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Archive for março \21\UTC 2010

Centro Cultural Mário Quintana

Centro Cultural Mário Quintana - 24.07.2009

Acho esta foto muito bacana. Gostei desse lugar. Morada de Mário Quintana, um local onde a cultura aflora por todos os seus espaços, aliás, enormes. Cinema, café, exposições, poesia… Há muito o que ver e sentir ali.

Adorei a visita à Porto Alegre ano passado. Tinha ido duas vezes apenas para reuniões de trabalho e conhecia, portanto, muito pouco. Mas já imaginava que gostaria de lá. E o lugar é fascinante: bonito, bem cuidado nas suas áreas turísticas (que é onde eu posso comentar), aprazível demais, e com um povo cordato. Sem falar no frio de rachar, mesmo sendo inverno, sofri um pouco.

Gostei também do metrô de lá, que, na verdade, é um trem melhorado. Adoro trens, metrôs. Mas isso é papo para outro dia, outro post. Boa semana!

Enquete

Nova pergunta na enquete. Futebol em pauta:

O primeiro tijolinho…

Olá.

Gostaria de compartilhar um momento de felicidade com vocês.

Ontem vi no site do Prolam (Programa de Pós-Graduação em integração da América Latina), no qual curso mestrado, que saiu na revista do programa um artigo de meu nome, em parceria com uma colega de estudos. É meu primeiro artigo acadêmico, oficial, produzido dentro do mestrado e reconhecido como tal. Foi uma alegria imensa, uma emoção realmente, enfim, mais um tijolinho colocado na construção desta casinha chamada mestrado/academia.

Já tomei muita porrada neste um ano e pouco de programa, a maioria com vistas a meu aprimoramento. Mas é sempre difícil você ver o lado positivo das críticas, ponderações e considerações e, ao mesmo tempo, se enturmar em um ambiente que você nunca participou. Sem falar na desesperança para ultrapassar metas, conseguir bolsa, etc. Angústias, medos, irritações, dúvidas, são bastante comuns nesse processo, em que se aprende e se sofre muito. Em contrapartida, são poucos os momentos de regozijo.

Portanto, a publicação deste primeiro artigo na Revista Cadernos Prolam/USP é o motivo de comemoração. É a coroação de um primeiro passo em muitos que precisarei dar ainda. Mas um de cada vez. E hoje é dia de estar contente com o trabalho feito até aqui.

Para acessar a edição eletrônica da revista, com os artigos e seus respectivos autores, clique aqui.

Para acessar diretamente o link do artigo, clique aqui.

Até mais.

Pequenos pitacos

Olá.

A vontade de escrever neste espaço prossegue intensa, mas falta-me tempo para colocá-la em prática da forma que desejo. Estou envolto na produção de um dos capítulos da dissertação, enquanto resolvo pendências sobre a marcação do Exame de Qualificação e corro atrás de bolsa de estudo. Não está nada fácil.

Mesmo assim, gostaria de escrever sobre duas coisinhas:

– A SPIndy300 ocorrida no Anhembi no último fim de semana foi uma mistura de fiasco e glória. Fiasco por conta do péssimo piso da pista, pois, além das ondulações absurdas do asfalto, o concreto da passarela do samba tornava a dirigibilidade impraticável, fazendo os carros literalmente sambarem na pista. Com 20 milhões de reais gastos, sendo 12 mi só para propaganda para a Bandeirantes, em uma previsão inicial de 8 milhões gastos no total, o evento foi uma incógnita na arrecadação, pois,sse 30 mil pessoas estiveram no Anhembi, a garantia dos 120 milhões arrecadados, chutaço do prefeito Gilberto Kassab, não tem fonte confiável de checagem. Sem falar em outros problemas, como sinalização falha nos arredores, falta de água para ser vendida ao público, queda de luz no sambódromo que deixou os jornalistas gringos malucos e dificuldade para chegar à região. A glória foi que, apesar de tudo isso, a corrida foi boa e divertida, com a emoção aumentada pela chuva e pelos acidentes, comuns em pistas de rua. O saldo geral foi positivo, mas muita coisa precisa ser corrigida para o ano que vem, principalmente o amadorismo como que esse Grande Prêmio foi tratado, até pelos parcos 4 meses para se fazer uma pista. Mas os organizadores dos Estados Unidos toparam, os resultados contraditórios estão aí.  Bom de um lado, princicpalmente o da competição, ruim partes da organização.

– Outro tema que gostaria de abordar é a estréia da terceira temporada do CQC, ontem, na Band. Gostei muito, fazia tempo que não ria tanto, principalmente com a visita de Rafael Cortez ao Chile, com as palhaçadas de Marco Luque e até mesmo com a Môniza Iozzy, que, à parte sua inferioridade na cobertura de Brasília (porque o Danilo Gentili é insuperável), a mulher da trupe foi de uma acidez fantástica, com vários comentários na “lata” dos entrevistados. A querela do “Proteste Já” censurado deu pano pra manga (a liminar caiu nesta terça-feira, inclusive), um verdadeiro absurdo que só é possível graças a nossa “Justiça” brasileira. A matéria da SPIndy300 foi um tanto fraca e laudatória, pra puxar um pouquinho o saco da Band,  não tocou nos problemas da corrida, previsível. Dos quadros novos, “Marco Luque Responde” achei fraquíssimo, não há necessidade de se dar um quadro solo pro ótimo Luque, sei lá, fica superficial. Prefiro as palhaçadas dele ao vivo na mesa, são engraçadíssimas. “Cidadão em Ação” achei bem interessante, exceto a parte de fazer a PM atender ocorrência falsa, lembrada no twitter pela repórter Vanessa Ruiz, da Revista ESPN. No geral foi boa, a maioria do público elogiou muito, mesmo com algumas críticas que li aqui e acolá na internet, principalmente dos tais jornalistas e órgãos “especializados”.

– Por fim, gostaria de indicar uma entrevista recente que Ciro Gomes, presidenciável pelo PSB, concedeu à Folha de S. Paulo. Desconsidere o título preconceituoso e editado ideologiacamente sobre o PT ser um desastre, pois o que vale é a entrevista completa, em que o candidato (que pode ser até para governador de São Paulo) comenta diversas situações, põe o dedo na ferida do PSDB (por que esse não foi o ponto destacado da entrevista?) e coloca sua posição estratégica no jogo da sucessão, demosntrando como o PT está confuso, especialmente na candiddatura para o governo paulista, que começa a ganhar corpo com senador Aloizio Mercadante. Clique aqui e leia a entrevista.

Um grande abraço e até a próxima!

Ubatuba

Ubatuba

A bela Ubatuba - SP - 08.01.2010

Dizer o quê com uma foto dessas? Apenas que eu queria estar lá agora, ainda mais com o calor que tem feito esses dias em São Paulo. Boa semana!

Enquete

A partir de hoje e todos os sábados, enquete no Blog do Herrero.

E a primeira é a seguinte:

Glauco, Geraldão e nossa desumanidade

Como você pode ver, caro leitor, esta semana dei folga para o blog. Falta de assunto, indisposição para escrever e muito trabalho no mestrado foram algumas das razões para este breve hiato.

Mas há pouco tive uma vontade súbita de escrever. Pena que a motivação é inversa à razão desse post. Hoje morreu o cartunista Glauco, autor de várias tirinhas da Folha de S. Paulo, onde ficou mais conhecido pelo público em geral, com Geraldão, Geraldinho, Casal Neura, Dona Marta, Netão, Zé do Apocalipse, e muitos outros. Se destacou ao lado de Laerte e Angeli no conturbado período de abertura política do Brasil, vivendo resquícios de ditadura e de censura, mas soube driblar tudo isso com um humor crítico, inteligente e sagaz.

Não posso ir além. O que está acima eu li hoje na internet. A verdade é que nunca fui muito ligado em ler quadrinhos (mesmo gostando de muitos personagens) e como eu parei há tempos de ler o jornal em seu estado físico, deixei de acompanhar as tradicionais tirinhas dos jornais. Mas conhecia a maioria dos personagens do Glauco. E os adorava. Todos têm um traço (único do Glauco) que remete na minha cabeça os anos 80, e, consequentemente, à minha infância. Mas achava meio absurdo o Geraldão com tudo aquilo nas mãos, cabeça, até pés – minha racionalidade me impede muitas vezes de ver a beleza no absurdo, na poesia, é terível, eu sei. Mesmo assim, gostava demais quando tinha a oportunidade de ler.

Acontece que pelo meu desinteresse crônico por quadrinhos fez com que eu nunca me preocupasse a quem era o autor daquilo. Devo ter visto aqui e ali, mas nunca guardei o nome. Desafortunadamente, hoje descobri quem é. Era. De uma forma trágica, péssima. A morte de Glauco, da maneira estúpida como foi, seja por uma tentativa frustrada de sequestro, assalto ou por uma morte imbecil causada por um conhecido da família, apenas revela a forma futil e desprezível com que nós tratamos nossa própria humanidade, há muito transformada em desumanidade.

A cada hora que passa deste dia 12 de março a ficha vai caindo, caindo, caindo… E tudo vai desabando… Ficando mais feio, triste, chato.

Tudo o que dá neste momento é para prestar homenagens a um grande cartunista, que alegrou milhares de pessoas, sem deixar de criticar o que lhe incomodava, de forma leve, sutil, alegre. E desejar, mais uma vez, que nosso desapego por nós mesmos e pelo próximo seja substituído, algum dia, por alguma coisa que deixamos perdido em algum buraco do tempo.

Vale a pena visitar o Blog Universo HQ, que faz uma homenagem linda, tocando e emocionante. Para ver, clique aqui.

O site do Glauco também é uma forma de conhecer mais seu trabalho e rir um pouco com sseus personagens eternizados por seus desenhos. Clique aqui.

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