Início > Crônicas > Venezuela – dia 2

Venezuela – dia 2

Ontem foi meu primeiro dia de fato em Caracas. Acordei cedo e fui me aventurar pelas ruas e metrô da cidade. Uma caminhada de uns 15 minutos até a estação de metrô Miranda, com uma visão maravilhosa às costas: El Ávila, o gigante morro que circunda a área norte de Caracas.

O metrô é parecido com o de São Paulo, com uma grande diferença: é muito barato. Com um real mais ou menos você toma a condução. Comprei o multiabono, com dez viagens, e saiu 4,50 bolívares, uma merreca. O metrô é cheio de ambos os lados da linha 1 que estou usando (a principal, que corte Caracas de leste a oeste), mas há bastante rotatividade. Isso porque a volta às aulas da garotada é só semana que vem. Enfim, vou viver os mesmos problemas de trem apertado e calor que em São Paulo, apesar de dizerem que ahá ar condicionado.

Na rua, me perdi. Segui pelo caminho correto, mas ainda distante do meu destino, a Biblioteca Nacional. Mas, cortando aqui e ali, consegui me achar em mais uns 15 minutos de caminhada. A biblioteca fica no Panteão Nacional (não me perguntem, ainda não fui vê-lo), um lugar que recebe a posse dos presidentes e manifestações populares, parece um lugar histórico importante para o país. É um boulevard e uma praça de concreto com uma igreja ou algo parecido no seu final e no lugar os caraqueños brincam com seus filhos, cães, conversam.

Enfim, consegui contatar-me por meio de meu espanhol pífio e, para, acessar os arquivos que precisava e tirar as fotos necessárias, necessitei de uma autorização da chefe da hemeroteca, que foi muito amável e só pediu que eu redigisse uma carta de próprio punho contando as razões de minha visita, de minha pesquisa, apenas para eles terem os dados dos estrangeiros que visitam o lugar para pesquisa.

O almoço foi um caso à parte. Descendo pelo boulevard, após indicação de um atendente da hemeroteca, encontrei um local que dizia: “menu 30 bolívares con sopa”. Entrei. O lugar era meio podrera, os funcionários que te serviam e como eu não sabia direito o que era o que, fui no arroz, com frango assado e salada verde com tomate e cebola, que aqui chamam de mista. Foi no chute. Tinha uma salada de maionese que eu queria fugir (aqui eles carregam na maionese e pode dar problemas a ti, cuidado) e outra que depois descobri que era uma de repolho e cenoura picadas com um molho claro, parecido com a feita aqui. Ah, e um suco: horrible! Tinha gosto de mel com limão e outra coisa não-identificável. E uma cor escura, algo como o tamarindo do Cháves? Não consegui tomar tudo, odeio mel com limão.

Voltei para a biblioteca, concluí uma parte da pesquisa e só não fiquei mais porque a máquina fotográfica encheu o cartão. Hoje talvez eu leve o note para ajudar. Ao sair, me perdi mais uma vez, desta vez, feio. Andei por tudo que foi canto, olhando meu mapinha via Google Maps, na tentativa de achar a Catedral de Caracas ou algum museu que tinha separado, mas andei pacas por ruas desconhecidas, carreguei meu celular emprestado que não adiantou (tem crédito, mas não consigo fazer chamadas) e tive que sair perguntando onde estava o metrô. Sem me desesperar, afinal, os venezuelanos falam espanhol, não alemão ou japonês. Enfim, achei a estação. Bem, não era a que eu descera, era uma antes. Ou seja, caminhei a distância de uma estação, completamente perdido.

Tem mais coisas para contar (ontem fui ainda ao mercado e tem umas curiosidades bacanas daqui), mas tô me atrasando para mais um dia de pesquisa. Se der, mais tarde eu volto. Hasta luego!

Anúncios
Categorias:Crônicas Tags:, , ,
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: