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Archive for julho \30\UTC 2009

Notas e mais notas

Olá pessoal. Desculpem o sumiço, muita correria pra fechar o trabalho final da professora Cremilda e uma forte gripe que me pegou esta semana pós-folga e me deixou de quarentena em casa. Hoje vamos de notas!

– A grande notícia de hoje foi a medalha de ouro de César Cielo nos 100 metros no mundial de natação em Roma, com direito a recorde mundial, com 46,91 segundos. É o herói nacional de um país tão carente de bons atletas em profusão vencendo. Quando surge um, esquece-se a dificuldade que este chegou até ali e os outros que estão batalhando e podem não consseguir medalhas, mas levam o nome e a bandeira do Brasil pelo mundo. A crítica é: mais investimento e fiscalização dessa verba para aumentar os bons resultados e que não sejam raros.

– Já a mega notícia de ontem foi o anúncio pela Ferrari de que Schumacher vai correr enquanto Felipe Massa não se recupera do acidente da última corrida. Foi o assunto do dia, o Twitter passou a tarde só com mensagens sobre o tema, felicitações de todos os lados por verem a lenda de volta às pistas. Realmente foi uma boa sacada da Ferrari, que vai agitar o GP de Valência. Para Schumacher pode ser uma fria, já que não corre há 2 anos e meio e não tem mais o que provar pra ninguém, mas sabe como é fã, se for um fiasco, pode sujar a imagem. Na verdade, eu acho que algum possível fracasso não muda nada, já que ele volta como atração apenas. Mas, como o alemão é competitivo, os adversários que se cuidem!

– Mas isso se o Massa deixar né? Ao receber a notícia ontem comentou: “Isso se eu não correr, né?” Ou seja, o cara quer saber é de recuperar e correr logo, como disse seu médico particular hoje. Não sei se em Valência, nem prova seguinte que será logo uma semana depois, mas nas outras 5 é bem provável. Tudo vai depender da evolução do quadro clínico do piloto e de possíveis sequelas ou mesmo dores que podem afetar o processo de recuperação.

– Li no UOL “Brasil e Espanha pedem informações sobre possíveis bases dos EUA na Colômbia”, mostrando toda a insatisfação de ambos os países com o aumento de bases militares na região. Oras, mas só agora, muchacho? Os EUA injetam há séculos verba na Colômbia para combater o terror e as drogas (o lema é esse) e não vão ter nenhuma contrapartida? É o farol, os olhos dos EUA na América do Sul e é mais que vital que o Brasil volte sua atenção para a movimentação da Colômbia, para, no mínimo, tentar frear a influência estadunidense no país. Mas enquanto Uribe for presidente, isso vai ser difícil mesmo, reconheço. É preciso uma mudança interna para promover um câmbio externo.

– Hoje Lula disse que o que ocorre no Senado não é problema dele. Aí o Noblat no Twitter colocou assim: “Se não é p q se mete? P q tenta enquadrar o PT para q apoie Sarney? Lorota pura”. Vou dizer o que, né? pensei que o Noblat ia dizer algo tipo “então, se o Senado não é com o presidente, é com quem?”, mas a resposta foi ainda melhor. E completou com a reflexão de que os 80% de aprovação pelo povo permitem que ele solte mentiras por aí sem problemas. É, já dizia Nélson Rodrigues: ” a unanimidade é burra”. E o governo Lula no trato político interno é um fiasco, um fiapo que se enrosca a cada dia mais num dente podre chamado Legislativo.

De volta

Olá pessoal.

Após quatro dias de folga aproveitadas em um tranquilo e saboroso passeio pela gélida, mas bela, Porto Alegre, estou de volta à São Paulo para continuar a caminhada.

Prazo esgotando para a entrega de trabalho da profa. Cremilda Medina, serviços em profusão, projetos acelerando e uma ótima novidade que vou tratar aqui com mais calma em breve.

Espero que todos estejam bem.

Volto ainda hoje com um post fresquinho.

Até mais.

Texto sobre o Orkut no Mobilefest

Publico aqui hoje um texto que fiz há pouco tempo para o Mobilefest sobre o  fenômeno do Orkut no Brasil e as centenas de comunidades orkutianas que tratam de temas ligados ao escopo do festival, tais como tecnologias móveis, mobilidade, celulares, iphones, 3G, etc.

É um texto simples, não uma reportagem, já que o foco do site é institucional, mas que dá um panorama geral sobre o Orkut no Brasil e sobre as tais comunidades, mapeadas e listadas ao fim do texto, numa tentativa de criar um vínculo entre o Mobilefest e todo esse pessoal que está pensando essas temáaticas semelhantes e pode interagir e até participar do festival.

Para ler o texto, clique aqui.

Paranapiacaba

Tradicional vista do relógio e da estação dde trem de Paranapiacaba

Tradicional vista do relógio e da estação de trem de Paranapiacaba - Santo André - SP - 19.07.09

Nesta época friorenta vale a pena uma foto que simboliza esse frio todo que estamos sentindo. E, nada melhor, que alguns cliques da vila inglesa de Paranapiacaba, local que realiza, anualmente, um Festival de Inverno (este ano conclue-se sua nona edição), com música, apresentações artísticas, comida, bebida, artesanato, além da neblina e do frio característicos de uma região que se dirige à serra paulista, no caminho para o mar.

Paranapiacaba é uma antiga vila inglesa do fim do século XIX, construída para abrigar operários e chefes da construção da linha férrea que liga o interior paulista até Santos, para transporte de cargas, principalmente. Inglesa porque a companhia que construiu a linha era desta nacionalidade, e, portanto, boa parte de seus funcionários possuem esta origem.

Situado aparentemente num vale, o  lugar é agradabilíssimo, de temperatura baixa nessa época do ano, com umidade elevadíssima, tornando a garoa muito comum durante o dia, bem como a neblina, que fecha qualquer visão mais distante. E com esse festival atraindo público, aumentam as opções turísticas da vila, além de passeios de trilhas e outras atividades mais radicais.

Curiosidade: é possível também dormir nas pousadas de lá, que, na verdade, são as casas de construção inglesa cedidas pelos moradores, no esquema “bed and breakfast”, em que você tem um quarto e o café da manhã inclusos.

Enfim, Paranapiacaba é um ótimo ponto de visitação que, a cada ano é mais conhecido, mas poderia ser ainda melhor aproveitado pelo público, pois suas belezas são diversas.

Linha do trem à noite; frio intenso na vila inglesa - Santo André - SP - 19.07.09

Linha do trem à noite; frio intenso na vila inglesa - Santo André - SP - 19.07.09

Invenções de quem viveu Ilusões

– Olá! Como vai? Que surpresa topar contigo por essas bandas…

– Eu vou bem, e você?

– Ah, estou bem. Estou indo ali na locadora agora. E você, o que faz por aqui?
– Nada. Estou voltando da casa de uma amiga e vou aproveitar e ir na padaria comprar uns pães.

– Como andam as coisas contigo? Faz tempo que não nos falamos…
– É, correria né? Casa-trabalho-faculdade-casa. Quase tou sem tempo de sair pra balada.
– Ah tá. Eu já num tenho muito o que dizer. A não ser que estava pensando em me mudar.
– Sério? Vai pra onde?

– Curitiba, talvez. Tou vendo isso ainda, não é muito certo não. Mas preciso me encontrar.

– Bem, er… é verdade, está certo. Espero que fique tudo bem com você então. Bom, eu tenho que ir. O pessoal em casa deve estar preocupado. Foi bom te ver, até logo.

– Tudo bem então, o jeito é aproveitar esse frio e ir pra casa. Legal te reencontrar também, até.

E enquanto a moça se distanciava, uma lágrima gelada caia do rosto do jovem Bernardo, que via todo o seu esforço em vida e amor sumindo na esquina da rua 14.

Lembranças de uma mente atordoada

Nisso, volta-se ele para seu mundo. Lembra-se que iria para a locadora, mas já sem vontade, preferiu prosseguir a caminhada por seu bairro calmo e silencioso, ainda mais naquele dia em que o frio se fazia presente.

Prostrou-se em frente a uma casa antiga, cheia de árvores, destacando o verde por conta da fina chuva que caía naquela manhã. Ficou olhando a entrada da casa por horas a fio, sem notar as pessoas que caminhavam com ar estranho e curioso, ávidas por saber o que aquele rapaz tanto enxergava naquela velha morada caindo aos pedaços.

Bem, isso na visão dos transeuntes, pois para Bernardo, aquela residência contava-lhe a vida, boa parte de uma existência que ele próprio não sabia se valia mais a pena. Principalmente pelos últimos cinco anos, em que apenas sobreviveu do parco oxigênio de lembranças vividas em épocas totalmente distintas e distantes daquela manhã garoenta.

Parecia um filme épico, em ambiente medieval, com toda pompa e circunstância que merecia uma história como a da vida daquele jovem. As imagens corriam-lhe os olhos com uma velocidade estonteante, mas com uma riqueza de pormenores que impressionaria qualquer escritor. Um filme, um livro, uma história, um recorte de tempo entre o nascimento e àquele momento de relembranças. Tudo pela enésima vez. Sim, aquela pobre alma se prendera em uma janela temporal, noutra dimensão, remoendo seu pretérito como se pudesse, com isso, trazê-lo de volta, com uma energia que não se vê em outras situações da vida do pobre garoto.

Pessoas alegres, festas, família, tudo presente e vivendo harmoniosamente, muito diferente do que o quadro desesperador de um Van Gogh que se pintava naqueles dias tristes e frios. Ele tinha amor, tinha paz, tinha a felicidade em seus braços, possuía tudo e era bondoso com o que recebia, sem se deixar levar pelo labirinto da presunção que o poderia embrenhá-lo na floresta da escuridão. E, em meio a esses pensamentos do passado, se perguntava: “porque eu perdi tudo isso? O que eu fiz de errado para ser como sou hoje?”. Bem, perguntas perspicazes, afinal, neste dia ele não passava de um farrapo humano, a perambular inerte e inofensivo pelas ruas de sua vila.

Mas o que Bernardo não percebera, era o fato de que essas respostas encontravam-se diante de seus olhos lacrimejantes. O que ele nunca notaria era o fato de que tudo aquilo foi um sonho, uma mentira muda de sua mente atordoada. E, quando começou a entender o que se passara com seus últimos anos, foi-se tudo em um passe de mágica e aí sim ele começou a viver a realidade, algo completamente vazio e sem perspectivas, como aliás sempre foi sua vida. Tudo aquilo que pensara ter virou areia e dissipou-se no mar da insanidade. Os últimos cinco anos passaram-se de memórias delirantes que nunca haviam ocorrido.

No entanto, preferia ele mil vezes “relembrar” tais fantasias, que, no entanto, faziam mais sentido em sua mente, do que admitir que tudo não passou de ilusão e sua existência se resumia a um total fracasso. Não restava mais nada a não ser vagar inútil e inexpressivo pelas ruas, não-vivendo os dias que se passavam, até apresentar-se a insaciável morte do espírito, este que tanto lhe gritava a manter-se em pé, mas que não possuía influência alguma em seus loucos devaneios.

* Escrito em 2004.

Embarque pelo portão…

Se nada deu errado, neste exato momento, (às 6h20 da manhã, quando este post foi ao ar) embarco para Porto Alegre, para quatro dias de passeio e descanso. Volto à São Paulo na segunda-feira à noite. São poucos dias, mas serão valiosos para o resto do ano. É preciso descansar para prosseguir a árdua caminhada na qual estou envolvido este ano e nos próximos dois, ao menos.

Quem fica não se desespere, pois o blog não ficará desatualizado neste período. Deixei agendado alguns conteúdos interessantes para diverti-los durante a minha folga, que entrarão aos poucos até segunda-feira. E, claro, assim que eu voltar, conto como foi a viagem e, na próxima seção Fotografia pós-viagem, trago algumas preciosidades digitais para este espaço.

Bom fim de semana a todos e até semana que vem.

Dia de notas

Olá pessoal. Correndo para concluir todas as pendências. Enquanto isso, como diria Flávio Gomes: “Gira Mondo, Gira”! Vamos às notas:

– A previsão do tempo não é nada animadora na Região Sul e Sudeste. E aí pra cima, pessoal, a chance de esquentar é melhor? Li que em São Paulo vai chover e em Porto Alegre vai até gear! Cruzes!

– Agora, algo surreal: “Brasil denuncia Reino Unido por envio de lixo tóxico”. Sim, é este o título da Folha On Line. Incrível, não? Um verdadeiro absurdo: “Nos últimos meses, 48 contêineres com resíduos como pilhas, seringas, banheiros químicos e fraldas chegaram ao Rio Grande do Sul e estão parados em Caxias do Sul e Rio Grande. Outros 41 foram mandados ao porto de Santos (SP). A Polícia Federal investiga o caso –o Reino Unido já aceitou receber o material de volta”. As empresas que importaram esta verdadeira droga alegaram ter fechado negócio com material para reciclagem e que as empresas britânicas enviaram esse monte de lixo tóxico. Mal dá pra acreditar nesse tipo de notícia. Depois, quando você ouve numa aula que a água do Rio Amazonas é traficada em navios europeus, você ainda duvida. Solidariedade? Zero. O que importa é explorar uns aos outros e degradar o que for possível, mas bem longe de seu quintal. Dúvida? Procure saber o quanto a China investe na África. E não é pra ajudar seus “irmãos”. Recursos naturais é o objetivo. Tem horas que ser humano, e viver, dá nojo.

– “Com aumento nos casos de gripe suína, três Estados discutem adiar volta às aulas”. Quer saber quais são os estados? São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ebaaaaaaa! Muitos vão dizer. É, o clima de alarde e desespero na população começa a ser dado. Logo vamos ver pessoas com medo, correndo como loucas pra dentro de suas casas, ruas vazias, por causa de um raio de um vírus que mata menos que dengue, febre amarela, etc. Para ver o “mapa da doença no país”, clique aqui. De onde é? Pra ter esse título, só pode ser da Folha, claro.

– “Apoio de Lula a Sarney é vergonhoso, diz presidente do PT do Maranhão”. Finalmente alguém aparece para dizer o óbvio. Pena que é alguém fora do metiê e que foi deixado de lado por Lula em visitas pelo país. Mas enquanto os líderes nacionais enfiam, mais uma vez, o rabo entre as pernas, em nome do projeto do PT de governar o país (não importando em se locupletar do capitalismo mama-no-Estado que vivemos), alguém dentro do partido ainda tem vergonha na cara, ao menos, para criticar. “‘As lideranças nacionais estão evitando fazer críticas ao presidente Lula. Mas não tem como dizer de outro jeito: esse apoio é uma vergonha’, disse Dutra em entrevista por telefone. ‘Temos um presidente com 80% de popularidade. Temos um partido com 30% de preferência, o segundo colocado tem 8%. E aí, depois de sete anos de governo bem avaliado, a gente tem de pedir esmola para o Sarney? Não tem'”. Se bobear, ele vai ser expulso do partido ou sofrer uma moção, uma espécie de reprimenda, como é de praxe do espectro distorcido de centralismo democrático leninista que mal existe no PT.

– “Com Selic a 8,75%, poucos fundos batem rendimento da poupança”. Daqui a pouco vão começar a reclamar que a taxa de juros está caindo demais. Só no Brasil mesmo. Quando começam essas notícias ciscando na imprens, é porque vem crítica. Imploraram durante todo o governo Lula de que tinha que derrubar a taxa de juros elevada ao nível do absurdo durante o governo FHC, e agora ensaiam a contra-ofensiva. Bom para quem tem poupança, afinal de contas. Ruim para quem quer investir em fundos, já que os bancos não se mexem para atrair as pessoas, só querem dinheiro fácil, mais ainda. Mas são alternativas que o mercado vai ter de se adequar no cenário próximo, se nada catastrófico ocorrer. Mas precisa cair ainda mais essa taxa. mas não só esta, a dos bancos, a do cheque especial e muitas outras, que os bancos demoram para baixar, mesmo que a taxa-base seja reduzida pelo governo federal. A pressão deve ser mais forte a partir de agora nos bancos.

– “Mediador da crise de Honduras propõe que presidente deposto volte ao cargo na sexta-feira”. Esclarecendo a manchete da Folha: o mediador em questão é o presidente da Costa Rica, Óscar Árias. O presidente deposto Manuel Zelaya promete voltar à Honduras até sexta, clamando por uma guerra civil já em curso do povo contra os golpistas. Sem querer ser hipócrita ou pseudo-bonzinho: que os partidários de Zelaya consigam tomar o poder de volta, depondo essa oligarquia de empresários, burocratas da Justiça e militares. Se for via derramamento de sangue, que seja, já que a comunidade internacional não faz nada além de não reconhecer o governo interino de Roberto Micheletti e cortar algumas ajudas. A interferência deve ser maior, mas ninguém se mexe. E como os golpistas já disseram que não negociam a volta de Zelaya, que aceitou todas as condições da mediação, que a volta do governo de direito ocorra e que a vitória aconteça. Sem discursos diplomáticos, pois aqui não é o Itamaraty.

Até amanhã.

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