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Caminhos alternativos para uma estrada sem fim

Olá.

Começo hoje um novo especial. Vou publicar em pílulas um texto que escrevi como conclusão da disciplina “Signo da Relação”, da professora Cremilda Medina. Traço um roteiro de todo o curso e a influência deste com meu projeto de pesquisa.

A primeira que posto é a introdução. Amanhã publico o item 2. Paradigmas em crise.

  1. Introdução

A dificuldade em produzir este relatório final da disciplina reflete a complexidade em andar cada passo, devagarinho, pela estrada aberta pela professora Cremilda Medina aos seus alunos neste primeiro semestre de 2009.

Em princípio, desceu uma verdadeira avalanche de teorias virgens para nosso conhecimento sobre a grossa parede de conceito armado por anos de ensinamentos voltados apenas ao positivismo e à razão de Déscartes, deixando este espectro de jornalista tonto nas aulas iniciais, sem conseguir conectar uma idéia à outra. E é essa a primeira lição da Cremilda: não descartar, sem trocadilhos, as contribuições lógicas e racionais, mas aliá-la com as teorias que dão conta de que é possível inserir a sensibilidade e a emoção humanas tanto na construção jornalística, quanto na academia, colocando pitadas de poesia, literatura, numa busca para enxergar a cultura por trás de cada poro noticioso/pesquisável.

Após o susto, começamos a engatinhar nos conceitos, debatê-los e a tentar colocá-los em prática, no dia a dia, no trabalho, na academia, na vida, enfim. E é um caminho sem fim, sem certezas, sem respostas certas, ou erradas, apenas direções distintas, diversas, caminhos que tentam compreender o que estamos vivendo, sem a pretensão de responder tudo, de definir coisas, matematizar sentimentos. Ao cabo deste curso, a sensação que fica é que temos muito trabalho pela frente, que desconstruir séculos de um concreto apodrecido por dentro pelo tempo, mas firme nas aparências, não é apenas uma tarefa de um curso, de uma pesquisa, mas sim o trabalho de toda uma vida, como exemplifica a professora Cremilda com sua trajetória.

E a proposta deste trabalho final é justamente a de relatar a primeira parte da viagem que realizamos por uma estrada iluminada por diversas cores e não monocromática, como éramos acostumados. O objetivo neste trabalho, portanto é traçar uma rota que tem a primeira estação as primeiras aulas e a tomada de conhecimento dos paradigmas em crise e as outras possibilidades, desconhecidas de muitos de nós até então. Depois de alguns passos, enveredar pela importância da cultura dentro do processo da construção do conhecimento: mais do que uma simples vertente do jornalismo ou de linha de pesquisa, um elemento central em todos os aspectos.

Na sequência, uma reflexão sobre o andamento da pesquisa em cima do que foi absorvido e questionado durante o curso. Por fim, uma tentativa de aproveitar as contribuições de Innerarity a respeito da política para nossa produção acadêmica, numa conseqüente busca de dar alguma direção para a pesquisa, coerente com tudo o que foi vivido neste produtivo período, salientando que esta viagem não acaba com o fim do curso, ela apenas começa.

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  1. 11/08/2009 às 9:22 AM

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