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Gastando a sola…

Hoje o dia foi de gastar a sola aqui na capital federal. Andamos por uma parte do centro da cidade, visitamos alguns museus, comemos e caminhamos. Muito.

No entanto, o começo foi de metrô. Após tomar el viejo tren en la línea azul, uma transferência para la línea verde, com um metrô um pouco mais moderno, mas ainda muito antigo. E, para piorar, uma estação antes do destino, dá um pau na linha e o serviço é interrompido, levando uma horda de bonaerenses a salir por la calles: “No anda el SUBTE”, dizia uma mulher para aqueles que queriam descer las escalleras para a estação.

O antigo metrô de Buenos Aires

O antigo metrô de Buenos Aires

O que nos deixou em frente ao Palácio da Justiça, um prédio gigantesco, imponente, belíssimo e um dos pontos do passeio do dia. De lá fomos até o Palácio de  Águas Corrientes conhecer um pouco da história do fornecimento de água (pura) há mais de cem anos. Conseguimos pegar o começo de uma visita guiada sensacional, com um senhor explicando cada detalhe de como funcionava a retirada de água do Rio da Prata e o envio até as casas, partindo sempre de um ponto alto. Muito bacana.

Dali fomos ao Museo del Holocausto, que conta a história do nazismo e a exterminação dos judeus no século passado e a relação dos judeus com a Argentina, muitos migraram (ou tentaram) para cá e, principalmente, muitos nazis que fugiram da Alemanha enquanto o país caía ante os Aliados. Mas é caro: 20 pesos por uma exposição majoritariamente de leitura de painéis. Mas o lugar é interessante.

Dali seguimos para almoçar num lugar indicado por um colega. El Cuartito, en la calle Talcahuano. Lá servem pizza, fugazzetas, empanadas. Uma delícia! Comemos una porción de pizza de mozarella y de mozarella com jamón, uma empanada de carne picante e faina, muito bem acompanhadas com a famosa e gostosa Quilmes. O lugar é uma zona: muita falação, dois garçons apenas para atender mais de 100 pessoas, demora muito, um caos. Mas vale a pena, a comida é ótima e o lugar é agradável e informal. Nada de frescura, enfim.

El Cuartito

El Cuartito

De lá seguimos para o Teatro nacional Miguel de Cervantes, em reforma e com uma exposição sobre o teatro argentino breve e simples. Mas deu para entrar no pequeno teatro e sacar unas fotos. Dali passamos no grandíssimo teatro Colón, com uma arquitetura fantástica e imensa. Aliás, os edifícios do governo e os relacionados à cultura primam pela imponência, beleza e tamanho.

A parte final do passeio contemplo uma longa caminhada até o Obelisco e a 9 de Julio e a descida pela Diagonal Norte até a Plaza de Mayo, para tentar entrar no Parque Colón (novamente fechado) e na belíssima Catedral Metropolitana, onde jaz o corpo do famoso General San Martín, que libertou o Chile e o Peru e lutou pela independência argentina.

Buenos Aires: avenidas largas, prédios antigos e bonitos

Buenos Aires: avenidas largas, prédios antigos e bonitos

Após um tempo para descansarmos e recarregarmos as baterias, fomos encher os buchos num restaurante chamado Chiquilin, na esquina da Montevideo com Sarmiento, uma área mais badalada, cultural e com brasileiros perambulando por las calles e restaurantes. Lá, fomos atendido por um garçom que viveu até os 13 anos em Porto Alegre e sabia bem o o Português, embora, por isso, pareceu-me meio arrogante, nem deixava a gente falar direito, achando que era uma coisa, quando queríamos dizer outra. Mas isso não atrapalhpou, porque o Ojo de Bife (meu) e o Bife de Chorizo (da Patrícia) estavam ótimos, acompanhados com vegetais na grelha – uns bons, outros horríveis; abobrinha tem um gosto mais azedinho, mas gostoso do que do Brasil; cenoura, blergh!

O curioso do dia foi a ida e a volta. Fomos de metrô porque já estávamos quebrados e para não ficar tão tarde para voltar. Ao sair do hostel, quebrei a chave tentando abrir a porta. Fomos ao metrô, linha azul e, após umas três estações, tínhamos que fazer baldeação para a linha vermelha. Só que lá também baldeava para a verde – a mesma que parou de funcionar de manhã. A gente subiu una escalera mecánica, eu não vi a placa e subimos outra, saindo da estação. Sem passar por catraca, nada (muitos risos). Para quem conhece o metrô paulistano, nunca viu isso. Aí ficamos uns dez minutos perdidos próximos ao Obelisco, de novo, tentando achar o caminho (porque era uma só estação para bajar) até que desistimos e fomos em direção ao Obelisco, quando achamos a entrada da linha vermelha. Pagamos de novo e fomos ao restaurante.

Na volta, fomos “ressarcidos” do prejuízo: mais uma vez a entrada estava liberada e não pagamos a passagem. Ali eu entendi a baldeação. Para ir da vermelha até a azul e vice-versa é preciso passar pela estação da linha verde, de ponta a ponta. Uma bagunça. Fico imaginando uma estação assim em São Paulo em horário de pico: uns querendo ir, outros vir e terceiros pegar o metrô da verde.

Amanhã tem mais! Un abrazo!

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