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Em busca de uma agulha no palheiro…

Este pequeno texto abaixo foi publicado na semana após o primeiro turno como parte de uma matéria maior que levantou em quais zonas eleitorais foi registrado o maior índice de abstenção e em quais regiões mais ocorreram votos brancos e nulos. E a parte que me coube foi passar a tarde sob o sol intenso do centro da cidade atrás de uma agulha no palheiro, isto é, em busca de uma pessoa que não votou porque não quis.

Só depois que surgiu essa de ir atrás em alguém que votou em branco ou nulo (a pauta mudou durante o dia, para ajudar). Foi um verdadeiro sofrimento. Falei com mais de 50 pessoas e a maioria tinha votado e, quem não o fez, foi porque não vota aqui ou porque não morava no bairro. Eu já estava em desalento, quando o fotógrafo apareceu e num passe de mágica, e muita sorte, encontrou uma pessoa que eu consegui tirar, num sei como, algumas palavras dela e conseguimos a personagem!

Aí surgiu o papo de ir atrás de alguém que votou em branco e, mesmo extenuado, rodei e achei a outra personagem do texto. O último parágrafo acabou cortado pelo espaço ínfimo que tinha de texto. É bem comum, tu se mata pra apurar a informação e mal tem espaço para escrever. É o dilema de nossa profissão (risos).

Moradora da Bela Vista diz estar cansada dos políticos

A monitora de caixa Gabriela Victorino, 24 anos, disse cansada da forma como é feita a política. Moradora da Bela Vista, ela decidiu justificar o voto.

“Estou desacreditada com a política. Você dá um voto de confiança em um candidato achando que vai mudar e não melhora nada. Você vê que as propostas deles não ajudam o povo. É prefeito que larga mandato, vários aí sendo julgados”, afirma.

Voto branco
Já a dona de casa Helena Maria Oliveira, 54 anos, votou em branco. Mas, se dependesse dela, nem iria ao local de votação. “Eu fui porque tem que ir, senão nem iria. Dá até desânimo.”

Com a obrigatoriedade do voto, ela preferiu fazer um manifesto pessoal. “Votei em branco porque nenhum deles [candidatos] me interessou”, disse.

Seu marido, Valter Uliari, 80 anos, que sempre fez questão de votar, dessa vez preferiu ficar em casa. “Ele gostar de votar, sempre vai. Mas dessa vez ele não foi, me disse: ‘Cansei desse pessoal, não vou mexer com isso aí não, é tudo bandido.” (Rodrigo Herrero)

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  1. 10/12/2012 às 3:46 PM

    Participe assinando e ajudando a divulgar a Petição Pública pela aceitação e reconhecimento do Voto Nulo em todos os pleitos eleitorais.
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31136
    O TSE exige que o número do Título Eleitoral acompanhe a Petição, lembre aqui:
    http://www.tse.jus.br/eleitor/titulo-e-local-de-votacao/consulta-por-nome

    Curtir

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