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De La Boca a los mosquitos…

Ontem voltemos a La Boca para finalmente conseguir visitar La Bombonera. Dessa vez, conseguimos. E de novo não pagamos o ônibus. Dessa vez, tínhamos as monedas, mas o autobús sólo aceptava tarjetas. Dureza. E, com o manto no corpo, éramos reconhecidos no ônibus, nas ruas, desde o estádio até Caminito. É bom esse respeito internacional ao Gigante Tricolor. Conto mais já, já.

La Bombonera

La Bombonera

Ao estádio. Um tour muito caprichado, com entrada no gramado, visita às cadeiras inferiores, arquibancadas populares que ficam em cima do vestiário visitante (e ali o cara explica como os visitantes são tratados no estádio, o que também explica muito da “cordialidade” porteña em Libertadores, por exemplo). Outro exemplo é o vestiário visitante, minúsculo e acanhado, bem distinto do time da casa, amplo, gigante, mas que não pode ser visitado por “cuestiones de seguridad”. Sei… Mas foi bacana ter a sensação de estar no mesmo lugar que o meu time há duas semanas atrás. E os caras comentando: “San Paulo empató aquí” etc.

Seria mais legal assistir um jogo no estádio, mas vale a experiência e as explicações do guia. Por exemplo, do último nível, que tiembla mucho por causa de sua forma de construção, que ocorreu da forma que foi por causa das construções do entorno… O passeio é ótimo. No meio dele, o guia perguntou sobre a final da Sul-Americana, da briga. Finalmente vi o papo tomar conta das pessoas, mas só quem é mais fanático mesmo, já que o atual vice-campeão do torneio é minúsculo por aqui. E, no fim, o museu com todas as conquistas, os jogos, vídeos das partidas, as taças, camisas, muito legal. Na saída, um monitor do estádio puxou papo comigo. Perguntou se o São Paulo estava na Libertadores e, quando disse que estava na primeira fase, ele disse “tem que classificar” e mostrou toda sua simpatia pelo Tricolor, dizendo que esperava que o time avançasse à fase de grupos e fizesse uma boa campanha: “Aguante, San Paulo”. E eu respondi: Nos vemos en la Libertadores”.

Dali fomos para Caminito, naquele momento beeeem turístico, em que as pessoas te apram na rua a cada centímetro, te puxando pro restaurante A, B, C, para a promoção D, E, F. Um saco. Mas, normal. Ali as tiradas contra nossos rivais foram empregadas para nos conquistar. Pediram até para trocar a camisa que eu vestia por uma do Boca. Se fosse uma do Chacarita, vá lá, mas o manto de 2005, no qual o time jogou o Mundial e já possuía o símbolo da Libertadores daquele ano eu não troco nem por um milhão de dólares.

Caminito

Caminito

Lá, encontrei o cara que falou comigo sobre o tricolor no autobús, ele tava trabalhando num restaurante. Paramos no Vieja História, o que tem mais atravessadores de rua e de clientes em Caminito, mas ao menos vimos apresentações de Tango, folclore gaúcho e conhecemos a cerveja Patagônia, vermelha, deliciosa. Pedimos um asado de tira que não estava lá 100%, mas desceu bem, e um vacío que estava ótimo. A contragosto do garçon que tentava empurrar bife de chorizo, lomo e outras coisas mais caras. Ao menos, o garçon era River e ficou tirando sarro do Boca, do estádio e pedindo que eu torcesse pro River. Mas como não torço pra ninguém na Argentina (e quase ninguém no mundo além do Tricolor…) disse que não, nenhum dos dois. Hehehe…

Após passear pelo bairro e conhecer as famosas casas e estruturas do local, tomamos um ônibus (que dessa vez aceitou nuestras monedas) e partimos para Plaza Constitución, a afim de tomar o SUBTE em direção à Plaza Itália e ir ao Planetário. Aqui começa a sessão mosquito. Os dois de bermuda e chinelo/sandália, pisando na grama de uma vasta área verde naquele setor de Buenos Aires. Não teve jeito. Pernilongos, borrachudos e tudo o mais aproveitaram de pernas e braços brasileiros. Um inferno. Mas ainda vai piorar.

Antes, uma visita belíssima ao Planetário, com uma sessão de “Un Viaje a las estrellas”, contando a história da formação das estrelas, bem bacana. Há um lago no entorno do planetário, com patos, marrecos… Vimos até filhotes de pato, muito legal.

Jardin Japonés: cinematográfico

Jardin Japonés: cinematográfico

Dali, tentamos achar o Jardin Japonés, o que nos obrigou a embrenhar numa praça, onde os mosquitos fizeram a festa de vez. Após uma tremenda volta, encontramos o espaço, belíssimo, com várias fotos de cartões-postais, um passeio para casais mesmo. Valeu a pena, apesar do massacre dos mosquitos.

À noite, uma visita desafortunada à região da avenida Callao, com umas empanadas de massa estranha no Farandula e el SUBTE cerrado antes das 11h, nos obrigando a andar quase meia hora até voltar ao hostel. Era melhor ter ficado lá.

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  1. Fabio
    19/12/2012 às 10:03 AM

    desce a callao até quase ali na av del libertador, entra na calle posadas – bem na esquina tem uma das melhores empanaderias da cidade: el sanjuanino. como sempre pego a carne picante, queso y cebolla ou choclo, não sei como são as outras. o vinho da casa é bom pacas tb.

    abs

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    • rodrigoherrerolopes
      19/12/2012 às 6:51 PM

      Valeu pela dica, Fabio! Foda que é meio longe lá. E como faltam só mais 3 dias… MAs vou tentar dar um jeito de ir lá comprovar estas empanadas. Valeu! Abs.

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