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Reflexões

Olá.

Hoje publico um texto feito a partir de algumas leituras das aulas da professora Cremilda Medina. Claro, sempre ela para motivar que escrevamos coisas diferentes, que reflitamos mais que o costumeiro. Vou sentir saudade dessas instigantes aulas…

Reflexões acerca do texto de Sinval Medina “Riquezas e injustiças do Brasil”

O texto do Sinval Medina provoca quem produz, seja jornalista, escritor, acadêmico, pesquisador, estudante, a transcender as amarras cartesianas da precisão objetiva e sisuda do texto elaborado normalmente. Não que não haja objetividade ou seriedade no texto do escritor citado, tem até pelo tema ser bastante complexo, mas a forma é sem fôrmas, sem fórmulas, sem padrões pré-estabelecidos, dando vazão à intuição criadora, ao sorriso nas frases, brincando enquanto trata de assunto duro, sem ser jocoso ou inoportuno.

Isso fica claro quando ele lança mão de expressões como a formidável “onde o carro pega…” ou “…conversalhada fiada” (que o corretor ortográfico do editor de texto marca como inexistente ou como um erro), proporcionam momentos de descontração, sem tirar o foco quanto ao que pretende: refletir as mazelas de três países dentro de um único Brasil e o quê fazer quanto a isto. Porém, a partir de um texto solto, que não busca responder, explicar, mas sim perguntar, compreender. Ou, ainda menos, apenas levantar a discussão, também se colocando como um ser perdido diante do atual momento do capitalismo, em que a globalização parece inexorável, enquanto a alternativa socialista já não mais pode ser levada a sério.

Ao cunhar a Holambra, o Brasiguai (que se tornou real com os ciudadanos brasiguaios que pularam a fronteira rumo ao vizinho) e Periferistão (bela referência aos grotões tão malditos pela elite holambresa), Sinval Medina desafia nossas mentes a serem mais que manuais científicos, jornalísticos, acadêmicos. Ele nos impele a jogar no caldo intelectual de uma construção textual um pouco do tempero brasileiro, de nossa identidade e olhar próprios em relação ao que observamos e vivemos. Ele conclama, enfim, que sejamos mais que os normais. Menos bestas, mais bestiais. Mas sem sermos geniais, pois, como ele disse em conversa na aula passada, os gênios não existem.

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