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Patrimônio de vereadores eleitos cresce nos últimos quatro anos

Publico hoje uma matéria bem bacana que foi capa do Agora no dia 21.10.12: Eleitos para a Câmara ficam mais ricos em quatro anos. Abaixo seguem os textos completos e não editados, já que o material precisou ser reduzido para caber na página. Os títulos, à exceção da matéria principal, são novos, porque as matérias se fundiram e mudaram tudo, nem lembro mais o que saiu. O que tenho aqui é o material bruto, guardado.

Eleitos para a Câmara ficam mais ricos em quatro anos

Ao menos 23 vereadores eleitos em São Paulo aumentaram o seu patrimônio nos últimos quatro anos. Três alcançaram R$ 1 milhão a mais e outros mais do que dobraram a quantia dos bens declarados junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A primeira colocada nesta lista é a vereadora Sandra Tadeu (DEM). Seu patrimônio cresceu R$ 1.744.108,38 entre 2008 e 2012. Procurada pela reportagem, a assessoria não retornou os contatos.

O vereador Aurélio Miguel (PR) aumentou o seu patrimônio declarado em R$ 1.128.321,33 no período. Por meio de sua assessoria, o vereador declarou que a variação “corresponde a herança recebida, rendimentos e valores oriundos de minhas atividades comerciais”, constantes na declaração do Imposto de Renda.

O terceiro da lista é o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD), que teve um acréscimo de R$ 1.096.876,04. O vereador afirmou que sua renda é compatível com suas atividades de médico, além da compra e venda recente de um imóvel. O vereador leu por telefone e enviou à reportagem cópia do procedimento investigatório arquivado pelo Ministério Público, que não encontrou nenhuma irregularidade em sua variação patrimonial.

A investigação foi aberta após matéria da Folha de julho que abordou o assunto. “Acha que vou viver da Câmara? Não vivo disso aqui. Não sou vereador profissional, minha profissão é médico e gestor do esporte”, disse Marco Aurélio Cunha.

Senival (PT), que quase triplicou o seu patrimônio em quatro anos como vereador, disse que os R$ 1.065.780,25 declarados este ano provêm de um financiamento para a aquisição de um imóvel. “Eu ainda estou pagando, está tudo registrado”, afirma.

Controle

Sem relacionar a nenhum caso específico, o professor de políticas públicas da UFABC, Vitor Marchetti, avalia que o sistema de declaração dos bens e a fiscalização do patrimônio dos candidatos a cargos eletivos pecam pela pobreza de informações e de veracidade.

“Nós temos um sistema de controle que o que o candidato declara não revela necessariamente a verdade. Quem está afim de cometer ato ilícito consegue burlar a Receita Federal e vai burlar o TSE nessa declaração, pois não há um sistema integrado entre TSE e Receita que possa investigar o patrimônio e a compatibilidade deste com os rendimentos do candidato”, opina. (Rodrigo Herrero)

Filhos de Netinho causam queda de patrimônio do vereador

Netinho de Paula (PC do B) é o vereador que teve maior redução no seu patrimônio declarado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos últimos quatro anos. Dos R$ 1.371.750,00 que ele possuía em 2008 sobraram R$ 238.827,65, uma queda de R$ 1.132.922,35.

Segundo a assessoria do vereador, no período em questão, quatro dos sete filhos do vereador completaram a maioridade, por isso, ele transferiu alguns bens para o nome deles, o que provocou esta diminuição em seus bens declarados.

O segundo parlamentar na lista daqueles que mais reduziram seu patrimônio foi o vereador Milton Leite (DEM), que perdeu R$ 1.040.620,44. Mas ele ainda é um dos vereadores com maior patrimônio, totalizando R$ 2.663.493,37. Leite afirma que não há diferença entre os patrimônios declarados entre 2008 e 2012. “Em 2008 eu declarei algumas coisas junto com a minha mulher. Agora, por recomendação do meu contador, a gente separou. Não houve queda, continua a mesma coisa. Se você olhar a declaração de 2004, ela ‘bate’ com a mesma de hoje.”

O campeão em redução de patrimônio, segundo o TSE, é o vereador Trípoli (PV), que teria diminuído os seus bens em R$ 1.774.557,39. Porém, a assessoria do parlamentar informou que o valor publicado no site do TSE está errado e que o patrimônio correto dele é R$ 2.224.111,78, o que representa um ganho de R$ 150 mil em relação a 2008. Ainda segundo a assessoria, a correção foi solicitada ao TSE há meses.(RH)

Patrimônio da Câmara cresce em quatro anos

O patrimônio médio de cada vereador subiu de R$ 976 mil, em 2008, para R$ 1,003 milhão em 2012. Somando todos os parlamentares eleitos, a Câmara Municipal passou de R$ 53,7 milhões há quatro anos para R$ 55,2 milhões agora.

Na análise qualitativa, não há muita diferença: nos dois anos, há cinco vereadores com patrimônio alto (de R$ 2 milhões ou mais) e um número semelhante de vereadores com patrimônio na casa de R$ 1 milhão.

Mas a grande maioria de vereadores eleitos para o mandato 2013-2016 declarou patrimônio até cerca de R$ 900 mil.

Ricos e pobres

O vereador mais “rico” da próxima legislatura é o Ricardo Young (PPS). O parlamentar declarou ao TSE um patrimônio de R$ 11.186.074,14.

O mais “pobre” é o Dr. Calvo (PMDB), que declarou nesta eleição possuir R$ 49.256,10, segundo informações do TSE. (RH)

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