de eleição, recorre a sua militância para defender aspectos populares de suas propostas, além de conservar as conquistas passadas. Mas é só vencer que desmobiliza seu “lado esquerdista” e aceita jogar o jogo das elites e a tomar porrada dessa mesma elite que depois vai ser xingada na eleição seguinte. Por mais que haja essa luta PT x PSDB, o fato de aceitar governar com o que há de pior na elite brasileira minimiza essa disputa e aproxima os dois lados. Por mais que haja propostas populares, a governança não é e isso foi enfatizado no governo Dilma, uma técnica menos afeita à política e ao diálogo com os movimentos sociais.

Se mantiver esse pêndulo pós-eleição, vai voltar a ter dificuldades para governar. Com uma Câmara ultraconservadora, as mudanças necessárias não serão feitas e será um mandato jogado no lixo, um governo travado. Mas se apostar em sustentar o discurso do processo eleitoral, arregimentar as forças de esquerda, mobilizar a população e os movimentos sociais, aliado a uma agenda econômica e social forte – como escreveu Breno Altman semana passada -, há chances de fazer frente aos tucanos e àqueles que impedem as transformações populares nesse país. Não é garantia que será fácil, pelo contrário. Mas, ao menos, é uma chance de evitar a paralisia e governar, de fato, para quem mais precisa.

América Latina e integração regional na História

Aproveite que o carnaval é tempo de farra e descanso e leia este artigo que aborda a integração na América Latina desde bem antes de seu “descobrimento” e os processos interrompidos graças aos colonizadores europeus. E, claro, toda a história que todos conhecem de jugo espanhol e português na região em um primeiro momento, britânico, depois, e, por fim, da “influência” estadunidense na região, que terminou por separar de uma vez o ideário bolivariano de Gran Pátria.

Mas, além de histórico, o texto trata do momento atual, que a região possui nova mobilização em prol da integração – com o surgimento e aprofundamento dos mecanismos regionais, como o Mercosul e a Unasul – devido ao surgimento de governos progressistas e do bom momento econômico que atravessam esses Estados. E destaca, no fim, a importância do Brasil como líder desse processo de reunir os países da região em busca de uma integração que seja benéfica aos latino-americanos.

Para ler o artigo, visite o blog Notícias da América Latina!

Celac, União Europeia e o comércio internacional

Tem post novo no blog Notícias da América Latina!

Celac, União Europeia e o comércio internacional

As reuniões no Chile entre os membros da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE no fim de janeiro evidenciam o momento dos países do Sul estão em relação aos do Norte. Com crescimentos seguidos, medidas de distribuição de renda, atendimento social e forte participação popular em alguns casos, contrastam gritantemente com a quebradeira que assola a Europa. Só isso explica o interesse da UE nessa região e a tentativa de avançar nos acordos de livre comércio. E é isto que o artigo abaixo da Alai.net procura esmiuçar.

No entanto, acredito que esse tipo de acordo não tem como ser satisfatório aos países sulistas, devido à sua economia ainda exportadora de matérias-primas e de base agrícola. Do outro lado, o protecionismo europeu dificulta o envio dos produtos latino-americanos, enquanto que esses países correm o risco de perder competitividade e ainda verem a Europa tendo acesso a áreas comerciais estratégicas, como contratação pública, propriedade intelectual e serviços.

As bases de um possível acordo entre Celac e UE devem estar instauradas em um processo benéfico  aos países latino-americanos e não serem, mais uma vez, objetos de exploração das nações europeias. Acredito que este artigo dá um panorama sobre o interesse europeu em aprofundar as relações de livre comércio com a região e os percalços para alcançar este intento, já que há divisão, principalmente na América do Sul, sobre o objetivo de integração e relação comercial.

Por exemplo, Colômbia, Peru e Chile têm visões distintas do Brasil, Argentina e Venezuela quanto à integração e livre comércio. O primeiro trio já possui acordos de livre comércio com os Estados Unidos, enquanto que o segundo trio privilegia a multilateralidade em suas relações. Sem falar que as negociações entre Mercosul e UE, mencionadas no artigo abaixo, são antigas e de difícil conclusão e estão no bojo dessa reaproximação. À leitura, pois.

Para ler o artigo e o post completo, clique aqui!

Bolívia quer integração com Brasil para direcionar suas exportações ao Atlântico

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem que vai potencializar a exportação de seus produtos para o Oceano Atlântico via a construção de  uma rota terrestre e fluvial. Para isso, o mandatário pretende se integrar com o Brasil, intermediário desse caminho dos produtos bolivianos até o Atlântico.

O posicionamento do Chefe de Estado é uma resposta à indefinição do entrave com o Chile quanto à cessão territorial para a construção de um porto no Oceano Pacífico. No último sábado, em entrevista ao jornal chileno La Tercera, o presidente Sebastián Pìñera sugeriu uma saída para o mar à Bolívia via um enclave territorial que sofre litígio  com o Peru na Corte de Haia.

Para ler a matéria na íntegra, acesse o blog Notícias da América Latina!

Dois simpatizantes de Rafael Correa são mortos em comício no Equador

Um homem matou duas pessoas e feriu outras cinco, ontem à noite, durante comício em prol da campanha à reeleição do presidente Rafael Correa na cidade de Quinindé (há 226 km da capital Quito), província de Esmeraldas, noroeste do Equador.

Os simpatizantes do mandatário pertencentes à Aliança País o aguardavam próximos a um palanque, quando um homem sacou uma faca e começou a apunhalar as pessoas. O agressor só foi contido quando simpatizantes de Correa devolveram o ataque com paus e pontapés.

Para ler a notícia completa, visite o blog Notícias da América Latina!

Bolívia reclama saída para o mar ao Chile, que condiciona possibilidade à litígio com Peru

O blog Notícias da América Latina está de volta! E o primeiro post fala da disputa territorial entre Chile e Bolívia, que vai sobrar até para o Peru. Leia abaixo.

Bolívia, Chile e Peru travam um tortuoso imbróglio territorial que tem tirado a tranquilidade da região nos últimos tempos – ao menos no nível diplomático. A Bolívia reivindica ao Chile uma saída para o Oceano Pacífico, enquanto que este vincula tal possibilidade a uma derrota peruana em um litígio na Corte de  Haia.

A discussão voltou á tona em janeiro, quando o presidente Evo Morales pediu, durante encontro da Comunidade dos Estados Larino-americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia (UE), alguma “ação solidária” que atendesse os reclames de seu país ante o Chile. O boliviano chegou a declarar que “não haverá integração possível” se este problema não for resolvido.

Acontece que esta demanda remonta ao século XIX, quando a Bolívia perdeu uma guerra contra o Chile e a um tratado de 1904 que regulou a questão e pôs fim ao conflito. A Bolívia argumenta que o vizinho viola o tratado e as relações entre os dois países estão suspensas desde 1978 em nível de embaixadores.

O texto completo você confere no blog Notícias da América Latina!

Eleitos têm maior número de votos em bairros da zona sul

Publico hoje a última matéria não tão factual publicada no Agora. Assim como a do post anterior, esta entrou  no dia 21.10.12: Eleitos têm maior número de votos em bairros da zona sul. Abaixo seguem os textos completos e não editados, já que o material precisou ser reduzido para caber na página. Encerro momentaneamente estas publicações, esperando voltar em breve com novos trabalhos ou novos posts com boas notícias e algo relevante aos inúmeros e respeitosos leitores deste espaço. Até breve.

Eleitos têm maior número de votos em bairros da zona sul

A zona sul superou a zona leste e vai contar, a partir do ano que vem, com maior representatividade (do ponto de vista do número de votos) de vereadores na Câmara de São Paulo.

É o que mostra o levantamento do Agora sobre candidatos eleitos em 2008 e em 2012. O levantamento detectou em quais zonas eleitorais cada um dos 55 vereadores teve maior número de votos.

Em 2008 a zona leste liderava o ranking, com 19 vereadores eleitos mais votados na região, seguida pela zona sul, com 17. As zonas norte (10), oeste (8) e centro (1) completavam o número.

Em 2012, a zona sul deu mais votos a 21 vereadores eleitos, tomando o posto da leste, que ficou com 18, seguida das zonas norte (9), oeste (6) e centro (1).

Uma das razões verificadas para essa mudança no quadro está na percepção de que a zona leste votou de forma mais pulverizada do que na eleição anterior, enquanto a zona sul votou mais unida nos seus candidatos.

Os eleitos em redutos eleitorais na zona sul também podem ter feito um trabalho mais direcionado antes e durante a campanha na busca de votos. “Se o vereador tem mais tradição em um bairro, conta com uma rede de apoiadores e faz algum trabalho efetivo na região, às vezes tem até algum controle mais forte na região e o resultado tende a aparecer na votação. E se ele tem uma estrutura nesse local, ele vai investir mais e obter um retorno maior ali”, afirma o cientista político Claudio Couto, professor da FGV-SP (Faculdade Getúlio Vargas).

Vitórias
É o caso dos vereadores Arselino Tatto (PT) e Milton Leite (DEM), que têm redutos eleitorais na zona sul. Tatto obteve 29.151 dos 32.135 votos em Parelheiros, Grajaú e Capela do Socorro. Dos 101.664 votos de Leite, 70.426 foram registrados nos três bairros, além de Piraporinha e Capão Redondo.

Para Gilberto de Paula, membro da Rede Nossa São Paulo e diretor do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, o extremo da zona sul tem essa característica de reunir um grupo de vereadores que dividem forças e concentram a maioria dos votos. “A zona sul tem esse padrão de comportamento, são as chamadas áreas de influência com esse perfil definido”, diz. (Rodrigo Herrero)

Brasilândia se vincula a mais eleitos

A Brasilândia (zona norte) é o bairro da capital onde a população conseguiu atrelar mais vereadores a ela. A reportagem também fez um levantamento da votação para detectar as três zonas eleitorais onde cada um dos 55 vereadores recebeu maior votação, e a Brasilândia aparece na lista nove vezes.

Ou seja, nove vereadores eleitos para 2013 verão a Brasilândia como um dos bairros que mais lhe renderam votos. Indianópolis (zon a sul) figura em segundo na lista, dando votos a sete dos futuros parlamentares mais votados.  Atrás vêm  Perdizes, Jardim Paulista, Campo Limpo, Itaim Paulista, Grajaú e Piraporinha, cada um com seis vereadores mais votados.

Em relação ao crescimento da representatividade, a Brasilândia também aparece na frente, pois subiu de seis vereadores eleitos bem votados no bairro em 2008 para nove em 2012. Indianópolis manteve os sete em relação a 2008. Nos dois bairros, todos os 55 vereadores eleitos tiveram votos.

Brasilândia aparece entre os vereadores dedicados à zona norte, mas também entre os vereadores que foram bem votados também na zona sul. Em menor grau, o mesmo ocorre com Indianópolis.

É o caso do Pastor Edemilson Chaves (PP), que recebeu mais votos em Piraporinha, mas o segundo bairro no qual ele teve boa votação foi a Brasilândia. Quando o voto é desmembrado em duas regiões, é possível que o vereador, mesmo não sendo de alguma região, atue nela.

“Pode ser que o vereador tenha feito algum trabalho em cada um desses lugares, como a atuação junto a alguma associação de bairro. Mesmo que ele seja de outra região, ele vai amealhar votos ali”, explica o cientista político Claudio Couto, professor da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas). (RH)

Quatro bairros de SP ficam fora da lista

Quatro bairros não tiveram nenhum dos vereadores eleitos entre os mais votados em suas zonas eleitorais nestas eleições. São eles: Vila Maria, José Bonifácio, Jardim São Luís e Cidade Ademar.

José Bonifácio, inclusive, já havia ficado sem nenhum vereador entre os mais votados nas eleições de 2008.

A principal novidade é a Vila Maria, que tradicionalmente ajuda a impulsionar a eleição de Wadih Mutran (PP). No entanto, neste ano, apesar de ter sido novamente o mais votado no distrito, com 13.742 votos, o vereador, que há 29 anos está na Câmara, não foi reeleito (ficou em 56º).

Já Cidade Ademar e Jardim São Luís, que tinham, respectivamente, dois e um vereador entre os mais votados em 2008, ficaram sem nenhum representante direto em 2012.(RH)

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