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6. Por uma estrada aberta

6. Por uma estrada aberta

Como não poderia deixar de ser, aboli o item conclusão deste trabalho, afinal de contas, este é apenas um trabalho final da disciplina, que cumpre com as regras do curso de avaliações, notas, etc., não tem, portanto, a pretensão de concluir coisa alguma. E, mais que isto, se estamos numa concepção em que a certeza é uma coisa incerta e as respostas não são nada mais que artigos de um luxo vazio, temos que nos apegar no fato de que nada é definitivo, conclusivo, nada é mais líquido e certo.

A partir de agora temos que encarar qualquer trabalho acadêmico, qualquer reportagem, como um caminho que se inicia numa estrada aberta a mil possibilidades, mudanças, reavaliações, mudanças de rota, de pensamento. As conclusões serão, daqui pra frente, apenas questionamentos para pesquisadores futuros partirem de novos pontos, ajudando, mais que querendo resolver sozinho, a evolução do conhecimento, por mais que seja repleta de idas e vindas, avanços e revezes.

Enfim, o que pude perceber neste primeiro semestre durante a disciplina “Signo da Relação” com a professora Cremilda é que tudo está apenas começando e não tem nada melhor do que o frescor da novidade o tempo todo, mais do que a dura e fria certeza que nos mantém inertes, sem nada produzir, já que tudo está pronto em alguma fôrma e é só copiar – verdadeiro “carma” deste novo século. Temos, no fim das contas, uma estrada sem fim pela frente. Agora não mais de apenas uma reta só, mas sim de vários caminhos alternativos que podem nos levar a diversas formas de conhecimento.

7. Bibliografia

BARROS, Ana Taís Martins Portanova. O jornalismo afetivo: por uma superação da dicotomia entre real e imaginário. São Paulo, 2000. Trabalho final da disciplina “Fundamentos metodológicos do conhecimento científico” – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo.

INNERARITY, Daniel. A transformação da política. Lisboa: Teorema, 2002.

MEDINA, Cremilda. A arte de tecer o presente, narrativa e cotidiano. São Paulo: Summus Editorial, 2003.

MEDINA, Cremilda. Aventuras e desventuras do paradigma em crise. São Paulo, s/d.

MEDINA, Cremilda. Ciência e Jornalismo, da herança positivista ao diálogo dos afetos. São Paulo: Summus Editorial, 2008.

MEDINA, Sinval. Riquezas e injustiças do Brasil. In: NOVO PACTO DA CIÊNCIA. Planeta Inquieto – direito ao século XXI, São Paulo: ECA/USP, 1998.

OSPINA, William. La decadencia de los dragones. Bogotá: Alfaguara, 2006.

PRIGOGINE, Ilya. O fim das certezas. São Paulo: Editora Unesp, 1996.

RESTREPO, Luis Carlos. O direito à ternura. Petrópolis: Vozes, 2001.

Texto em partes

1. Introdução

2. Paradigmas em crise

3. Cultura dentro de um projeto

4. Caminhos e descaminhos no projeto de pesquisa

5. A política de Innerarity

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  1. 18/08/2009 às 8:01 PM

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