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Archive for maio \31\UTC 2009

Um lugar qualquer…

Uma passagem perdida no centro do Rio de Janeiro - RJ - 18.08.07

Uma passagem perdida no centro do Rio de Janeiro - RJ - 18.08.07

Tava aqui procurando uma imagem para postar hoje que não fosse tão complexa para explicar, pois a preguiça impera neste domingo à tarde. Eis que achei esta maravilhosa passagem, de fachadas simples, em algum lugar do centro do Rio de Janeiro.

Confesso não me lembrar o quê especificamente é, mas talvez, se a memória não está falha, minha amiga Paula disse haver alguma concentração de pessoas, algum bar que tocava alguma música. Ou talvez era outro lugar e eu só tirei a foto porque achei bonito. Pelo sim, pelo não, a foto tem um quê de domingo à tarde, apesar de ter sido tirada em um sábado. E revela uma beleza e uma calma difíceis de explicar. Nem precisa. O melhor é observar e absorver todos os seus detalhes. Boa semana.

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Aniversário

Chegou o dia.

Eu ia divulgar isso aqui antes, mas acabei não fazendo – a explicação do sumiço você lê aqui. Terça-feira última vez fiz aniversário e eu decidi, ao contrário do que normalmente não faço, comemorar em algum lugar e juntar o máximo de amigos que queiram ir.

E será hoje, a partir das 19h30, no Almeida’s Moto Bar, um lugar pequeno, simples, mas muito agradável, que fica na região central de São Paulo. Um ex-reduto de comunista na época da ditadura que guarda muitas histórias de seu dono, que viajou pelo mundo de moto e registrou nas paredes de seu estabelecimento fotos dessa viagem maluca.

Para você ter uma idéia de como o lugar é aconchegante e familiar, as mesas e cadeiras são feitas de árvores e no formato dos troncos, dando um clima todo especial.

O som que rola é sempre rock e ainda o Almeida vai deixar que eu escolha a trilha. Para quem não conhece meu gosto musical, só vai rolar rock nos alto-falantes! Qual? Inglês, estadunidense, brasileiro, velharia, clássicos, pesadas, baladas, e até música latina.

Quanto a gastronomia, o bar tem lá os petiscos costumeiros, mandioca e batata frita são ótimas, mas o destaque mesmo vai para de os caldos quentes, ideais para este friozinho paulistano de meio do ano. Caldo verde, caldo de feijão, caldo de mocotó, vaca atolada, entre outros, servidos numa cuia de madeira e colher de pau! É uma experiência única, quase tribal, dividir a cuia de sopa/caldo com os amigos.

Se alguém ainda ver isso a tempo e estiver afim de ir, está mais que convidado(a). Abaixo segue o serviço (hehe):

Almeida’s Moto Bar
30 de maio, a partir das 19h30 (o lugar fecha a 1h, por causa do Psiu)
Rua Humaitá, 134, perto do metrô São Joaquim – Bela Vista
Telefones: 3115-0242/9518-7698

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Notas de um front abandonado

Em primeiro lugar, eu gostaria de pedir desculpas pelo sumiço esta semana. E não dá nem para dizer que é por conta de muito trabalho. Até é, um pouco. Mas a USP tá em greve ainda, o que me tira um pouco da concentração rotineira de ir lá e organizar meu tempo de estudos por lá mesmo.

Estou trabalhando ainda naquele artigo que comentei semana passada; em breve vou ter uma prova em que eu já estou lendo umas coisas e organizando a semana de estudos; desenvolvo com um amigo um projeto bacana, mas longo e penoso; e prossigo no Mobilefest, desenvolvendo coisas interessantes, ajudando a erguer um projeto que já consigo botar fé, ou seja, já começo a me imaginar dentro odo processo. E isso é bom, para mim e para eles. Vai ser uma fase interessante e produtiva.

Enfim, as coisas parecem estar caminhando positivamente, desanuviando o horizonte como há muito não se via, por mais que as coisas já estejam se encaixando há alguns meses.

Em segundo lugar, gostaria de agradecer as visitas, pois, mesmo nesse maior hiato da curta história deste blog, tive um número razoável de visitantes no blog, levando-se em conta que hoje é mais um espaço para amigos, que são os que conhecem o endereço. O que só piora minha faltta e aumenta meus pedidos de desculpas, já que alguns procuraram saber o que eu andava fazendo, pensando, escrevendo…

Mas para não ficar só em um post de desculpas, abaixo deste eu publiquei um conto que escrevi ano passado, com pouco tempo de moradia no centro, o oque, pra mim, é simbólico daquele período de adaptação. É curto, simples, direto. Por isso acho-o bacana. Mas não é nada de especial, poético, fantástico. É só um texto que revela uma certa confusão àquela época. Vital, não? Afinal de contas, a nossa vida é uma eterna confusão, com idas e vindas malucas. O bom é que essas confusões e doidices são boas às vezes.

Me despeço ao som de The Smiths, propício nesta noite fria de sexta-feira em São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro, segundo um amigo, chove aos cântaros. O Brasil é mesmo algo diferente.

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Uma noite qualquer

Acendeu o cigarro, pegou o cinzeiro e foi para a varanda. A vista contemplava o cenário qualquer de uma grande metrópole, com arranha-céus irrompendo a cor negra daquela noite. Algumas luzes acesas de escritórios vazios depois do turno de trabalho. Não dava para ver a rua, apenas paredes de concreto como vizinho. Ouvia-se, no entanto, o barulho ensurdecedor de motos e carros rasgando o caminho, num rugido alto e surdo.

Deu mais uma tragada no cigarro e voltou-se para o quarto desarrumado, evidenciando mais uma noite qualquer com uma mulher qualquer. Não havia luz, devido à forte chuva da última hora. Foi ao banheiro, jogou água no rosto e tentou ver-se no espelho escuro, que refletia apenas uma sombra esfumaçada.

Estava perdido em pensamentos desconexos, sem conseguir concatenar uma idéia sequer desde o início da chuva, quando sua parceira fora embora, depois de mais uma noite de sexo sem compromisso. Sentia-se confuso. Ainda mais estranho por não compreender o que sentia naquele instante. Um completo nada lhe preenchia, deixando a mente com um turbilhão de sensações esparsas.

Acendeu outro cigarro e voltou-se para a varanda, como que a buscar uma resposta naquela madrugada carrancuda. Começara a garoar. Uma ansiedade passou a lhe atormentar o espírito, como que desejando algo que não podia esperar um segundo sequer. Queria ligar o som para ouvir alguma música, mas a falta de energia elétrica o exasperava por completo.

Passou a lembrar da última semana, em que trabalhara num projeto importante, mas que pouca vontade lhe dava em participar. Aquilo o deixava mal, sem gana de prosseguir. Preferia jogar tudo para o alto e seguir seu instinto, seu sonho, seu coração. Seria loucura fazer isso? Em resposta, recordava as palavras de um amigo, perdidas ao vento, sobre sua procura sem sentido por algo que nem sabia ao que era. Que aquilo poderia lhe fazer mal um dia, querendo achar alguma coisa que estaria longe da sua real necessidade, indo em direção a uma estrada sem destino.

Refletia sobre a veracidade daquele raciocínio, mas não queria mais a razão do seu lado. Pelo menos não naqueles dias. Preferia seguir qualquer coisa que o fizesse fugir daquele esquema cotidiano irritantemente rotineiro, reto, igual. Estava cansado de ter de tomar decisões preso a várias alças que não o permitiam ser livre de verdade. Queria voar, mas possuía responsabilidades a cumprir. Queria viajar, mas não tinha dinheiro. Queria amar, mas não tinha a quem compartilhar tal sentimento. Queria chorar, mas não encontrava motivo.

Foi então que deu um estalo dentro de si. Vestiu-se, acendeu outro cigarro e caminhou em direção à porta. Trancou-a, desceu os quatorze andares pelas escadas, acenou ao porteiro do condomínio e saiu pela calçada sem deixar rastros, no mesmo momento em que a energia voltara. Não havia percebido que deixara a luz do quarto acesa antes do blackout. Muito menos que largara o caminho dos sonhos num local distante de atingi-los agora.

Escrito em 24/02/2008.

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Jardim Botânico de Curitiba

Pôr do sol no Jardim Botânico - Curitiba - PR - 15.06.07

Pôr do sol no Jardim Botânico - Curitiba - PR - 15.06.07

Junho de 2007, por volta das 9h da manhã. Eu chego na produtora onde eu trabalhava na época e vejo uma movimentação na recepção, em frente ao computador. Ali mesmo o Márcio me interpela:

– A Gol tá com promoção em passagem, e o pessoal tá pensando em ir pra Curitiba.

– Quem vai?

– Eu, o Junior e a Ione. Vamos?

– Ah, vamos sim.

E assim marcamos a viagem, que seria minha segunda visita turística àquela cidade. Isso porque havia ido várias outras vezes, mas a trabalho e somente por um dia. Ea  primeira foi em janeiro do mesmo ano, quando eu passei cinco dias ali, sozinho, quando conheci um companheiro jornalista que mora lá, o Luiz Rebinski – que tá com uma entrevista na Brasileiros. Eu sempre quis ir à Curitiba e, uma oportunidade de voltar lá, apenas seis meses depois? Aceitei no ato.

Pegamos dois dias de folga na produtora e ficamos de sexta à segunda. Foi bem bacana, mesmo passando por lugares turísticos que eu já conhecia. Mas deu para ver outros e reencontrar meu parceiro curitibano para umas cervejas no Centro Histórico e um futebolzinho pela TV no fim de tarde com amigos dele, regado a um churrasco de apartamento e a mais cervejas – que renderam na volta uma cochilada no ônibus que me fez parar nos limites de Curitiba e, depois, um trabalhão para voltar para o hotel.

Mas falando da foto, ela foi tirada logo no nosso primeiro dia de visita, quando passamos, entre outros lugares, pelo maravilhoso Jardim Botânico. Um lugar realmente fantástico. A diferença entre janeiro e junho era de que no outono não haviam flores no jardim, proporcionando um cenário mais bucólico com o verde da grama. Mesmo assim, é um dos lugares mais belos do Brasil, um ambiente que alegra a alma, traz paz.

Até amanhã.

Compreender = abraçar

A aula de hoje da professora Cremilda Medina foi mais uma vez especial. Ela convidou o coordenador da pós-graduação da Cásper Líbero, professor Dimas Kunsch, seu ex-aluno, para falar sobre a importância da compreensão, tanto no jornalismo, na comunicação, quanto na produção científica, ao contrário da explicação, impregnada na mídia e na academia em geral.

Resumidamente, foi possível apreender que, mais que explicar alguma coisa, com as ferramentas argumentativas e objetivistas, é importante compreender as coisas, o ser humano, o mundo em que vivemos, enfim, tentar entender a complexidade na qual estamos inseridos, que impede que cerquemos algo num estudo e qualifiquemos, definindo o resultado daquilo como uma verdade absoluta.

Pois, como ele explanou, o que nos faz humanos é a busca, é o perguntar, mesmo sabendo que as principais dúvidas humanas não serão respondidas. Se encontrássemos a verdade, seríamos divindades, partindo do pressuposto de que há um deus e que nele está a verdade.

Teve uma coisa que me chamou a atenção novamente – pois eu havia lido o doutorado do professor, dedicado ao tema compreensão, intitulado “O Eixo da Incompreensão”, em que ele abordou a cobertura da imprensa brasileira sobre a última Guerra no Iraque – é a significação da palavra compreender (do latim comprehendere) que quer dizer “juntar”, “abraçar”, na qual ele acha mais atraente e eu concordo. Compreender é mais que decodificar algo, é interagir com o mundo, é respeitar as peculiaridades, perceber as multicausalidades, é, enfim, sair da arrogância racional que a tudo dualiza, divide, reparte. Como o professor Dimas disse: “Conhece melhor quem compreensivo é”.

E em relação à crítica entre racional e não-racional, que bate de frente com o dualismo citado acima, o professor trouxe a poesia “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar, que tenta traduzir essa divisão imposta a nós por nós mesmos, como se fôssemos duas coisas distintas. Enquanto que, em realidade, somos uma mistura indivisível de um todo maior do que partes quantificáveis.

Vale a pena a poesia, pela beleza e como contribuição para aprofundar esse pensamento. Até amanhã.

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte;
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

Notas ao vento…

Após uma semana voltada à Venezuela, esta semana iniciou meio braba, sem muitas coisas para tratar aqui. Sim, a semana começou meio morta. Não tive aula ontem (greve!), mas, ao menos, adiantei uns processos importantes – no momento certo, contarei.

Mas nesta terça apareceu uma bela tarefa. Na disciplina de Integração Econômica Regional temos que entregar um artigo e vou começar a mexer nele esta semana. Tive a sorte de receber um convite de uma colega de sala pra fazer junto, já que a temática de ambos era muito próxima, o que vai facilitar nosso trabalho, não é mesmo?

O tema? Bem, Venezuela! hehehe… Sendo mais direto, a importância dos processos integracionistas para esse país. Saí super empolgado da reunião que tivemos, acho que vai ser bem bacana a construção do texto. Sem falar da bagagem que a parceira tem sobre Venezuela, já que seu marido já estuda isso e eles já foram pra Venezuela pegar depoimentos, etc. Só tem a acrescentar!

Espero voltar em breve com mais novidades.

Mas antes de ir, quero agradecer a Kelly Nogueira, que fez uma propaganda do blog para o pessoal da aula da professora Cremilda. Muito obrigado pelas visitas!

Até amanhã.

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