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A imagem no documentário Face Leste

Hoje apresentamos o último post no Blog da Bonita sobre o documentário Face Leste, que terá seu lançamento, em conjunto com o livro, no próximo sábado, dia 17, às 20h, na Capela São Miguel Arcanjo, em São Miguel Paulista.

O foco deste post direciona-se para a questão estética e imagética do documentário. Se do ponto de vista teórico-conceitual temos a predileção pelas pessoas e suas impressões a respeito da Zona Leste, o ponto de vista do conceito imagético recai na figura de uma pessoa que decide passear pela Zona Leste para conhecê-la.

“Todos os planos de imagem, toda a estética do documentário foi pensada a partir do olhar dessa pessoa, tanto que todas as câmeras apresentam movimentos suaves. Às vezes nós procuramos mostrar a pessoa caminhando, mostrando seus passos pelos lugares, pois a gente queria passar essa sensação de andar na Zona Leste. E em alguns momentos o espectador está tão próximo que ele está atrás desse andarilho, por isso pegamos cenas da mochila, do ombro do viajante”, explica o diretor de fotografia do documentário, Theo Grahl.

Além de captar o caminhar desse cavaleiro errante que vaga pela Zona Leste até então desconhecida para ele, outra intencionalidade do vídeo é mostrar como ele se locomove pela região. E a equipe tomou ônibus, metrô e trem para tentar se aproximar mais da cotidianidade dos moradores dos bairros. Outro ponto foi contextualizar cada região por elementos que a identifiquem, caso da Basílica Nossa Senhora da Penha, a estação de trem em Guaianases ou mesmo a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, elemento que coloca agora a região em destaque.

Outro ponto importante e próprio é a respeito das entrevistas: “As entrevistas estão no tripé é porque é o momento em que o personagem senta pra conversar com a pessoa, então ele para para conversar. E a segunda câmera busca detalhes de onde a pessoa está, porque quando a gente está conversando a gente olha para o lado e observa o que tem à nossa volta, por isso, a gente vai passeando pelo lugar em busca desses olhares, tentando entender aquela pessoa”, conta.

E a imagem que o documentário passa a respeito Zona Leste, para Theo Grahl, é surpreendente. Isso porque, ele, como um não-residente da região, tinha uma percepção completamente diferente sobre. “Minha visão era um pouco preconceituosa. Mas era muito por não conhecer, por estar distante dela. E por mais que digam sobre a violência, eu percebi muita tranquilidade. Você vê aquele mundo de casas, principalmente da Penha para a frente, não é uma coisa caótica, por mais que pareça, mas caótica pela forma como ela foi ocupada e construída. Mas quando eu cheguei na Cidade Tiradentes me senti como se estivesse em uma cidade do interior, onde todos se conheciam, onde as crianças brincavam na avenida principal como se estivessem em uma ‘ruazinha’, enfim, como se fosse uma grande vila. Você vê uma familiaridade, uma proximidade entre as pessoas”, afirma, em um depoimento revelador de como a pesquisa e a imersão na realidade de um novo mundo modificaram completamente o seu pensamento. Nada como a vivência para quebrar estigmas e paradigmas.

Não se esqueça: sábado, dia 17, às 20h, na Capela São Miguel Arcanjo, o lançamento do livro e do documentário Face Leste!!!

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