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PT vai ter que negociar com o “centrão” para aprovar projetos na Câmara

No último dia de cobertura das eleições no Agora São Paulo, uma das matérias que foi publicada foi essa daqui abaixo. Não tem link no site porque não foi a matéria principal da página, embora tenha recebido um espaço significativo. A seguir eu coloco no blog a versão inteira, até com um parágrafo sobre oposição, que não entrou no jornal por falta de espaço.

PT vai ter que negociar com o “centrão” para aprovar projetos na Câmara

O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) não deverá ter problemas para governar a cidade de São Paulo nos próximos quatro anos. Mas vai ter que negociar com o chamado “centrão” para formar a maioria na Câmara Municipal e ter uma vida mais fácil na aprovação de projetos para a cidade.

Os partidos que formam o arco de alianças eleitoral (PT-PP-PSB-PC do B) somam 16 vereadores. Caso essa aliança se confirme em apoio em 2013, Haddad precisará de pelo menos mais 12 vereadores para configurar maioria absoluta na Câmara. Para isso, deverá consolidar no plano municipal a aliança federal com o PMDB e negociar o apoio de partidos menores, como o PR, PV e PRB, que poderão ser o fiel da balança nestas eleições.

“O centrão é um grupo que se reelegeu de maneira expressiva, com alguns entre os mais votados. É um grupo que está fortemente representado e tem fortes características governistas. Mas vai ser preciso demonstrar habilidade para lidar com esses vereadores”, avalia o cientista político Humberto Dantas, professor do Insper.

A dúvida fica por parte do PSD, partido do atual prefeito Gilberto Kassab, contará a partir de 2013 com uma bancada de sete vereadores e pretende reunir os partidos menores em torno de si para poder fortalecer o “centrão”. O partido, que apoiou o candidato derrotado José Serra (PSDB), deverá ser cobiçado para fazer parte da administração municipal.

“O PSD é uma incógnita. Embora o PSD seja aliado de Geraldo Alckmin [PSDB] no Estado de São Paulo, no plano federal eles são mais fieis à presidente Dilma Rousseff”, diz o professor do departamento de política da PUC-SP, Pedro Fassoni Arruda.

Dantas crê que Kassab deverá manter o perfil governista do partido. “O PSD tem grandes possibilidades de fechar com o Haddad. O Kassab está flertando com o PT não é de hoje, só não fechou com o Haddad porque Serra foi candidato”, diz.

Já a oposição terá vida difícil. Com nove vereadores, o PSDB deverá sofrer para compor uma bancada oposicionista forte, que ajude a brecar o ímpeto do Executivo dentro do Legislativo.

“O PSDB e o PPS foram aliados nesta eleição, o que não significa que permanecerão coesos. Além disso, dentro do PSDB tem alguns vereadores identificados ao Serra e outros ao Alckmin, o PSDB está bastante dividido. Se continuar essa cooptação do PSD é provável que ocorra troca de partido durante a legislatura”, afirma Arruda. (Rodrigo Herrero)

Ps: Nos próximos dias eu vou desovar os demais textos publicados no jornal nesse período eleitoral, em especial as matérias especiais. Porque tem uns que tiveram o prazo de validade vencido e nem faz mais nexo colocar aqui. No jornalismo é assim, o que saiu num dia já mudou para o dia seguinte.

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