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Archive for junho \27\UTC 2012

Educação, meio ambiente e sustentabilidade – Parte II

Oi. Publico a segunda parte da reportagem que produzi sobre educação, meio ambiente e sustentabilidade, postada originalmente no Blog Educação www.blogeducacao.org.br. A segunda etapa da matéria trata de boas práticas em educação ambiental.

Boas práticas em educação ambiental

Ação do Coletivo Alma na Cohab II

Ação do Coletivo Alma na Cohab II

O sinal de que as pessoas têm passado a olhar e a agir em prol de um desenvolvimento mais sustentável está em algumas práticas realizadas Brasil afora. Em Miraí (MG), município da Zona da Mata mineira, foram organizadas pelo Parceria Votorantim pela Educação – PVE, em conjunto com as secretarias de Educação e do Meio Ambiente, atividades comemorativas do Dia do Meio Ambiente (5 de junho), que envolveram todas as escolas da cidade.

“A gente montou um estande na praça principal e fez uma blitz educativa. Todo carro que passava ganhava um ‘lixocar’, com mensagem sobre a importância da coleta seletiva. Em paralelo, ocorreu a caminhada ecológica  com mais de 400 estudantes dos seis colégios do município, com faixas, apito e muito barulho. Quando chegaram à praça, onde ocorria a blitz, foi feito um concurso de paródia e cada escola apresentou uma música sobre o meio ambiente. Todos os alunos foram muito criativos e dinâmicos”, conta Larissa Marinho, analista ambiental da área de Saúde e Segurança do Trabalho da Votorantim Metais, de Itamarati de Minas.

A ampla participação dos moradores de Miraí em resposta às ações em prol do meio ambiente revelam como o projeto foi bem visto não pela comunidade. “Até municípios vizinhos, como Cataguases e Muriaé, acharam a ideia interessante e querem repetir as ações. Foi um ótimo trabalho de conscientização. Acho que conseguimos conquistar nosso objetivo. Nada melhor que trabalhar com crianças para que elas possam crescer com essa mentalidade de preservação”, diz a secretária de Educação de Miraí, Maria do Carmo Oliveira e Silva Trota.

Arte e meio ambiente

Ação do Coletivo Alma na Cohab II

Ação do Coletivo Alma na Cohab II

Outro exemplo de ação local é o Coletivo Aliança Libertária Meio Ambiente – ALMA, que atua na Cohab José Bonifácio, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. Formado na maioria por moradores do conjunto habitacional, o Coletivo observou um grande desperdício de materiais por parte dos moradores, o que fez o grupo desenvolver uma ideia de incentivar os moradores a separar o lixo em seus prédios e a doar para uma cooperativa de reciclagem. A iniciativa cresceu, exigindo um trabalho mais contínuo e, assim, foi criado o projeto Cohabitarte, desenvolvido entre 2011 e 2012, com verba do Especial do Meio Ambiente, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Nesse projeto foram realizadas oficinas artísticas sobre meio ambiente para crianças e adultos, com atividades nos prédios, contação de histórias, apresentações teatrais, musicais e de artes plásticas. “Queríamos incentivar os moradores a criar e a cuidar dos jardins, integrando os moradores para aquele fim. Também levamos grupos dos prédios para visitar parques estaduais, como o da Cantareira e do Jaraguá, que a maior parte da população não conhecia. O mote usado foi o lazer, mas aproveitamos para falar sobre urbanização, falta de áreas verdes e da fauna. E a gente sentia que causava um envolvimento grande nas pessoas”, descreve Alexandre Falcão de Araújo, integrante do Coletivo ALMA.

O projeto, financiado pelo poder público terminou em abril, mas rendeu frutos que vão proporcionar a continuidade a partir de crianças e jovens que estiveram nas oficinas. “Surgiu um grupo que vai visitar novos prédios para criar multiplicadores. Os próprios jovens vão conosco para conhecer outras realidades e fazer a sensibilização junto aos moradores. O projeto se chama ‘Vai brincar lá fora” e tem como mote usar a história de infância dos pais e avós para pensar a história do lugar, em um momento de integração entre as pessoas do bairro. Nesse espaço aberto, queremos pensar a questão do meio ambiente”, relata Alexandre, ressaltando a importância de abordar o meio ambiente sob a esfera local. “A temática ambiental tem um significado global, mas só se torna concreta quando é tratada sob a ótica da realidade local”, diz.

Contato com a natureza desde cedo

Realizado em duas escolas municipais de ensino infantil no bairro da Lapa, na zona oeste paulistana, o projeto Dedo Verde na Escola é financiado pelo Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – FEMA, da prefeitura de São Paulo. A ideia é trabalhar com professores e crianças da comunidade a educação para a sustentabilidade, por meio de atividades como o cultivo de hortas escolares e criação de jardins de pássaros e borboletas, transformando o ambiente escolar em local símbolo de práticas sustentáveis. “Dialogamos com os professores para saber como eles visualizam o trabalho com esse conteúdo ambiental. Inserir educação ambiental na escola não é uma coisa que vem de fora pra dentro; tem que construir com os educadores. O primeiro desafio do projeto foi lidar com o diagnóstico de que os professores não se sentiam parte do meio ambiente”, conta Mônica Pilz Borba, coordenadora institucional do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade.

O problema seguinte foi inserir o espaço externo da escola nas atividades das aulas. “Uma das escolas é muito arborizada, o espaço ao ar livre é maravilhoso. No entanto, diagnosticamos que os professores não saiam da sala de aula com os alunos, porque não entendiam que esse espaço da natureza, da grama, da terra, é um espaço educador. Então, a gente vem propondo uma série de atividades educativas com pais e professores, sempre ao ar livre, aproximando-os da natureza. É o andar descalço, plantar, conhecer as minhocas, o processo de decomposição, trazer a vida para o processo de aprendizagem”, detalha Mônica.

Projetos como esse mostram a importância de trabalhar com crianças e adolescentes as questões relativas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, com a intenção de formar gerações que tenham uma melhor consciência ambiental e uma maior participação e ação em prol do planeta. “As crianças amam as atividades. Propomos brincadeiras com a terra, com as plantas, com pequenos seres vivos; fazemos tintas com plantas e colagens com esse universo da natureza. As crianças são muito receptivas e temos mais dificuldade de trabalhar com os adultos”, finaliza Mônica.

Saiba mais!

Educação para o Desenvolvimento Sustentável: visão da educação que busca equilibrar o bem-estar humano e econômico com as tradições culturais e o respeito aos recursos naturais do planeta, utilizando métodos educacionais transdisciplinares para desenvolver uma ética para a educação permanente, além de promover o respeito às necessidades humanas, compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do planeta. Seu objetivo é fazer com que os cidadãos possam ter capacidade de agir por mudanças sociais e ambientais positivas por meio de uma ação participativa. Fonte: UNESCO.

Colaborou Rodrigo Herrero / Blog Educação

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Educação, meio ambiente e sustentabilidade

Olá pessoal. Publico mais um post da série de colaborações que estou fazendo para o Blog Educação www.blogeducacao.org.br. É uma grande reportagem dividida em duas que fala sobre educação, meio-ambiente e sustentabilidade. Boa leitura!

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Educação e desenvolvimento sustentável: uma união que o meio ambiente agradece


A Rio+20 termina no Rio de Janeiro esta semana, tendo retomado com força a temática da sustentabilidade em termos globais, na tentativa de avaliar as políticas em prol do meio ambiente, realizadas desde a Eco 92, e de intensificar a luta por um mundo que considere na prática o desenvolvimento sustentável. Dentro desta discussão, um ponto importante é o da Educação para o Desenvolvimento Sustentável – EDS, assunto que também faz parte dos encontros e palestras do evento carioca, e que ocorre desde as negociações da Rio+20, em março, quando mais de 70 representantes participaram de um painel específico organizado pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura – UNESCO, em Nova Iorque. ambiente agradece

A educação já havia sido escolhida nas negociações da Rio+20 para estar no centro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs, independentemente das negociações em torno do texto final do encontro, fato comemorado pelo governo brasileiro. Esse trabalho faz parte de um processo mais amplo, que é a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, o que impõe ações diretas da UNESCO nesta área no período designado entre 2005 e 2014. O desejo é aumentar a qualidade e abrangência da educação e reorientar seus objetivos para reconhecer a importância do desenvolvimento sustentável.

No entanto, o assunto é conflitante, já que as críticas costumam recair na impossibilidade de conciliar desenvolvimento com sustentabilidade, tendo em vista a forma com que o mundo cresceu nos últimos séculos à custa dos recursos naturais usados de forma desmedida. “A crítica é relevante, especialmente quando se foca nas formas cruéis de supervalorização do lucro e desvalorização dos trabalhadores e do ambiente, mas tende a nos jogar no buraco do pessimismo, como se a história e as possibilidades humanas tivessem acabado. A prática mostra que existem experiências a partir das quais é possível garantir emprego e renda para muitas pessoas com formas menos agressivas”, explica Swamy de Paula Lima Soares professor de Sociologia da Educação na Universidade Federal da Paraíba, que desenvolveu mestrado sobre escolas rurais sustentáveis em Vicência (PE). “Por exemplo, se o padrão de consumo dos cidadãos norte-americanos fosse universalizável, não existiria espaço no planeta para os detritos produzidos. Entretanto, também podemos vislumbrar, hoje, vários movimentos de consumidores que exigem um ‘selo verde’ em diversos produtos. Isso força as empresas a pensarem sobre a questão dos resíduos e novas tecnologias de produção que colaborem mais com a preservação ambiental”.

Outra dificuldade verificada por especialistas é o alcance dos resultados desses encontros entre agentes governamentais. “Embora todas estas possibilidades tenham apoio e incentivo pelos diversos níveis de governo, não há indicações de que elas sejam prioritárias. Isso porque a maioria dos governos ainda tem colocado em segundo plano a questão ambiental, frente à necessidade de crescimento econômico. Esta opção tem sido predominante de 2008 para cá, em nível internacional, com a crise das economias norte-americana e europeia. No Brasil, infelizmente, é notório que a questão ambiental não está no grupo de ações prioritárias do governo federal, mesmo com o Brasil sendo sede da Rio +20. Exemplos recentes são as alterações do Código Florestal, as construções de grandes hidrelétricas na região Norte e o incentivo ao consumo através da redução de juros nos empréstimos”, critica Maurício Anaya, professor do curso de Ciências Biológicas da Universidade Cidade de São Paulo.

Ações no Brasil

No âmbito nacional, o Brasil só passou, de fato, a ter uma Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA a partir de 2002. A regulamentação da lei que criou o PNEA, possibilitou a criação do Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA, que começou a tomar forma em 2004, por conta das várias reuniões e da consulta pública que recebeu contribuições de mais de 800 educadores ambientais de todo o país.

Segundo o Ministério do Meio ambiente, o ProNEA desempenha a função de orientar agentes públicos e privados para a reflexão e construção de alternativas que almejem a sustentabilidade, ressaltando o bom exemplo das boas práticas e experiências exitosas.

Uma ação dentro do ProNEA é o Sistema Brasileiro de Informação em Educação Ambiental – SIBEA, no qual é possível acessar informações sobre educadores ambientais e instituições ligadas à Educação Ambiental no Brasil, um ponto de contato importante para quem deseja incorporar esta ação em sua comunidade ou até mesmo em sua escola. Outro exemplo é o Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar, criado em maio por meio de portaria assinada pela ministra Izabella Teixeira, que tem como objetivos contribuir para o desenvolvimento sustentável e fomentar processos educacionais críticos e participativos, que promovam a formação, capacitação, comunicação e mobilização social em prol de práticas sustentáveis. Além dos Coletivos Educadores, iniciativa que almeja a reunião das instituições que atuem de forma articulada com a intenção de formar educadores ambientais populares na região aonde atuam.

Educação ambiental nas escolas

Em relação à escola, a Educação Ambiental pode ser abordada como tema ou conteúdo transversal desde o ensino infantil até a graduação, não podendo, no entanto, constar nos currículos como disciplina. “O problema dessa ideia é a execução. A educação ambiental nas escolas sofre com os mesmos problemas crônicos que a educação, de uma forma geral, sofre no país. Agora, com a implantação de uma cultura de avaliação, poderíamos verificar se a orientação oficial em EA é cumprida pelas escolas. Mas entendo que isso está em risco, pois não foi dada a ênfase devida à educação ambiental no Plano Nacional de Educação – PNE 2011-2020. Corretamente, este documento inseriu a promoção da sustentabilidade socioambiental como uma de suas diretrizes. O problema é que o incentivo a essas práticas desapareceu das metas e estratégias”, ressalta o professor Mauricio.

ma2Contudo, a cada dia, temas relacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade se fazem urgentes na sociedade e, principalmente, nas escolas, com o envolvimento de pais, professores e alunos. “Hoje, mais do que nunca, educação ambiental é importante devido à superpopulação mundial, às elevadas concentrações urbanas e às múltiplas e extremas formas de exploração dos recursos naturais em toda parte. Quando eu era criança, no Nordeste do Brasil, escutava de pessoas de origem rural, acerca do descarte do lixo, a expressão: ‘joga no mato’. Ainda hoje, nas zonas urbanas, as pessoas seguem descartando o lixo em qualquer parte, mesmo com lixeiras próximas”, afirma Maria Eulina Pessoa de Carvalho, professora da Universidade Federal da Paraíba, que coordenou projetos de educação ambiental em bairros carentes de João Pessoa.

Para o professor Swamy, se faz necessário que esses atos que parecem naturais no cotidiano, como jogar um pedaço de papel na rua ou no córrego, sejam colocados no ambiente escolar e problematizados para que as crianças e jovens se conscientizem da consequência de suas ações para o meio ambiente. “A minha geração, por exemplo, não se preocupava de onde vinha a água encanada e para onde ela iria. Se a educação escolar contribuir para que as crianças e os jovens de hoje possam, pelo menos, questionar essas ações, dará uma grande contribuição para se repensar e praticar um desenvolvimento com sustentabilidade”, observa.

A professora Eulina concorda e vai além, ao sugerir a criação de coleta seletiva do lixo nas escolas, a criação de hortas ou um espaço em sala de aula para a criação de vasos, além de as próprias crianças ajudarem na manutenção da limpeza da escola. “Uma noção horrível que ainda temos no Brasil é que a minha casa é mais limpa e mais bem cuidada do que o espaço público”, comenta.

Esse tipo de iniciativa cresce em importância na medida em que a geração atual se preocupa com o tema meio ambiente, mas pouco faz, efetivamente. Pesquisa divulgada pelo Conselho Nacional da Indústria – CNI, em maio deste ano, revela que é crescente a preocupação com questões ambientais, embora as mudanças sejam mais difíceis de se materializar. Dos 2002 entrevistados, 52% afirmaram que pagariam mais por produtos ambientalmente corretos, mas somente 18% declararam que modificaram seus hábitos de consumo em favor do meio ambiente.

Apesar desses números, aos poucos o cenário avança. “Em quase 20 anos como biólogo, tenho notado que a preocupação ambiental tem sido incorporada no dia a dia das pessoas, embora de maneira muito lenta, mas com mudanças perceptíveis. Considerei positivas a mudança comportamental e toda a movimentação que assistimos, inclusive pelas redes sociais, contra as mudanças no Código Florestal. No entanto, questões que mexem mais com o nosso cotidiano, como a obrigatoriedade da inspeção veicular, o fim da distribuição das sacolinhas plásticas nos mercados e a necessidade de adotarmos medidas de consumo consciente ainda são polêmicas e de aceitação mais difícil pela maioria da população”, constata o professor Maurício.

Fique atento! Na próxima segunda-feira, dia 25 de junho, publicaremos a segunda parte desta reportagem, com exemplos de boas práticas no ensino ambiental.

Saiba mais!

Educação para o Desenvolvimento Sustentável: visão da educação que busca equilibrar o bem-estar humano e econômico com as tradições culturais e o respeito aos recursos naturais do planeta, utilizando de métodos educacionais transdisciplinares para desenvolver uma ética para a educação permanente, além de promover o respeito às necessidades humanas compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do planeta. Seu objetivo é fazer com que os cidadãos possam ter capacidade de agir por mudanças sociais e ambientais positivas por meio de uma ação participativa. Fonte: UNESCO.

Colaborou Rodrigo Herrero / Blog Educação

Golpe tira Fernando Lugo da presidência do Paraguai

Bem, como muitos sabem, a noite desta sexta-feira foi negra para os povos latino-americanos, com a consolidação do impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, num claro golpe de Estado perpetrado pelos parlamentares oposicionistas, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Até os liberais que foram eleitos na coalizão de Lugo – incluindo o então vice-presidente Fernando Franco, que assumiu a presidência após o impedimento de Lugo – se voltaram contra o presidente e, por isso, permitiram a ação impetrada pelo partido Colorado de formular e dar andamento ao processo de julgamento político de Lugo.

Após a confirmação da troca de comando no Paraguai, os governos da Venezuela, Equador, Argentina e Bolívia declararam oficialmente que não vão reconhecer o presidente Fernando Franco, instituído pelos congressistas paraguaios, como mandatário do país vizinho. Até o momento, o Brasil não divulgou a sua posição oficial, embora alguns endereços de twitter e alguns sites de notícias da América Latina (caso da @teleSURtv) tenham informado de que a presidenta Dilma Roussef teria dito durante a Rio+20 de que o Paraguai deveria ser afastado do Mercosul e Unasul caso consolidasse o golpe. Por enquanto, prevalece a posição da Unasul de ressaltar a importância do respeito às cláusulas democráticas dos dois organismos de integração e que seriam avaliadas a possibilidade de continuação da cooperação entre os países no marco da integração sul-americana. Por outro lado, os Estados Unidos reconheceram o processo de impeachment no Paraguai e pediram calma aos manifestantes. Em retaliação ao golpe por parte do grupo Anonymous, desde a tarde desta sexta, o site da Presidência do Paraguai está fora do ar.

Um julgamento expresso, que não durou mais que 30 horas, em que Lugo foi acusado, mal pôde se defender e sua destituição do cargo foi votada de forma ultra veloz, impedindo qualquer articulação dos movimentos sociais contra essa ação, muito menos alguma movimentação por parte dos países vizinhos que, por meio de seus chanceleres e em nome da Unasul, estiveram em Assunção para tentar reverter um quadro já bem orquestrado, tornando impossível qualquer reviravolta.

Por mais que a ação esteja plenamente de acordo com a Constituição do país, não é legítima, como bem disse Rafael Correa, presidente do Equador, tanto por permitir a defesa de Lugo – sem a presença do mesmo no Congresso – de forma protocolar, quanto pela rapidez do processo e, inclusive, das razões que levaram a esse julgamento político apartado do povo. O que só corrobora a mando e a interesse de quem esse impeachment foi executado.

Fernando Lugo teria acusado o empresário Horacio Cartes, pré-candidato do partido Colorado, de estar por trás desse golpe. Só para ficar mais claro, as eleições vão acontecer este ano no Paraguai e o Colorado estava no poder há de 60 anos antes da vitória de Lugo e é o partido que representa as elites paraguaias, comprometidas com o latifúndio, que tem provocados conflitos como o que ocasionou a morte de policiais e sem-terra, e que os partidos Colorado, Liberal e outros contra Lugo o acusaram de ser responsável. E sim, pessoal, é golpe, por mais que esteja disfarçado de um verniz constitucional e por mais que boa parte da imprensa brasileira tente negar.

Até por esse motivo, resolvi publicar uma série de links que procuram explicar o que aconteceu no Paraguai de ontem para hoje, na tentativa de auxiliar aos interessados o conhecimento de fatos que certamente vão passar ao largo dos noticiários tupiniquins. Ao final, um artigo quentinho do pensador argentino Atilio Boron, escrito ainda no calor dos acontecimentos, após a confirmação do impeachment do presidente Lugo.

Notícias em tempo real no twitter sobre o golpe a Lugo: @teleSURtv

Senado paraguaio destitui Lugo e golpe relâmpago é consolidado

Fernando Lugo acata decisión del Senado y se despide de los paraguayos

Lugo aceita decisão do Senado e diz que “democracia paraguaia foi ferida”

Federico Franco assume Presidência do Paraguai dizendo que mudança é legítima

Reprimen a manifestantes frente al Congreso tras destitución de Fernando Lugo

OEA se surpreende com “sentença rápida” no Paraguai

Comunicado da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) sobre a situação no Paraguai

Alba: movimentos sociais condenam golpe no Paraguai e pedem mobilização por Lugo

Lugo colocou o dedo na ferida da oposição, diz partidário do presidente

Parlamentares paraguaios fazem cinco acusações contra Lugo

O impedimento de Lugo é um ataque contra a democracia

Golpe contra Lugo pode provocar expulsão do país do Mercosul, diz cientista político

Impeachment de Fernando Lugo foi, sim, um golpe

¿Por qué derrocaron a Lugo?

 Por Atilio Boron

Hace unos minutos se acaba de consumar la farsa: el presidente del Paraguay Fernando Lugo fue destituído de su cargo en un juicio sumarísimo en donde el Senado más corrupto de las Américas -¡y eso es mucho decir!- lo halló culpable de “mal desempeño” de sus funciones debido a las muertes ocurridas en el desalojo de una finca en Curuguaty.

Es difícil saber lo que puede ocurrir de aquí en más.Lo cierto es que, como lo dice el artículo de Idilio Méndez que acompaña esta nota, la matanza de Curuguaty fue una trampa montada por una derecha que desde que Lugo asumiera el poder estaba esperando el momento propicio para acabar con un régimen que pese a no haber afectado a sus intereses abría un espacio para la protesta social y la organización popular incompatible con su dominación de clase.

Pese a las múltiples advertencias de numerosos aliados dentro y fuera de Paraguay Lugo no se abocó a la tarea de consolidar la multitudinaria pero heterogénea fuerza social que con gran entusiasmo lo elevó a la presidencia en Agosto del 2008.

Su gravitación en el Congreso era absolutamente mínima, uno o dos senadores a lo máximo, y sólo la capacidad de movilización que pudiera demostrar en las calles era lo único que podía conferirle gobernabilidad a su gestión.

Pero no lo entendió así y a lo largo de su mandato se sucedieron múltiples concesiones a una derecha ignorando que por más que se la favoreciera ésta jamás iría a aceptar su presidencia como legítima. Gestos concesivos hacia la derecha lo único que hacen es envalentonarla, no apaciguarla.

Pese a estas concesiones Lugo siempre fue considerado como un intruso molesto, por más que promulgara en vez de vetarlas las leyes antiterroristas que, a pedido de “la Embajada”, aprobaba el Congreso, el más corrupto de las Américas.

Una derecha que, por supuesto, siempre actuó hermanada con Washington para impedir, entre otras cosas, el ingreso de Venezuela al Mercosur. Tarde se dio cuenta Lugo de lo “democrática” que era la institucionalidad del estado capitalista, que lo destituye en un tragicómico simulacro de juicio político violando todas las normas del debido proceso.

Una lección para el pueblo paraguayo y para todos los pueblos de América Latina y el Caribe: sólo la MOVILIZACIÓN y ORGANIZACIÓN POPULAR sostiene gobiernos que quieran impulsar un proyecto de transformación social, por más moderado que sea, como ha sido el caso de Lugo.

La oligarquía y el imperialismo jamás cesan de conspirar y actuar, y si parece que están resignados esta apariencia es enteramente engañosa, como lo acabamos de comprobar hace unos minutos en Asunción.

Fonte: http://www.atilioboron.com.ar/2012/06/por-que-derrocaron-lugo.html

Há dinheiro, mas falta capacidade de gestão (e honestidade)

Olá.

Gostaria de compartilhar com os amigos a seguinte reportagem do site da Carta Capital: Cuiabá, a cidade que abriu mão do PAC.

Olha, é de entristecer quando leio notícias como esta. Lembro na minha infância, entre os anos 80 e 90, se dizia que o país vivia em crise, não tinha dinheiro para investimentos, vivíamos em recessão, com inflação nas alturas, moeda fraquíssima, economia quebrada, etc.

Agora, e já há alguns anos, o país cresceu, fez lá alguma distribuição de renda, melhorou em alguns aspectos, principalmente na macroeconomia e na imagem internacional. Parcerias regionais foram aprofundadas e aprimoradas, dívidas foram quitadas, os investimentos passaram a jorrar de todos os lados,  assim como o petróleo, a partir da descoberta do pré-sal. Vai ter Copa do Mundo, Olimpíadas e nunca se viu o País tão próximo daquele ideário militar de Brasil-potência, ao menos em alguns aspectos.

Mas, no que tange à população, toda essa reviravolta que proporcionou a inserção econômica de vários países no cenário mundial e, de quebra, a inserção de milhares de pessoas à vida econômica ativa e à fuga da linha da pobreza. Sendo assim, pensava-se: agora que tem verba para o investimento, podemos acreditar que as condições de vida da população passarão por evoluções. O PAC foi criado, estímulos ao consumo, ao emprego e à renda foram produzidos e todo mundo creu que realmente íamos sair do buraco.

Mas, quem iria imaginar, muito do que foi sonhado, proposto, planejado, organizado, não sai do papel. Pois é tanta corrupção e tanta incompetência, que o dinheiro separado para as obras e melhorias não chega na fonte, isto é, nas obras, não resulta em benefícios às pessoas.

Como exemplo, retiro um trecho da matéria em questão: “Para se ter uma ideia, dos 1,7 mil empreendimentos de água e esgoto contratos na primeira fase do PAC, apenas 243 tinham sido concluídos até o fim do ano passado, o que representava 8% do valor total contratado”. E o próprio texto diz que a razão disso é porque os projetos montados pelas prefeituras estão incompletos, ou porque não foram capazes de realizarem as obras – ou seja: planejar, contratar, pagar e fiscalizar.

É incrível a incompetência e a incapacidade de gestão, não apenas dos nossos políticos, mas de secretários, engenheiros, técnicos, enfim, funcionários da servidoria pública que foram contratados para servir o contribuinte, e não cafezinho. Mas, pelo contrário, os concursos públicos têm contratado – e nossa sociedade tem formado – apenas burocratas que, ou são corruptos, ou são incompetentes ou relaxados para cumprir tarefas administrativas, de gestão e de serviços.  É muito triste saber que muita gente sofre com falta de saneamento básico, educação, saúde, transporte, segurança, emprego, lazer, cultura, porque quem é responsável por fazer a sua parte não faz.

Texto bacana sobre iniciativa popular para a educação

Olá amigos. Publico aqui mais um post especial produzido para o site www.blogeducacao.org.br. Acompanhem.

População tem voz na construção do Plano Municipal de Educação em Caravelas (BA)

Democratizar os processos de construção de políticas públicas e dar ao poder popular voz para decidir os rumos da educação. É assim que Caravelas, cidade ao sul da Bahia, serve de exemplo para o Brasil, ao abrir a possibilidade da população participar da produção do Plano Municipal de Educação – PME, que vai nortear as ações da Secretaria Municipal de Educação – SME nos próximos dez anos.

O texto está em fase final de elaboração e reúne sugestões de toda a sociedade, colhidas no ano passado. Comerciantes, trabalhadores, políticos, diretores de escola, professores, pais e até os alunos falaram sobre o que poderia ser melhorado na Educação do município. E, mesmo nas regiões mais afastadas, comunidades ribeirinhas e rurais também foram ouvidas. “Foi uma consulta geral em todos os distritos. Mobilizamos a comunidade com antecedência e o público veio em massa”, conta a coordenadora pedagógica da SME de Caravelas, Edna Maria de Souza Azevedo.

Até mesmo crianças do ensino infantil puderam falar o que queriam mudar e melhorar em sua escola. “Foi muito importante, porque até criança pequena, com a intermediação do professor, dizia o que queria que melhorasse. Uma história que me marcou muito foi a de um menino de três anos que falou ‘tia, quero uma cadeira menor, porque essa é grande, meu pé não alcança, fica pendurado e dói”’, lembra.

caravelas3Após ser finalizado, o texto será apresentado em audiência pública. A consultoria do Parceria Votorantim pela Educação – PVE vai ajudar a moldar estratégias de comunicação para que o conteúdo do plano esteja acessível e compreensível para as pessoas. Um recorte com trechos do que os alunos escreveram está sendo produzido para uma possível exposição na cidade. A ideia é mostrar o passo a passo desse processo de construção democrática e popular. “Agora, só falta a audiência pública para confirmar se o resultado apresentado está de acordo com o que a população deseja. Após isso, ele será enviado para o prefeito avaliar e encaminhar para a votação na Câmara Municipal”, explica Edna.

O desafio é criar estratégias a partir do plano definido, que possam ser executadas pela SME, em acordo com a Secretaria de Finanças do município para obter a verba para as ações indicadas no PME. Muitos diálogos estão sendo realizados dentro da secretaria para transformar os anseios populares em políticas claras em prol da Educação. Esta etapa conta com suporte do PVE, no âmbito do apoio à gestão pública, que deverá dar sugestões e auxiliar no estabelecimento de metas e indicadores que possam facilitar a obtenção do aporte financeiro necessário. Nesse sentido, está prevista uma reunião com o conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb para viabilizar os recursos.

Caravelas dá exemplo de que a mobilização popular pode render bons frutos não só para a Educação, como para a própria democracia. “Tem sido bastante positivo esse processo de construção do plano feito pela SME junto com a comunidade, absorvendo a sugestão de todo mundo. O PVE disponibiliza consultoria para orientar e partilhar seus conhecimentos e experiências. É muito bom para a gente e para a cidade”, diz a mobilizadora de Caravelas, Fernanda Gabrielle Dias Braga.

Saiba mais!

Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb: fundo que financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos.

Plano Municipal de Educação – PME: integrado ao Plano Estadual de Educação e ao Plano Nacional de Educação – PNE, visa apoiar políticas públicas do município e determinar metas e estratégias de ações na educação escolar.

Colaborou Rodrigo Herrero / Blog Educação

Mais um frila da série…

Mais um post especial publicado hoje para o www.blogeducacao.org.br e que compartilho aqui no meu blog.

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Apoio à gestão ajuda a obter verba para a construção de creche em Capão Bonito

A persistência e a união de esforços podem render muitos frutos. Exemplo claro está em Capão Bonito (SP), que fica a cerca de 220 quilômetros de São Paulo. A cidade, após muito trabalho, foi contemplada com verba do Plano de Ações Articuladas – PAR, destinada pelo Ministério da Educação – MEC, para a construção de uma creche em um bairro carente. E a atuação da frente de apoio à gestão do Parceria Votorantim pela Educação – PVE pode ser apontada como um dos fatores importantes nesse processo, por sua atuação junto à Secretaria Municipal de Educação – SME, prestando suporte na elaboração dos processos necessários para obter o recurso tão sonhado.

Mas para alcançar esta realidade a luta foi árdua. Até 2011, nenhum dos pedidos feitos pela secretaria passaram pelo crivo do MEC. “O que a secretaria contou muitas vezes é que não havia nem um retorno por parte do Ministério de o porquê o projeto não ter sido contemplado”, lembra o mobilizador Israel Batista Gabriel, da Fíbria de Capão Bonito. Tanto que o objetivo de construir cinco creches via recursos do PAR acabou sobreposto por outra verba federal, vinda do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, que chegou mais rápido e permitiu a construção de três creches.

A iniciativa ganhou impulso quando a prefeitura criou um comitê – com dez pessoas – responsável por cuidar da elaboração do PAR. Além disso, ocorreu um forte trabalho da frente de gestão pública do PVE, focado em prestar consultoria e suporte para a realização dos diagnósticos sobre a situação educacional, necessários para cumprir as exigências do MEC e obter a verba.

Resultado da ação conjunta: a aprovação de quase R$ 600 mil do PAR para a construção de uma creche no Bairro Boa Esperança, local da periferia da cidade que se formou ao redor de um antigo lixão. Hoje, as casas de madeira deram lugar às de alvenaria, existe água e esgoto, e o lixão foi desativado “É importante essa aprovação porque a população desse bairro é muito carente e a creche deverá ser o primeiro prédio público do local”, afirma Alexandrina Citadini, supervisora de ensino e responsável pela elaboração do PAR em Capão Bonito. A primeira parcela para a construção da creche já está na conta da prefeitura, que deverá começar os trabalhos em breve.

“Trabalhamos com duas frentes no PVE: a frente de mobilização e também a de apoio à gestão. Na mobilização, você vê facilmente o resultado: a pessoa propõe a ação, realiza e o retorno aparece logo. Agora, no apoio à gestão, às vezes, as coisas acontecem em longo prazo, porque é um processo mais burocrático. E isso aconteceu muito rapidamente: a SME tinha dificuldade do retorno do MEC e, em um ano, teve um resultado muito bom. Para a gente, é muito compensador saber que trabalhos como esse junto à secretaria dão resultados”, finaliza Israel.

Saiba mais!

Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb: fundo que financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos.

Plano de Ações Articuladas – plano que articula municípios e federação, propondo ações na área da Educação que visem a melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Indeb. O PAR é operado por um sistema informatizado que armazena todas as ações que o governo propõe para a destinação de verbas, tais como capacitação e formação de professores, aquisição de materiais, reforma, construção e transporte.

Colaborou Rodrigo Herrero / Blog Educação

Mais uma matéria especial sobre educação

Mais um post especial elaborado semana passada para o www.blogeducacao.org.br e que compartilho com vocês aqui no meu espaço-blog-cantinho.

Sobral (CE) mobiliza jovens para discutir a evasão escolar

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Trazer de volta o interesse do jovem pela escola. Este é o grande desafio do Brasil, que apresenta índice de evasão escolar próximo a 10%, segundo dados do Censo Escolar 2011. No Ceará, essa taxa alcança 11,5%. A pesquisa aponta que esse percentual permanece alto devido, principalmente, à evasão escolar dos alunos do ensino médio.

A cidade de Sobral (CE), apesar de apresentar números bastante positivos no que se refere ao ensino fundamental, sofre, como o resto do País, com a evasão escolar. Para reverter esse quadro, a comunidade local buscou uma solução simples, porém inovadora, em uma iniciativa do Parceria Votorantim pela Educação – PVE: ouvir dos próprios jovens o porquê da queda do interesse pelos estudos e o que eles gostariam que fosse feito para retomar o prazer pela escola. O objetivo era entender os fatores que levam a instituição a não conseguir manter os jovens estudando e, assim, evitar a evasão.

Para isso, será criado um questionário que procurará entender quais são as principais necessidades desses jovens, bem como as dificuldades de seguir com os estudos. “Queremos que esse levantamento nos dê embasamento para a descoberta do ponto mais frágil na questão da evasão escolar. A partir daí, poderemos debater com a Secretaria de Educação do Estado e ver o que pode ser feito para evitar essa evasão”, explica a mobilizadora Rosa Lourdes Carneiro Paula, da Votorantim Cimentos de Sobral.

Durante o planejamento dessa ação na cidade cearense, várias hipóteses foram levantadas quanto às causas do desinteresse do estudante pela escola. Uma delas estaria na alta temporada turística em Fortaleza, concentrada no final do ano, que poderia fazer com que muitos jovens fossem até a capital do Ceará em busca de emprego. “Trata-se de um esforço para diagnosticar as causas que levam à evasão escolar e investigar de forma mais aprofundada naquela região, em busca de alternativas que possam atender as demandas juvenis”, observa Gisele Porto, coordenadora de Articulação e Mobilização Social do Comunidade Educativa – CEDAC.

O Parceria Votorantim pela Educação está estruturado em quatro ciclos, encontros que têm início com uma rodada de reuniões com os grupos de mobilização e de gestão pública. O ciclo 2, trabalhado no momento, tem por lema “Todo dia é dia de criança na escola” e está conectado com o ciclo seguinte, que irá abordar o tema “Conselho é de todos para todos”. É, justamente, neste ponto que uma nova etapa do projeto deve ser iniciada. “Após os resultados do questionário, vamos fazer a sensibilização do grupo de gestores da secretaria para que autorizem o debate com os alunos”, diz Rosa. “No ciclo 3, vamos trabalhar com os conselhos escolares e decidimos convidar o jovem a participar das reuniões, para que ele fale de seus anseios e para que possamos debater o gosto pela escola. Alguns já participam, mas queremos que outros mais façam parte, uma vez que isso dá resultado”, complementa Rute Souza, consultora do PVE em Sobral.

Ao ampliar a discussão para o jovem, a iniciativa espera que haja uma mobilização da cidade não apenas na questão da evasão escolar, mas em prol da própria educação. “Como o quarto ciclo é direcionado para a comunidade, queremos levar as propostas dos jovens às pessoas, para que os desejos deles sejam encampados pela população e ajudem a melhorar a escola”, afirma Rute. A expectativa é que a ideia seja posta em prática a partir de agosto, quando começa o próximo ciclo.

Colaborou Rodrigo Herrero / Blog Educação

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