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Vila Maria Zélia: um sonho em construção

Vila Maria Zélia - Foto: Ricardo Carotta

Olá amigos.

Hoje gostaria de compartilhar com vocês um projeto que estou desenvolvendo com meu amigo jornalista Daniel Reis há um bom tempo e que agora está em um momento que pode, e pede, a ser divulgação. Trata-se do documentário “Vila Maria Zélia: histórias de uma São Paulo de ontem, hoje e sempre, pré-qualificado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo na Lei Mendonça do ano passado e que está agora na fase de captação de recursos.

É um trabalho que vem desde os tempos da faculdade de jornalismo e da bolsa que tínhamos no projeto Bolsa Empreendedor, da extinta Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade (SDTS) durante a gestão da Marta Suplicy, tempo que haviam cabeças pensantes que atuavam pela inclusão social de forma prática e realmente inclusiva e não apenas “dar o peixe sem ensiná-lo a pescar”. Naquela época estávamos envolvidos com os Fóruns de Desenvolvimento Local (Mooca e Itaquera), na criação de uma agência de notícias que debatesse toda a efervescência desses fóruns que uniam prefeitura, empresários movimentos sociais e, enfim, toda a sociedade civil, em discussões pelas melhores de cada bairro.

E uma das discussões estava em torno do restauro da Vila Maria Zélia, vila operária construída na segunda década do século passado, sendo uma das principais referências no assunto, compondo de forma importante o cenário da industrialização na cidade de São paulo no período. Foi ali que tomamos contato com a mítica vila e nos apaixonamos por ela. Sua história é tão rica que nos inspirou para um trabalho de faculdade e deixou sempre a centelha dentro de nós de que deveríamos trabalhar com a vila, contar sua história, mostrá-la a todos.

Foi aí que surgiu a idéia de fazer um documentário sobre a vila. E após os últimos dois anos, tentando em leis de incentivo e editais diversos, finalmente conseguimos ser aprovados. Mais maduros, incorporando nossas experiências de alguns poucos, mas importantes, anos em jornalismo (vídeo, TV, documentários, internet), além de estudos paralelos (até contribuições do meu mestrado entraram no projeto apresentado à prefeitura), foi possível obter esta primeira vitória.

Agora estamos na segunda batalha, que é a luta por recursos para tornar viável uma idéia, uma paixão, um objetivo. Criamos um blog, um flickr e um twitter para nos comunicarmos via internet e suas redes sociais. Visitamos duas vezes a vila para colher material para formatar nosso projeto de divulgação: foi uma sessão de fotos (cujas imagens escolhidas estão no flickr) e uma sessão de vídeo com entrevistas para a produção de um vídeo curto, um teaser, para tornar mais plástica nossa divulgação.

O material já está para ser editado, assim como todo o material de divulgação em vias de ser produzido, o que nos deixa orgulhosos, por ver o trabalho caminhando e, também, pelo retorno das pessoas que têm conhecido o projeto e gostado, apoiado. Agora precisamos concretizar este apoio em dinheiro para realizar o sonho da vila em ter sua história contada de forma profissional, com qualidade cinematográfica. É o que eu e meu amigo Daniel Reis esperamos. Contamos com a torcida e o apoio de todos vocês. Um abraço e obrigado.

Quem quiser fazer alguma proposta conceta para nós ou fazer alguma sugestão para o documentário, mande um e-mail para: docmariazelia@gmail.com

Para saber mais sobre o projeto, visite o blog clicando aqui.

Para ver as fotos, vá até nosso flickr, clicando aqui.

Siga-nos no twitter, clique aqui!

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  1. Cynthia Florencio
    21/10/2010 às 3:03 PM

    Olá Herrero,

    Poderia entrar em contato comigo? Eu sou estudante de audiovisual, estou no ultimo ano e eu gostaria de ajuada-lo na Produção do Vila Maria Zélia, gostaria de fazer parte da sua equipe.

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  2. rodrigoherrerolopes
    06/11/2010 às 9:59 AM

    Oi Cynthia, tudo bem? Estamos atrás de grana para concretizar o projeto. Assim que isso for possível, a gente se fala. Mantenhamos contato. Abraço!

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  3. Elisabete Dzimidas Alvarenga
    16/12/2010 às 3:33 PM

    Elisabete Dzimidas Alvarenga :Entrei no seu blog devido as circunstâncias que cercam a Vila Maria Zélia quanto ao tombamento. A minha casa, Rua José Alves de Oliveira, 05 aparece no seu blog, mas não tem o parecer sobre ela. Essa casa foi modificada em 1982 e daí manteve seu aspecto arquitetônico. Quando ela foi modificada pra voltar torná-la uma única moradia, pois quando comprei eram duas, tentei manter na época, sem qualquer imagem da anterior e sem qualquer ameaça de tombamento torná-la o mais típica possível. Vivo angustiada hoje com a interferência do Compresp, CONDEPHAAT,Ministério Público do Estado de São Paulo que estão fazendo um verdadeiro terrosrismo dentro da Vila Maria Zélia, pois ninguém sabe do que esta sendo acusado e o que deve surgir após a acusação. Quem é de fora acha maravilhosa a Vila, assim como eu achei em 1981 quando comprei o imóvel, mas ninguém se dá a conta do que estamos passando em época de final de ano e a incerteza do que as três entidades governamentais estão nos preparando para depois de fevereiro quando após a ultima reunião no Ministério Público nos comunicou que seríamos chamados para resolver a questão das infrações do tombamento. Desde setembro, quando recebi a carta do Ministério Público me chamando para comparecer a uma reunião coletiva da Vila no dia 11 de novembro de 2010 para o esclarecimento sobre à má conservação das casas da vila tremi na base e me perguntando e até revirando céus e terra para saber o que poderia estar pegando pela única correspondência recebida em todos os anos que aqui moro. Resta uma pergunta a vocês que tanto admiram a Vila Maria Zélia. Por que só tomaram conhecimento desta vila de uns tempos para cá? Vocês tem ideia de que ela está tombada desde 1992 e que nunca ninguém nos ajudou a manter a vila, a evitar a corrupção da subprefeitura quanto a qualquer reforma já que as casas precisam de reparos? É culpa de quem? todos temos de pagar? Fico indignada de ser incomodada quando o Ministério Público, a Prefeitura,o Estado pouco fizeram do tombamento para cá que por sinal foi desastroso, mau planejado e pouco divulgado. Basta dizer que eu nunca recebi comunicação sobre o tombamento e qualquer tentativa de alteração. Só fiquei sabendo do tombamento por vizinhos, com informações contraditórias e pelo IPTU. A vila é magnifica no que se refere ao espaço físico em São Paulo, ainda mantém construções que poderiam gerar grande polo cultural se os donos ( INSS-Prefeitura) restaurassem e mantivessem em funcionamento para qualquer atividade. O que vemos é justamente o contrário. Os edifícios estão caindo aos pedaços, corremos o risco de doenças infectocontagiosas ( dengue), é reduto de marginalidade e ninguém se dá conta numa tentativa de restaurá-los para voltar a produzir. Eu não gosto dos imóveis de três pavimentos, mas gosto mesnos ainda dos imóveis que estão abandonados e nos causando problemas. Antes de você pensar no aspecto arquitetônico e na preservação da vila deveria pensar no quanto estamos abandonados e oprimidos pelo governo para que esta vila faça parte do circuíto turístico e histórico de São Paulo. Que tem pessoas que abusaram da lei e reformaram de forma indiscriminada todos nós, antigos moradores da vila, sabemos e recriminamos, mas que não temos como impedir a não ser por fiscalização e justiça dos órgão públicos que não cumpriram com a sua função. As alterações antes do tombamento não têm como retroceder já que ninguém tinha ideia da iniciativa e cada um tentou resolver o seu problema de forma particular o que não justifica, de repente, o Ministério Público via reunião com o Compresp e Condephaat fazer o terrorismo que estão fazendo a ponto de pessoas que não têm condições financeiras pagar advogado para saber por onde anda a intervençao. Eu, mesma, tenho dificuldade de saber pelos órgãos competentescomo está a situação da minha casa e volto a dizer que será um final de ano intranquilo até receber a “bomba” que o promotor de justiça do Ministério Público nos prometeu a partir de fevereiro. Você blogueiro amante da Vila Maria Zélia acha justo. Mantenha correspondência comigo se tiver qualquer informação que possa tornar o meu final de ano mais tranquilo.A minha casa é a casa do antigo prefeito da vila. É um quarteirão inteiro com uma grande primavera crescendo em direção aos arecas. Gostaría que você mantivesse contato por e-mail: betedzimidas@gmail.comP>

    Elisabete Dzimidas Alvarenga :Entrei no seu blog devido as circunstâncias que cercam a Vila Maria Zélia quanto ao tombamento. A minha casa, Rua José Alves de Oliveira, 05 aparece no seu blog, mas não tem o parecer sobre ela. Essa casa foi modificada em 1982 e daí manteve seu aspecto arquitetônico. Quando ela foi modificada pra voltar torná-la uma única moradia, pois quando comprei eram duas, tentei manter na época, sem qualquer imagem da anterior e sem qualquer ameaça de tombamento torná-la o mais típica possível. Vivo angustiada hoje com a interferência do Compresp, CONDEPHAAT,Ministério Público do Estado de São Paulo que estão fazendo um verdadeiro terrosrismo dentro da Vila Maria Zélia, pois ninguém sabe do que esta sendo acusado e o que deve surgir após a acusação. Quem é de fora acha maravilhosa a Vila, assim como eu achei em 1981 quando comprei o imóvel, mas ninguém se dá a conta do que estamos passando em época de final de ano e a incerteza do que as três entidades governamentais estão nos preparando para depois de fevereiro quando após a ultima reunião no Ministério Público nos comunicou que seríamos chamados para resolver a questão das infrações do tombamento. Desde setembro, quando recebi a carta do Ministério Público me chamando para comparecer a uma reunião coletiva da Vila no dia 11 de novembro de 2010 para o esclarecimento sobre à má conservação das casas da vila tremi na base e me perguntando e até revirando céus e terra para saber o que poderia estar pegando pela única correspondência recebida em todos os anos que aqui moro. Resta uma pergunta a vocês que tanto admiram a Vila Maria Zélia. Por que só tomaram conhecimento desta vila de uns tempos para cá? Vocês tem ideia de que ela está tombada desde 1992 e que nunca ninguém nos ajudou a manter a vila, a evitar a corrupção da subprefeitura quanto a qualquer reforma já que as casas precisam de reparos? É culpa de quem? todos temos de pagar? Fico indignada de ser incomodada quando o Ministério Público, a Prefeitura,o Estado pouco fizeram do tombamento para cá que por sinal foi desastroso, mau planejado e pouco divulgado. Basta dizer que eu nunca recebi comunicação sobre o tombamento e qualquer tentativa de alteração. Só fiquei sabendo do tombamento por vizinhos, com informações contraditórias e pelo IPTU. A vila é magnifica no que se refere ao espaço físico em São Paulo, ainda mantém construções que poderiam gerar grande polo cultural se os donos ( INSS-Prefeitura) restaurassem e mantivessem em funcionamento para qualquer atividade. O que vemos é justamente o contrário. Os edifícios estão caindo aos pedaços, corremos o risco de doenças infectocontagiosas ( dengue), é reduto de marginalidade e ninguém se dá conta numa tentativa de restaurá-los para voltar a produzir. Eu não gosto dos imóveis de três pavimentos, mas gosto mesnos ainda dos imóveis que estão abandonados e nos causando problemas. Antes de você pensar no aspecto arquitetônico e na preservação da vila deveria pensar no quanto estamos abandonados e oprimidos pelo governo para que esta vila faça parte do circuíto turístico e histórico de São Paulo. Que tem pessoas que abusaram da lei e reformaram de forma indiscriminada todos nós, antigos moradores da vila, sabemos e recriminamos, mas que não temos como impedir a não ser por fiscalização e justiça dos órgão públicos que não cumpriram com a sua função. As alterações antes do tombamento não têm como retroceder já que ninguém tinha ideia da iniciativa e cada um tentou resolver o seu problema de forma particular o que não justifica, de repente, o Ministério Público via reunião com o Compresp e Condephaat fazer o terrorismo que estão fazendo a ponto de pessoas que não têm condições financeiras pagar advogado para saber por onde anda a intervençao. Eu, mesma, tenho dificuldade de saber pelos órgãos competentescomo está a situação da minha casa e volto a dizer que será um final de ano intranquilo até receber a “bomba” que o promotor de justiça do Ministério Público nos prometeu a partir de fevereiro. Você blogueiro amante da Vila Maria Zélia acha justo. Mantenha correspondência comigo se tiver qualquer informação que possa tornar o meu final de ano mais tranquilo.A minha casa é a casa do antigo prefeito da vila. É um quarteirão inteiro com uma grande primavera crescendo em direção aos arecas. Gostaría que você mantivesse contato por e-mail: betedzimidas@gmail.comP>

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  4. 27/02/2012 às 10:44 AM

    Realizei um projeto fotográfico lá este ano, as imagens mostram a triste realidade de alguns imóveis encontrados na vila.

    http://www.iluminart.fot.br/#!projetos/vstc1=fragmentos

    Carol

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    • rodrigoherrerolopes
      27/02/2012 às 12:50 PM

      Olá Carol.

      Muito bacana o seu trabalho. Infelizmente, os imóveis foram abandonados e com ele, uma aprte importante da história de São Paulo e do movimento operário.

      UM abraço.

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  5. Fran Monteiro
    25/02/2013 às 9:50 AM

    Olá Rodrigo! Sou estudante de arquitetura e pretendo fazer meu trabalho final de graduação na Vila Maria Zélia. Vocês tem o link do documentário final?
    Gostaria, por gentileza, que me ajudassem com fotografias, documentos, e a vida dos moradores perante a vila, para assim achar um programa ideial para a Escola das Meninas (local da intervenção).

    Obrigada!

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    • rodrigoherrerolopes
      05/06/2013 às 1:10 AM

      Perdão pela demora. infelizmente não fizemos o doc, faltou grana…

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  1. 03/03/2010 às 12:23 PM
  2. 02/04/2010 às 3:17 PM

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