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Há dinheiro, mas falta capacidade de gestão (e honestidade)

Olá.

Gostaria de compartilhar com os amigos a seguinte reportagem do site da Carta Capital: Cuiabá, a cidade que abriu mão do PAC.

Olha, é de entristecer quando leio notícias como esta. Lembro na minha infância, entre os anos 80 e 90, se dizia que o país vivia em crise, não tinha dinheiro para investimentos, vivíamos em recessão, com inflação nas alturas, moeda fraquíssima, economia quebrada, etc.

Agora, e já há alguns anos, o país cresceu, fez lá alguma distribuição de renda, melhorou em alguns aspectos, principalmente na macroeconomia e na imagem internacional. Parcerias regionais foram aprofundadas e aprimoradas, dívidas foram quitadas, os investimentos passaram a jorrar de todos os lados,  assim como o petróleo, a partir da descoberta do pré-sal. Vai ter Copa do Mundo, Olimpíadas e nunca se viu o País tão próximo daquele ideário militar de Brasil-potência, ao menos em alguns aspectos.

Mas, no que tange à população, toda essa reviravolta que proporcionou a inserção econômica de vários países no cenário mundial e, de quebra, a inserção de milhares de pessoas à vida econômica ativa e à fuga da linha da pobreza. Sendo assim, pensava-se: agora que tem verba para o investimento, podemos acreditar que as condições de vida da população passarão por evoluções. O PAC foi criado, estímulos ao consumo, ao emprego e à renda foram produzidos e todo mundo creu que realmente íamos sair do buraco.

Mas, quem iria imaginar, muito do que foi sonhado, proposto, planejado, organizado, não sai do papel. Pois é tanta corrupção e tanta incompetência, que o dinheiro separado para as obras e melhorias não chega na fonte, isto é, nas obras, não resulta em benefícios às pessoas.

Como exemplo, retiro um trecho da matéria em questão: “Para se ter uma ideia, dos 1,7 mil empreendimentos de água e esgoto contratos na primeira fase do PAC, apenas 243 tinham sido concluídos até o fim do ano passado, o que representava 8% do valor total contratado”. E o próprio texto diz que a razão disso é porque os projetos montados pelas prefeituras estão incompletos, ou porque não foram capazes de realizarem as obras – ou seja: planejar, contratar, pagar e fiscalizar.

É incrível a incompetência e a incapacidade de gestão, não apenas dos nossos políticos, mas de secretários, engenheiros, técnicos, enfim, funcionários da servidoria pública que foram contratados para servir o contribuinte, e não cafezinho. Mas, pelo contrário, os concursos públicos têm contratado – e nossa sociedade tem formado – apenas burocratas que, ou são corruptos, ou são incompetentes ou relaxados para cumprir tarefas administrativas, de gestão e de serviços.  É muito triste saber que muita gente sofre com falta de saneamento básico, educação, saúde, transporte, segurança, emprego, lazer, cultura, porque quem é responsável por fazer a sua parte não faz.

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