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Archive for junho \30\UTC 2013

Espanha criou uma forma própria de jogar, diz Marcos Senna

(Um esquenta para o jogo de hoje, escrevi antes da semifinal, vale lembrar)

RODRIGO HERRERO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O meio-campista Marcos Senna, 36, que defendeu a Espanha na Copa do Mundo de 2006, comentou sobre a hegemonia da seleção espanhola, campeã dos dois últimos campeonatos europeus e do Mundial de 2010, na África do Sul, e que busca o inédito título da Copa das Confederações.

“Tive a oportunidade de jogar com esses jogadores e penso que são uma grande realidade. É o momento da Espanha, de uma era de jogadores muito bons e que criou uma identidade, uma base, uma forma própria de jogar. Isso faz com que a Espanha mantenha a sua performance independente de quem jogue”, disse Senna, que jogou por 11 anos no futebol espanhol, pelo Villarreal, e vai atuar na próxima temporada no New York Cosmos, dos Estados Unidos.

Nascido em São Paulo, o brasileiro naturalizado espanhol foi campeão da Euro-08 com a Espanha e atuou pela equipe até 2010, quando foi cortado da relação final que foi à África do Sul. Quatro anos antes, no mundial alemão, Marcos Senna jogou com oito atletas do atual elenco espanhol, que ainda buscava experiência internacional.

Em 2006, Marcos Senna atuou ao lado dos goleiros Casillas (então com 25 anos), Reina (24), do zagueiro Sérgio Ramos (20), dos meias Iniesta (22), Xavi (26) e Fábregas (19) e dos atacantes Fernando Torres (22) e David Villa (24).

Para ler na íntegra e ver fotos da seleção espanhola, clique aqui!

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Na Copa de 1986, Brasil venceu a Espanha com gol de Sócrates e ajuda do árbitro

(Esse não tá assinado, mas foi bem legal fazer)

Rivais no próximo domingo na Copa das Confederações, Brasil e Espanha disputaram, em 1986, o quinto confronto direto em Copa do Mundo, no México –já haviam se enfrentado em 1934, 1950, 1962 e 1978.

Foi a estreia das duas equipes na competição e os brasileiros ganharam por 1 a 0, gol de Sócrates, aos 17min do segundo tempo. A vitória foi também a última da seleção em cima dos espanhóis.

O jogo, porém, ficou marcado por um erro do árbitro australiano Christopher Bambridge, que deixou de validar um gol espanhol aos 7min da etapa final. Após uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Francisco, fora da área. O meio-campista finalizou, a bola bateu no travessão e entrou 20cm no gol do goleiro Carlos. No entanto, a arbitragem não observou o lance e mandou o jogo seguir, para a indignação dos atletas espanhóis.

A manchete da Folha da edição de 2 de junho de 1986 já estampava na sua primeira página: “Brasil vence Espanha com o auxílio do juiz”.

Clique aqui e leia o texto na íntegra e veja também a galeria de fotos da Copa de 1986!

Policial, professor e advogado apitam a Copa das Confederações

RODRIGO HERRERO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os dez árbitros escolhidos pela Fifa para apitar na Copa das Confederações, que acontece entre os dias 15 e 30 de junho no Brasil, trabalham nas mais diversas profissões e possuem gostos bastantes distintos. Desfilarão pelos gramados brasileiros professores, advogado, empresário e até um policial.

A Europa é o país que mais cedeu árbitros para a competição. Serão quatro os representantes: um inglês, um alemão, um holandês e um português.

O policial Howard Webb, 41, é um dos árbitros mais conhecidos e respeitados no futebol europeu. O inglês apitou a final da última Copa do Mundo, entre Espanha e Holanda, além de ter estado nas últimas duas edições da Eurocopa e apitar partidas da Champions.

Leia a matéria completa e veja a galeria de fotos clicando aqui!

Troféu da Copa das Confederações é mais pesado que o do Mundial

RODRIGO HERRERO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O troféu da Copa das Confederações é o mais pesado dos produzidos pela Fifa. Com 8,6 kg, a taça pesa mais que a da Copa do Mundo, que tem 6,1 kg. A do Mundial de Clubes, por exemplo, pesa 5,2 kg.

Porém, o prêmio pela conquista do torneio preparatório para a Copa-2014 é feito de bronze e banhado a ouro e mede 40 cm de altura, com a base de 16 cm de diâmetro, sendo o ponto mais largo do troféu. Já a Copa do Mundo tem 4,9 kg de ouro puro em sua composição.

Segundo a Fifa, o campeão da Copa das Confederações, que acontece entre os dias 15 e 30 de junho, ganha um troféu vitalício. No entanto, a entidade mantém na sua sede a taça original, que tem na sua base todos os nomes dos ganhadores.

Para ler a matéria completa, clique aqui!

O que será?

Sentado no banco da praça, em frente à rodovia, ele observa o vai e vem dos carros, ônibus e caminhões, e pensa em como seria melhor sua vida se fosse um viajante itinerante, frequentemente perdido entre idas e vindas por cidades distantes, próximas, desconhecidas, irreconhecíveis, vazias, perdidas. Mas sempre novas e excitantes, por serem novas pra ele.

Mas ele cai em si após alguns instantes em devaneios e lembra-se que tudo se esvai em lembranças irrealizáveis, sonhos fracassados e memórias fragmentadas.

Sempre teve essa ânsia e essa saudade daquilo que nunca vivenciou ao olhar para uma estrada. Lembra de anos anteriores, em que mirava outra rodovia nas horas de almoço e projetava mil coisas para a sua vida, quando ainda era um jovem estudante e tentava injetar alguma droga fantasiosa em seu cérebro para fugir daquela rotina horrorosa de um trabalho horrorosamente distante de sua casa e de seus objetivos, interminável como todo e qualquer a fazer que não se deseja fazer.

Mas a vontade de seguir estrada continuava ali, presente, mais ou menos dez anos depois. Vivenciou por um tempo a experiência que nem imaginava que tanto sonhava. E por mais que sofresse com a rotina dura de muito trabalho e com as poucas noites e mal dormidas de sono, sentia-se completo por perambular de um destino a outro, ainda que lamentasse vivenciar por pouco tempo realidades tão distintas, e por vezes melhores, do que a sua.

Mas tudo que é bom, dura pouco e a salvação para a sua eterna dúvida de existência não seria respondida ali. Agora, de volta a uma rodovia como cenário, quadro de um cotidiano massacrante, observava sem tantos sonhos, mais como saudade daquilo que poderia ter tido, mas nunca teve chance para tê-lo. E ainda dizem que todos têm as mesmas oportunidades. Ao menos, podia dizer, viajava quando em vez para encontrar seus próximos e sentia o prazer e a adrenalina breve e passageira de seguir livre rumo ao infinito das paisagens e do asfalto de concreto.

Há tempos ele se acostumou a se contentar com pouco e já não sonha com a mesma ilusão de antes, já aprendeu que os limites da vida são maiores do que os da morte. Sim, viver lhe parece mais frustrante. Mas já faz parte do cotidiano, assim como conviver com a negação a seus prazeres, limitados cada vez mais pela saúde e pelo escasso dinheiro. A cada boa notícia, dez más notícias. Não há como ter paz assim. Não há como ver sentido a cada aprisionamento do corpo num coletivo alucinadamente cheio.

Só se completa quando ruma para outro destino, distante de tudo aquilo que lhe transtorna. Só assim imagina sentir sua alma livre de qualquer opressão, verdadeiramente leve e feliz. Mas como isso é impossível, se contenta com as migalhas diárias oferecidas pelos afortunados ou pelos acasos da vida. Não é assim, afinal de contas, que todos estão acostumados a viver? O que será do futuro senão uma repetição das mazelas do passado? O que será do futuro senão uma sequência de desacertos e frustrações, intercaladas com bálsamos esporádicos? O que será de tudo isso? O que será?

Categorias:Contos, Crônicas
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