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Anatel suspende venda de banda larga em SP

Como se sabe, a Agência Nacional de Telecomunicações Anatel publicou no Diário Oficial na última segunda-feira (22) uma notificaçãao que proíbe a Telefônica em vender seu serviço de banda larga, conhecido como Speedy, para todo o Estado de São Paulo, que é onde a empresa atua.

A causa foram as quatro panes ocorridas no serviço só neste semestre, prejudicando milhares de pessoas, que ficaram sem acessar a banda larga e tiveram que recorrer à conexão discada ou, simplesmente, aguardar o retorno do sistema.

Eu mesmo sofri isso em três oportunidades, tendo uma em que fiquei uma semana quase sem banda larga. Usei a conexão discada e ainda me oobraram por ela, dando, por outro lado, um desconto ridículo por apenas algumas horas de pane no serviço.

Voltando ao desdobramento do fato. Apesar da notificação ter sido publicada no Diário Oficial, a Telefônica parou de vender o Speedy somente às 0h da terça-feira (23), alegando que teria que ser notificada oficialmente, o que ocorreu às 18h da segunda. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) encaminhou carta à Anatel reclamando de tal descumprimento, que poderia acarretar uma multa de 15 milhões de reais mais mil reais a cada nova venda.

O presidente da operadora, Antônio Carlos Valente, que, curiosamente, foi vice-presidente da Anatel entre 2001 e 2004, foi à Brasília e ameaçou com demissão de 20 mil pessoas devido à medida, o que fez o ministro das Comunicações, Hélio Costa, entrar na história, mostrando ser contrário à medida da agência reulgadora, pedir que a medida seja flexibilizada, revista, em reuniões com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.

À parte o jogo de interesses, a Telefônica precisará apresentar, em até 30 dias, um plano de ação que inclua medidas de planejamento de contingência, gerenciamento de mudanças, implementação de redundância de redes e sistemas críticos, planejamento operacional e cronograma correspondente, como informa comunicado divulgado pela Telefônica na última terça-feira. Detalhe: este plano precisará ser aprovado pela Anatel. Até lá, a suspensão das vendas do Speedy seguem e serão motivo de investigação da agência, que quer saber quais são as causas dessas panes.

Em princípio, a Telefônica entrou com um pedido de efeito suspensivo contra a medida. No entanto, o discurso de crítica e ameaças dos primeiros dias mudou para um tom maior de aceitação em relação ao problema, numa busca para resolvê-lo. Em nota enviada ontem (25) à imprensa, a operadora “descarta totalmente” recorrer à Justiça contra a decisão e se mobiliza para apresentar o plano de ações para melhorar seus serviços de banda larga.

A Telefônica tem hoje cerca de 2,6 milhões de usuários do Speedy no Estado de São Paulo. As novas assinaturas alcançaram a marca de 100 mil no primeiro trimestre, segundo a empresa de consultoria Teleco.

Reunião*

Os citados presidentes da Telefônica e da Anatel se reuniram hoje, em que a operadora apresentou um plano informando as medidas que a empresa pretende tomar, num prazo de 30 dias, para melhorar o serviço de banda larga Speedy. Serão gastos, em três etapas, um total de R$ 70 milhões. Para ler mais sobre, clique aqui e aqui.

* Informação atualizada às 20h35.

Com Uol, Folha On Line, Agência Estado e Reuters

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