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Zona Leste no Cinema!

Cinemateca Brasileira recebeu um grande público para a exibição do Face Leste (Foto: Theo Grahl)

Post escrito originalmente para o Blog da Bonita

A noite do dia 04 de maio vai ficar marcada para sempre na memória de toda a equipe da Bonita Produções e de todos os que participaram do projeto Face Leste. Ocorreu a primeira exibição em cinema do documentário na sala BNDES da Cinemateca Brasileira, situada na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. A apresentação aconteceu dentro do “Programa Primeira Exibição”, voltado para novos diretores.

A qualidade da obra acabada salta aos olhos ao ver o vídeo em HD, com uma projeção que só uma sala de cinema pode oferecer. Estrutura fantástica. Só faltou a pipoca!

Além do próprio público da Cinemateca, prestigiaram o evento amigos, familiares, parceiros e personagens que contribuíram com seus depoimentos ao projeto. O Fran, morador de Itaquera e que participa do livro e do vídeo, não só esteve presente como levou mãe, tia, filho e mais algumas senhoras e crianças que participam do seu projeto social AEC Kauê Itaquerense. Francisco Folco, do Memorial da Penha, que falou sobre o bairro no livro e no vídeo também marcou presença com sua esposa.

Aqui vale também um agradecimento especial à Dona Therezinha Cecília da Silva Lira, da Cidade Tiradentes, além de familiares e amigos pela presença no evento, mesmo com todo o transtorno provocado pelo ônibus quebrado e a chegada tardia à Cinemateca. Lamentamos muito, Dona Therezinha, mas agradecemos de coração a intenção e em breve estaremos na Cidade Tiradentes exibindo o documentário para vocês.

Falando em exibição, no dia 12 de maio voltaremos à Zona Leste para apresentar o documentário e distribuir livros, desta vez, na Favela da Vila Prudente. A exibição no Memorial da Penha foi adiada, em data a ser confirmada, provavelmente para o dia 19 de maio. Mais informações, clique aqui.

Curiosidade

Você sabia que o local onde hoje está a Cinemateca Brasileira era o Matadouro Municipal de São Paulo? Construído entre 1883 e 1887, seus galpões abasteceram de carnes toda a capital paulista até 1927. Tendo tido diversos outros usos a partir de então, só em 1992 que o antigo matadouro passou a abrigar filmes, sendo hoje o maior acervo da América Latina.

PT no divã

Começo hoje uma série de posts que pretendem retomar uma reflexão acerca das transformações sofridas pelo Partido dos Trabalhadores ao longo de sua história, em um momento em que o partido flerta com o Gilberto Kassab, do PSD, que representa (ou deveria representar) o seu oposto no espectro político, com o PT se vê obcecado à vencer as eleições paulistanas e paulistas, em 2014, a todo custo, para retirar o último baluarte e reduto tucano na eterna briga entre os partidos mais representativos do país.

Pelo que eu vejo e leio em alguns lugares, a percepção de críticos do partido é a de que o partido se afastou da sua identidade fundacional não hoje, nem em 2002, com a ampliação do arco de alianças e a Carta ao Povo Brasileiro, para levar as primeiras eleições presidenciais da história do partido. Trata-se de um movimento que ocorre desde os princípios do partido e é fruto de uma disputa interna por espaço que levou o grupo majoritário que ora está no poder do país ao controle do PT, e ao consequente expurgo e perseguição de quem se opunha radicalmente a essa transformação. Por isso, resolvi publicar neste espaço um livro-ensaio que fiz como Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo em 2004 no finado curso de Comunicação Social da Universidade Cruzeiro do Sul.  É preciso levar em conta os oito anos de distância da produção teórico-jornalística, o que impõe compreender o amadurecimento intelectual que ainda precisava àquele tempo, quando eu só tinha 22 anos. Mas, levando isso em conta, alguns pontos argumentativos e objetivos da análise atual estão ali, numa época que ninguém conseguia entender muito bem o que estava acontecendo com o PT.

Contudo, para servir como uma base mais encorpada sobre o que eu quero com essa série de posts que trarei nos próximos dias e as reflexões que deles poderão partir em um ano eleitoral e de escolhas cada vez mais infelizes por parte dos líderes petistas, trago dois artigos de pessoas gabaritadas no assunto. O primeiro é do professor Livre-Docente de História Contemporânea da USP, Lincoln Secco, autor do livro “História do PT (1978-2010)”, que, pelo que me informei, faz um trabalho fantástico no resgate da história do partido e na busca por compreender as transformações dentro do partido, fugindo de explicações superficiais e imediatistas. Espero ler esse livro em breve, mas pelo que já percebi, o caminho que segui em 2004 estava correto.

O outro texto é uma resenha do jornalista e professor da Faculdade Casper Líbero, Igor Fuser, sobre a obra de Lincoln e que vale a pena ler porque traz elementos conectantes entre o livro de Lincoln e o meu humilde livro-ensaio de conclusão de curso. São ótimas introduções para o que pretendo publicar a partir de amanhã. Então, até amanhã com a primeira parte do livro-ensaio “O PT e a Social Democracia – de um programa de ruptura a administração do capitalismo”

Pragmatismo ou disputa de hegemonia?

Por Lincoln Secco

Uma vez iniciado o processo de abandono dos princípios que norteavam a ação de um partido, ele não tem mais volta. Quando os partidos sociais-democratas surgiram eles tinham tanta força militante que logo os agrupamentos burgueses os imitaram.
Depois que os trinta anos gloriosos permitiram um interregno de bem estar social na selvageria capitalista, a incorporação da classe operária no consumo de massa cimentou a base de um consenso para o qual todas as forças políticas convergiram. Os políticos chamaram-no de “centro”. Na verdade, um não-lugar da política, onde todos os princípios tornam-se o seu contrário. Aconteceu, então, o contrário da época áurea da Social-Democracia: os partidos operários passaram a imitar os burgueses, transformaram-se em “partido pega tudo” e deixaram de lado com a plataforma socialista o seu apelo de classe.

No Brasil, a história do PT mostrou que ele civilizou a sociedade civil, introduziu a pauta ética na política e, principalmente, as questões da democracia social. Seu alto grau de organização fez com que os partidos burgueses invejassem sua estrutura. Tentaram (e tentam) imitá-lo sem sucesso.

Mas eis que o PT começa mais cedo que seus congêneres europeus a se transformar num partido apenas eleitoral, apesar da resistência de muitas lideranças e tendências internas. O recente exemplo da aliança com o prefeito direitista de São Paulo só reforça o sentido da conjuntura petista: trata-se de uma busca desesperada pela hegemonia num Estado em que o PSDB é a força dirigente há muitos anos.

O raciocínio de Lula e seus companheiros é sedutor: uma vez que o partido aceitou as alianças de 2002 para chegar ao poder federal é esperado que na principal cidade do país se faça o mesmo. Desse modo, alguns princípios vão sendo ofendidos em nome da vitória. Como o PT acumulou uma legitimidade ideológica muito grande ao longo de seus primeiros vinte anos, ele se dispôs desde 2002 a gastá-la. Mas seu crédito tem fim. O velho eleitorado petista tem aceitado todas as mudanças por falta de opção à esquerda. É verdade que este velho eleitorado não faz o partido ganhar. Lula comprovou que um novo contingente de eleitores é que lhe deu a vitória. Mas se o velho eleitorado não faz ganhar, ele pode fazer perder. E se não puder, pode retirar do PT aquilo que ainda o diferencia dos demais. Neste caso, uma duvidosa vitória eleitoral será uma bela conquista de cargos, mas não de hegemonia.

Resenha / História Viva:

A incrível metamorfose do PT

Por Igor Fuser

Como se pode prever já pelo título, a História do PT é uma obra que mobiliza paixões, não tanto entre os adversários do Partido dos Trabalhadores, mas sobretudo entre as sucessivas gerações de brasileiros que abraçaram a legenda da estrela vermelha como depositária do sonho de um mundo mais justo. Para uma enorme parcela desses antigos militantes, a trajetória das três décadas de petismo – retratada pelo historiador Lincoln Secco com equilíbrio e honestidade intelectual – traz consigo um sentimento de decepção. A organização construída a partir de núcleos de base deu lugar a uma máquina burocrática onde só têm voz os portadores de mandatos eletivos. O porta-estandarte de um ousado projeto socialista se tornou um “partido da ordem”, voltado para a gestão eficiente do capitalismo.

A incrível metamorfose petista constitui o fio condutor dessa narrativa empolgante. Entre os muitos méritos do autor, destaca-se o de ter resistido às explicações simplistas com o foco na ideia de “traição”. Secco preferiu buscar as respostas no contexto histórico onde o PT nasceu, cresceu e venceu. Trata-se de um partido que surgiu como fruto da ascensão das lutas populares entre meados da década de 1970 e o final dos anos 1980, mas se consolidou e se tornou governo numa época de hegemonia neoliberal.

Entre os presentes ao encontro fundador no aristocrático Colégio Sion – lugar improvável como berço de uma organização proletária – figuravam representantes de diferentes tradições da esquerda: os sindicalistas combativos, os católicos da Teologia da Libertação, os sobreviventes da luta armada, os intelectuais socialistas, as pequenas organizações revolucionárias (trotskistas, na maioria). Mas a força decisiva foi o sindicalismo, claramente refratário à influência marxista.

O novo partido teve seu batismo de fogo na maior onda de greves da história brasileira. Essa fase inicial, que incluiu a participação na luta pelas “Diretas Já”, durou até a campanha presidencial de Lula em 1989. Foi marcada por muita mobilização e magros resultados eleitorais. Já o período seguinte, o da afirmação do PT como principal baluarte da oposição política, coincidiu com a avalanche neoliberal da década de 1990. As greves diminuíram. As privatizações encolheram o contingente de trabalhadores na economia formal e as ruas se esvaziaram. Enquanto a eleição de Luisa Erundina em São Paulo foi movida pelo ativismo voluntário, a de Marta Suplicy, doze anos depois, ocorreu por meio de cabos eleitorais profissionalizados. Dentro do partido, as tendências de esquerda perderam terreno para o grupo majoritário, articulado em torno da liderança pragmática de Lula.

Após a dramática batalha do “quase-lá”, percebeu-se que, para conduzir Lula ao Planalto, era necessário domesticar os radicais do partido, ampliar as alianças e abrandar o discurso, tornando-o palatável ao establishment midiático e empresarial. Enquanto José Dirceu, presidente do PT entre 1995 e 2003, enquadrava a militância com mão de ferro, Lula reforçava sua imagem de redentor das classes subalternas com as Caravanas da Cidadania – contraponto perfeito ao pífio desempenho social da gestão tucana.

A Carta aos Brasileiros, em que o PT se compromete a preservar os fundamentos da política econômica vigente, foi interpretada por muitos como a rendição ao ideário conservador. Secco rejeita essa crença como reducionista, lembrando que a moderação ideológica já estava em curso desde 1990, quando o PT fez seu aprendizado em pragmatismo nas dezenas de municípios que governou.

A posse triunfal de Lula, em 2003, trouxe um paradoxo com o qual o partido convive até hoje: maior partido da base governista, o PT exerce escassa influência sobre as decisões políticas, concentradas no círculo próximo ao presidente (ou presidenta). O partido ficou com “o ônus de defender o governo sem o bônus de ditar-lhe os rumos”. Mas se enganou quem viu na queda da vitalidade petista um sintoma de declínio terminal. O partido sobreviveu à sua maior crise, o escândalo do “mensalão”, período em que os analistas eram unânimes em decretar sua morte como uma força eleitoral relevante.

O PT manteve a lealdade das bases, reelegeu Lula e levou Dilma à vitória. Mas aprofundou a crise existencial sintetizada em duas perguntas para as quais o autor confessa não ter a resposta: “É melhor manter os princípios e nunca chegar ao governo e não fazer mudanças favoráveis aos mais pobres? Chegar assim ao poder muda essencialmente a sorte dos de baixo?”.

Rock Brasília

Ontem assisti o documentário “Rock Brasília – Era de Ouro”. Muuuuito bom! Legal a história sendo contada pelos caras que a construíram. As melhores participações foram do Dado Villa-Lobos (com uma desenvoltura poucas vezes vista), Renato Russo (Vladimir Carvalho parecer ter escolhido de propósito os trechos mais engraçados da entrevista para a MTV, tirando um pouco da carga negativa que paira sobre o Renato, um “poeta sofrido”), André Mueller, e o Phillipe Seabra, que foi até Patos de Minas, reconstituir o primeiro show da Legião Urbana, quando todos os integrantes da Plebe e da Legião foram presos ao final da apresentação. A história é muito engraçada.

Aliás, os melhores momentos foram os que procuraram reconstituir alguns momentos importantes da história daquele período, como o fatídico show da Legião Urbana de Brasília em 1988, que ocorreu um grande tumulto, brigas, invasão de palco, feridos*. Aliás, penso eu, e o biógrafo do Renato Russo atestou isso no documentário, que aquela apresentação foi um divisor de águas na carreira da banda. Ali eles tiveram a exata dimensão de que eles estavam grandes demais e o erro naquele dia foi não saberem disso e contar com uma estrutura falha e algumas atitudes de palco do Renato criticáveis, de enfrentamento com o público.

Outro aspecto interessante foi o de trazer os pais dos músicos para dar um contexto histórico ao documentário, falar do porquê aquelas famílias foram parar em Brasília, porque é importante inserir o surgimento daquele cenário dentro do contexto da criação de Brasília décadas atrás, que levou milhares de pessoas para morarem lá, tal e qual a canção “Faroeste Caboclo” indica. Inclusive, o filme tem esse mérito de sempre contextualizar os momentos e as ações daqueles jovens punks, que depois viraram artistas consagrados, e mais tarde viveriam a decadência de suas carreiras, com o momento político e econômico do país – tendo, claro, a ditadura militar como um elemento importante daquela ebulição rock. Sem teorizar muito, sem trazer sociólogos, antropólogos, historiadores. Tudo saído pela boca dos próprios músicos e de seus familiares, dando um pano de fundo interessante do momento que o país vivia.

No entanto, creio que o fato de não teorizar o documentário – e essa foi uma aposta do diretor, não torná-lo tão didático, nem definitivo -, o espectador precisa ter alguma bagagem cultural, algum conhecimento de história brasileira para entender algumas informações e conexões que o documentário faz por meio de seus entrevistados. Alguns momentos não são tão simples de compreender. Mas como todo brasileiro tem obrigação de conhecer a história de sua nação (ah, doce utopia), acho que isso não é um problema.

Tudo isso, apesar da concepção bem lado B do projeto, com microfone aparecendo, o entrevistador sendo personagem do documentário, surgindo o tempo todo, de costas ou falando diretamente para a câmera. Algumas cenas improvisadas, sem cortes. Enfim, a forma como o documentário é conduzido e produzido é fiel ao que ele retrata. Se o rock de Brasília surgiu naquela do “faça você mesmo”, o documentário é meio que uma extensão daquilo, com imagens de Super 8 e muita improvisação. Mas não acho que isso comprometa o produto final, apenas que, em uma análise mais técnica, realmente o processo deixa um pouquinho a desejar.

Um problema, um pouco mais sério, foi a tentativa frustrada de tentar contar a história das três principais bandas daquele cenário após-Brasília. Não creio que ele conseguiu, de forma satisfatória,  pontuar historicamente a história da Legião, Plebe e Capital. Como eu conheço mais a história da primeira banda, consegui compreender o resumo feito no filme. Mas a história que os entrevistados contaram nas outras duas bandas não formou um material compreensível em sua totalidade, ficaram alguns buracos. Por exemplo, o Dinho falava de determinado álbum, mas não se sabia de que ano ele falava e uma legenda resolveria isso facilmente. Só quem é fã pra saber a discografia de cabeça.

Mas, no geral, o filme cumpriu o seu papel de contar as raízes históricas do rock de Brasília, que precisava mesmo ser contada, de tão rica que foi e com reverberações que alcançam as pessoas até hoje. Foi um bom resumo da história do rock de Brasília, um documento arqueológico em muitas vezes, antropológico noutras.

* Corrigido 07.11.2011, as 12h23

Jornal, Instituto de Pesquisa, ou Instituto de Opinião?

Desculpem o sumiço, mas sigo em viagem pelo Brasil. Para saber mais, acesse o meu twitter: @rodrigoherrero.

Aproveito o ensejo sobre o twitter e reproduzo abaixo (com alguns acréscimos) pensamentos após ler a nova pesquisa Datafolha, que dá 38% para Serra e 28% para Dilma. Enquanto todos os outros institutos de pesquisa mostram evolução da candidata petista, o instituto da Folha de S. Paulo aponta estagnação e uma distância de quase 10%.

A cara de pau de jornalistas (e professores, mestres e doutores da área) em acreditar na “verdade acima de tudo” e na “isenção acima de qualquer coisa” é irritante. Como alguém pode acreditar em isenção jornalística se um jornal tem um instituto de pesquisa?

Parto do pressuposto tão claro como água de que os institutos de pesquisa no Brasil influenciam o brasileiro na hora de votar, muito mais que, por exemplo, na Europa. Quem nunca ouviu a expressão: “brasileiro vota em quem tá na frente”? Eu mesmo tive exemplos dentro da minha família disso inúmeras vezes.

Por outro lado, é necessário constatar que os institutos de pesquisa costumam servir a interesses diversos. O jogo de empurra é forte quando uma pesquisa “sem querer” distorce os fatos e acaba por influenciar uma disputa eleitoral – a História revela múltiplos exemplos.  Agora, alie-se isso a um instituto pertencente a um jornal…

Ou seja, temos um pandemônio. Enquanto o jornal “informa” e traz sua “opinião”, o instituto de pesquisa faz aquilo que seu nome manda: pesquisa a opinião das pessoas, no caso, dos eleitores.

A razão do pandemônio? Vamos lá: e se o jornal, ao invés de informar (quantos não desinformam todos os dias?), costuma, por meio de sua credibilidade, tentar convencer seu leitorado de alguma posição? Ou, pior, de que candidato A é mais preparado que B, mesmo que isso não se dê de forma declarada no veículo (e que seria bem mais honesto com os leitores e prestaria um grande serviço à sociedade, mostrando realmente de que lado cada um está – isso porque, ao desmerecer o papo de não há lado para tomar parte, proporciona que, nos meandros do poder, se coloque desta forma sem ônus)?

Será que não há no mínimo um conflito de personalidade de uma empresa que tem como compromisso a “isenção” fazer pesquisas de opinião que ajudam a influenciar os rumos de uma eleição? Não adianta dizer que ambas as empresas (jornal e instituto) são independentes. No cotidiano pode ser, mas qual é o primeiro jornal que divulga a pesquisa em sua primeira página?

Se estamos em uma sociedade que se diz compartimentalizada, em que o jornal informa e o colunista opina e o instituto de pesquisa, pesquisa, isso cai por terra quando uma empresa reúne tudo isso em seu conglomerado, podendo influenciar diretamente a opinião pública.

O fato mais próximo da realidade é que jornal nunca foi independente, pois as influências e disputas via jornal sempre existiram. Desde os tempos do The New York Times (o livro “O Reino e o Poder de Gay Talese é emblemático)  é perceptível o peso que o veículo pode colocar em favor ou contra uma causa. Conheci de perto outro exemplo esta semana em Goiânia, em que o editor do jornal Diário da Manhã, Batista Custódio, publicou durante seis meses reportagens contra as dragas, que acabavam com a reprodução de peixes no rio Araguaia e destruía toda a mata ciliar, prejudicando todo o ecossistema de uma Área de Proteção Ambiental doada pelo próprio, inclusive. Se há motivação para o bem comum ou para a natureza, há também para posições políticas e de poder. Sem falar em questões econômicas, um buraco mais complicado de provar, mas passível de investigação.

Percebo hoje, no entanto, que as posições nos jornais estão mais escancaradas, mesmo que as ações permaneçam revestidas de “jornalismo”. Isto é: as reportagens “batem” mais nos, digamos, desafetos do veículo, enquanto que afagam aqueles que estão mais próximos de suas convicções. Ocorre, no entanto, que isso não é declarado nas páginas do jornal, sendo perceptível mais aos olhos mais intelectualmente apurados, como, por exemplo, dos próprios jornalistas, ou mesmo de acadêmicos que estudam o jornalismo. Para a maioria das pessoas não faz tanta diferença. Só que não é bem assim: já dizia o ditado: uma mentira dita várias vezes vira verdade. Por mais que as pessoas tenham opinião própria e influam nos veículos e na sociedade, quem tem o poder de atingir mais e mais pessoas segue na frente das decisões do país.

Agora, quando é unido este cenário sórdido em um jornal que, ao mesmo tempo, possui um instituto de pesquisa, como fica a independência deste instituto e a lisura de seu trabalho? Só na credibilidade dos seus donos? E se uma pesquisa é direcionada, o quanto esta informação compromete a reportagem do veículo do mesmo grupo, embasada em números que não condizem com a realidade?

Estas perguntas nos remetem a outras, mais de cunho procedimental: em quem acreditar? Por quê acreditar? Como e onde o eleitor deve se informar? Por meio de propostas dos candidatos, através de um veículo de comunicação, por institutos de pesquisa? Há alguma outra forma de procurar se informar e abastecer de subsídios que possibilitem formar uma opinião que faça jus à democracia representativa que vivemos e não apenas uma democracia (não seria uma autocracia?) de eleições?

Pequenos pitacos

Olá.

A vontade de escrever neste espaço prossegue intensa, mas falta-me tempo para colocá-la em prática da forma que desejo. Estou envolto na produção de um dos capítulos da dissertação, enquanto resolvo pendências sobre a marcação do Exame de Qualificação e corro atrás de bolsa de estudo. Não está nada fácil.

Mesmo assim, gostaria de escrever sobre duas coisinhas:

- A SPIndy300 ocorrida no Anhembi no último fim de semana foi uma mistura de fiasco e glória. Fiasco por conta do péssimo piso da pista, pois, além das ondulações absurdas do asfalto, o concreto da passarela do samba tornava a dirigibilidade impraticável, fazendo os carros literalmente sambarem na pista. Com 20 milhões de reais gastos, sendo 12 mi só para propaganda para a Bandeirantes, em uma previsão inicial de 8 milhões gastos no total, o evento foi uma incógnita na arrecadação, pois,sse 30 mil pessoas estiveram no Anhembi, a garantia dos 120 milhões arrecadados, chutaço do prefeito Gilberto Kassab, não tem fonte confiável de checagem. Sem falar em outros problemas, como sinalização falha nos arredores, falta de água para ser vendida ao público, queda de luz no sambódromo que deixou os jornalistas gringos malucos e dificuldade para chegar à região. A glória foi que, apesar de tudo isso, a corrida foi boa e divertida, com a emoção aumentada pela chuva e pelos acidentes, comuns em pistas de rua. O saldo geral foi positivo, mas muita coisa precisa ser corrigida para o ano que vem, principalmente o amadorismo como que esse Grande Prêmio foi tratado, até pelos parcos 4 meses para se fazer uma pista. Mas os organizadores dos Estados Unidos toparam, os resultados contraditórios estão aí.  Bom de um lado, princicpalmente o da competição, ruim partes da organização.

- Outro tema que gostaria de abordar é a estréia da terceira temporada do CQC, ontem, na Band. Gostei muito, fazia tempo que não ria tanto, principalmente com a visita de Rafael Cortez ao Chile, com as palhaçadas de Marco Luque e até mesmo com a Môniza Iozzy, que, à parte sua inferioridade na cobertura de Brasília (porque o Danilo Gentili é insuperável), a mulher da trupe foi de uma acidez fantástica, com vários comentários na “lata” dos entrevistados. A querela do “Proteste Já” censurado deu pano pra manga (a liminar caiu nesta terça-feira, inclusive), um verdadeiro absurdo que só é possível graças a nossa “Justiça” brasileira. A matéria da SPIndy300 foi um tanto fraca e laudatória, pra puxar um pouquinho o saco da Band,  não tocou nos problemas da corrida, previsível. Dos quadros novos, “Marco Luque Responde” achei fraquíssimo, não há necessidade de se dar um quadro solo pro ótimo Luque, sei lá, fica superficial. Prefiro as palhaçadas dele ao vivo na mesa, são engraçadíssimas. “Cidadão em Ação” achei bem interessante, exceto a parte de fazer a PM atender ocorrência falsa, lembrada no twitter pela repórter Vanessa Ruiz, da Revista ESPN. No geral foi boa, a maioria do público elogiou muito, mesmo com algumas críticas que li aqui e acolá na internet, principalmente dos tais jornalistas e órgãos “especializados”.

- Por fim, gostaria de indicar uma entrevista recente que Ciro Gomes, presidenciável pelo PSB, concedeu à Folha de S. Paulo. Desconsidere o título preconceituoso e editado ideologiacamente sobre o PT ser um desastre, pois o que vale é a entrevista completa, em que o candidato (que pode ser até para governador de São Paulo) comenta diversas situações, põe o dedo na ferida do PSDB (por que esse não foi o ponto destacado da entrevista?) e coloca sua posição estratégica no jogo da sucessão, demosntrando como o PT está confuso, especialmente na candiddatura para o governo paulista, que começa a ganhar corpo com senador Aloizio Mercadante. Clique aqui e leia a entrevista.

Um grande abraço e até a próxima!

Gildo Marçal Brandão (1949-2010)

Acordo hoje, ligo o computador e procuro, como sempre, as notícias do esporte. Entro no Blog do Juca Kfouri e leio uma notícia que me deixa entristecido e perplexo: a morte do professor Gildo Marçal Brandão, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Juca Kfouri indica que o professor era seu amigo.

De minha parte, professor Gildo deu aula para mim no semestre passado, em conjunto com outros dois professores, na disciplina “Modalidades do Pensamento Político Moderno” e foi o professor que mais gostei, sem desmerecer os demais, obviamente, que também possuem seus méritos. Mas o professor Gildo tinha o pensamento comunista a me chamar a atenção. Seu módulo, o último, tinha Tocqueville, Marx e Weber e me encantou desde o começo, fazendo com que eu não visse a hora de absorver seus conhecimentos. Mas, antes, na primeira aula, os três professores estiveram presentes. E cada aluno falava sua formação, de que curso vinha e o tema de sua pesquisa. Lembro-me dele ter simpatizado com meu tema, perguntando-me o nome de meu orientador, inclusive.

É estranho imaginar que estive presente em uma de suas últimas aulas, em novembro. Mais estranho ainda é cogitar que ele possa ter corrigido o meu trabalho final, já que era relacionado a seu módulo, tendo sido responsável pelo meu “A” em sua disciplina, no comecinho de fevereiro. Encarei aquele texto, uma reflexão referente à obra “O 18 Brumário de Luis Bonaparte” de Karl Marx, como um desafio, pois a matéria era complicada e o livro ainda mais, mas meu gosto pelo autor – além do meu entendimento dele, auxiliado pelo professor Gildo – me fez seguir em frente, numa missão que considerava extremamente delicada e difícil.  Mas consegui. Espero ter deixado o professor Gildo contente, mesmo nós não tendo contato próximo no cotidiano ou nas aulas.

Mesmo sem uma proximidade, aprendi a respeitar seu profundo conhecimento sobre o que falava: citava datas e detalhes de textos e da vida de Marx, impressionantes, além de seus conhecimentos de Weber, que contribuíram até para minha pesquisa. Pena não ter podido dar a aula sobre Tocqueville por conta de um imprevisto, tendo sido substituído por outra professora da disciplina.

O professor Gildo vai deixar um vácuo enorme na discussão sobre a Ciência Política, Sociologia, Filosofia, enfim, sobre o pensar esse Brasil por outro viés. Foi alguém que contribuiu para o aprimoramento do pensamento comunista e que lutou por sua propagação no Brasil. Ele vai após muita luta e a certeza de dever cumprido. Adeus professor Gildo e obrigado por tudo. A USP e o Brasil agradecem.

Como forma de homenagem, republico abaixo o texto que está no Blog do Juca Kfouri.

Amigos e companheiros,
Simone, Joana, Carolina e Lucas,
Dona Eva, dr. Brandão e demais parentes de Gildo

Aqui estamos para prantear o desaparecimento de um personagem singular.

É interessante assinalar que Gildo antes de tudo era um sobrevivente na batalha pela sua existência.

Segundo o relato de sua mãe, dona Eva, na infância os médicos não acreditavam que o primogênito daquela família, nascido no inóspito sertão de Mata Grande, iria sobreviver.

Os diagnósticos eram irrefutáveis. O garoto padecia com a chamada tetralogia di Fallot que afetava de forma total seu sistema cardíaco.

Todavia, dona Eva, com o apoio total de seu esposo, não se curvou diante desse prognóstico.

Recorreu a tudo que a medicina naquela época poderia fazer para salvar seu filho.

Assim, teve início uma batalha que durou quase sessenta anos, porque exatamente hoje Gildo completaria 61 anos de idade.

Mas essas seis décadas foram sobretudo uma sequência de sofrimentos e sacrifícios inauditos desse alagoano fisicamente fraco, mas com fibra de aço. Volta e meia era internado em hospitais e sempre estava preso a dietas intoleráveis.

Duas vezes seu músculo cardíaco teve de ser aberto e na primeira delas sua vida dependeu da perícia do doutor Zerbini.

Recentemente, recorreram à implantação de um marca-passo, que, afinal, não impediu o enfarte que o derrotou anteontem.

Sua grande amiga, cardiologista do Incor, a doutora Ana Maria Braga, sempre nos advertiu: “Fiquem preparados para o que pode acontecer com Gildo”.

Então, na verdade, o sucedido anteontem foi um fato absurdo, mas anunciado, pois a falência de seu sistema cardíaco fora adiada durante seis décadas.

Em primeiro lugar pelo extremo cuidado recebido na infância e na mocidade, graças ao carinho de seus familiares.

Outros fatores básicos foram essenciais na formação dessa figura excepcional como teórico e militante político em nosso país.

Em segundo lugar contribuiu decisivamente seu profundo amor à vida, ao trabalho que realizava como cientista político, sua convicção de que suas pesquisas seriam de enorme importância para o futuro do país.

Note-se que fugiu de São Paulo para uma praia a fim de poder terminar a aula que deveria prestar na segunda semana de março.

Todos sentiam como seus deveres como professor o consumiam, embora sempre apreciasse as coisas boas da vida.

Não por acaso seu último de vida foi um passeio maravilhoso numa praia.

O outro fator básico que permitiu essa atividade espantosa foi o apoio absoluto, total e vigilante de Simone, sua companheira que tudo fazia para que Gildo pudesse viajar, tomar parte na vida social e manter em sua residência um afetuoso e acolhedor clima de amizade com inúmeros amigos, com estudantes estrangeiros que ali se hospedavam, e auxiliando os pós-graduandos orientados por Gildo.

A contribuição de Simone também foi essencial para garantir um melhor padrão de vida da família.

Pois bem, esse alagoano travou essa batalha sem se submeter às normas impostas a uma pessoa fisicamente frágil.

Sua vida é um exemplo de um envolvimento permanente com toda a sorte de dificuldades financeiras, políticas, policiais e de extremo amor a diversas instituições de pesquisa, particularmente a Universidade de São Paulo.

Agora a fatalidade o derruba quando dentro de um mês iria disputar o mais alto posto na academia, a função de professor titular da USP.

O ponto de partida de Gildo na universidade foi o estudo sistemático de filosofia, o que lhe deu uma base teórica que sempre lhe permitiu fazer análises profundas na ciência política e na sociologia.

Daí suas posições ao lado dos que no movimento comunista assumem uma atitude firme na defesa do valor universal da democracia e da firme disposição de aprofundar a correção dos erros cometidos pelos que se engajam na luta por uma sociedade mais justa.

Com orgulho Gildo Marçal Brandão relatava sua qualidade de militante comunista.

Relembro sua disposição de participar ativamente da rearticulação da direção comunista em São Paulo, quando a repressão policial assassinou diversos dirigentes comunistas em 1974 e 1975.

Naquele ambiente de absoluto terror, Gildo cuidou de reorganizar a direção estadual dos comunistas e participou do lançamento do semanário “Voz da Unidade”, que circulou durante vários meses.

Essa atuação criou um problema para ele, porque o afastou durante vários meses da vida acadêmica.

Assumiu o compromisso de uma participação teórica mais intensa no lançamento da revista “Temas de Ciências Humanas”, abordando aspectos essenciais da atividade comunista no Brasil e no mundo.

Para sobreviver viu-se forçado a trabalhar em várias publicações, na qualidade de “free-lancer”, inclusive na “Folha de S. Paulo”, quando foi acolhido por Cláudio Abramo.

Retornando à atuação na academia, Gildo jamais deixou de lado sua atuação destacada como um dos teóricos que dedica parte de seu tempo à elaboração programática do ideário comunista no Brasil e no mundo.

Comecei meus contatos com Gildo depois da minha saída da prisão, em 1979.

De início era um relacionamento distante, mas que foi se estreitando cada vez mais.

Com o passar dos anos diariamente debatíamos problemas e desafios. Tudo o que eu fazia submetia a ele. E ele sempre exigia minhas opiniões. Raramente discordávamos. Agora fico meio perdido sem saber como vou trabalhar sem antes ouvir suas observações.

Assim minha sensação é de perplexidade e de insegurança.

Mas tenho clareza em relação a um ponto.

A contribuição de Gildo foi poderosa e profunda, deixando dois importantes legados.

De um lado, foi sua colaboração intensa para a criação na USP — principalmente nos Departamentos de Ciência Política e de Sociologia — de um clima de renovação entre os professores, visando o aggiornamento do ensino superior no Brasil nas ciências humanas.

De outro lado, pode-se medir a repercussão de seu trabalho na USP através da formação de um grupo de doutores e mestres que leva em conta suas análises críticas.

Encerro minhas palavras fazendo um apelo para que esforços sejam feitos a fim de ser publicado o memorial preparado por ele para o concurso de professor titular da USP.

Documento que, no dizer dele, é um resumo de suas opiniões.

Assim, a divulgação dessa derradeira reflexão será a maior homenagem a um mestre cujo exemplo é um orgulho para a comunidade acadêmica brasileira.

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Fala de Marco Antônio Coelho, no crematório da Vila Alpina, em São Paulo, 17 de fevereiro de 2010.

Quadrinhos narra criação do universo com humor

Aproveito que hoje é sábado para indicar um blog de quadrinhos fantástico que conheci por algumas retuitadas no Twitter. Trata-se de Um Sábado Qualquer, feito pelo designer e ilustrador Carlos Ruas, que aborda a criação do mundo de uma forma bem humorada, através de tirinhas curtas e muito bem sacadas.

O blog tem cerca de 15 mil acessos diários com tiras engraçadíssimas, feitas de “uma forma fofinha”, como comenta Carlos Ruas em entrevista à CBN, que blogo abaixo. Outra coisa interessante é que as tiras seguem uma ordem cronológica da criação do universo, como se estivéssemos “lendo” a Bíblia, pelo menos na semelhança dos temas tratados no livro.

Os personagens principais são, claro, Deus, o Diabo (chamado hilariamente de Luciraldo), Adão e Eva. Mas além desses, as tirinhas também possuem outros personagens, como o naturalista inglês Charles Darwin e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Para ir direto nas tiras desses dois pensadores, clique aqui e aqui. Vale a pena.

Para conhecer o site, acesse: http://www.umsabadoqualquer.com.

Para ouvir a entrevista com o criador do blog, Carlos Ruas, vá ao site da CBN, clicando aqui!

11ª Festa do livro da USP vai até sexta 27/11

Vai de hoje até sexta-feira (27) a 11ª Festa do livro da USP, com mais de 100 editoras e cerca de 15 mil títulos a preços bem mais em conta que nas livrarias. As editoras prometem desconto mínimo de 50% para as mais diversas obras, estando contempladas não apenas antigas, mas também lançamentos. O acesso é gratuito.

O horário é das 9h às 21h no saguão do prédio da Geografia e História da USP (Av. Professor Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária – São Paulo – SP).

Banner do evento (Ilustração: Edusp)

 

Com informações do spmetropole.

Passeio pela Serra do Mar

Olá.

Passo aqui pelo blog hoje para dar uma dica para este fim de ano, um passeio pelo Parque Estadual da Serra do Mar. É um programa que sempre tive vontade de fazer, conhecer a Estrada Velha de Santos, a natureza da Serra do Mar, e é muito bom saber que tem um roteiro planejado e indicado para turistas.

São oito quilômetros de caminhada, subida ou descida, dependendo do trajeto que você escolher. Diante disso, acredito que deva ser necessário um mínimo de preparo físico para completar o percurso sem maiores percalços, ainda mais com o calor que tem feito na região metropolitana de São Paulo. Mas o cenário e a proximidade com a natureza e com monumentos históricos que contam um pouco do passado da estrada São Paulo-Santos devem valer a pena!

Pretendo fazer esse passeio em janeiro, quem sabe, quando as coisas acalmarem. Aí trarei relatos e fotos sobre este programa que parece ser bem divertido! Mas para satisfazer a curiosidade de todos, publico o link para algumas fotos do percurso pelo parque. As imagens são simplesmente maravilhosas! Clique aqui para vê-las.

Também colo o texto abaixo, retirado do blog Um Olhar pela Cidade: que me informou sobre esse passeio, após dica enviada pelo twitter de @spmetropole.

“Um passeio bastante interessante para quem gosta de andar e andar muito é visitar o Parque Estadual da Serra do Mar que está entre os municípios de São Bernardo do Campo e Cubatão, na Serra do Mar.

São 8 km da antiga Estrava Velha de Santos – uma das rodovias mais nostálgicas de todo o Estado – e o ponto de partida pode ser em qualquer um dos  dois municípios. Quem pensa que iniciando por São Bernardo, pegando só descida é menos cansativo, ledo engano, porque nos últimos dois quilômetros a descida é bem íngreme. Segundo um funcionário do parque, a subida por Cubatão talvez seja um pouco mais cansativa, mas não força tanto as pernas.

No trajeto belos monumentos tombados pelo Condephaat: São construções em pedra construído em 1922, em comemoração ao centenário da Independência, como o Pouso de Paranapiacaba, o Rancho da Maioridade, o Belverde e a calçada do Lorena a primeira via de acesso entre a Capital e o Litoral.

Os visitantes também tem a oportunidade de apreciar detalhes de uma das mais ricas biodiversidade do planeta – a Mata Atlântica – com muitas flores e uma vegetação exuberante e com inúmeras quedas d’água e paradas com água potável para consumo.

O parque é administrado pela EMAE – Empresa Metropolitana de  Águas e Energia. Os passeios precisam ser agendados pelo telefone 11-3333-7666 e custam R$15,00 (quinze reais) nos finais de semana. Estacionamento para 200 carros e acesso pela Via Anchieta/Riacho Grande/Rodovia Indio Tibiriça”.

Fiscalização do Rio 2016 via Twitter

Olá.

Perdão pelo sumiço. Muitas atribuições no mestrado, surgimento de frilas, cansaço, preguiça, medo. Enfim, muitas coisas aconteceram nesse período, que nem vale a pena me desculpar pela longa ausência.

E para minha surpresa, as visitações ao site caíram pouco, mantendo alguns picos de acesso bem interessantes. O que só me anima a tentar diminuir o tempo das pausas.

Vinte dias depois estou aqui com muito conteúdo acumulado para publicar, mas também uma preguiça para explicá-lo. Para ganhar tempo, este post será mais de “olá”, “desculpe-me”, etc. Mas com uma dica  interessante retirada do Twitter.

Esta tem muito a ver com esse clima de Olimpíadas que tomou conta do Brasil após a escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede dos Jogos de 2016. É o @FiscalizaRJ2016, que tem como objetivo fiscalizar o desenvolvimento e gastos com as obras para o Rio 2016.

São publicadas notícias, entrevistas, informações, de diversas fontes, todas relacionadas aos Jogos, com alguns pitacos, incluso, cumprindo o papel que a sociedade deve fazer, de fiscalizar e cobrar as promessas feitas no Caderno de Encargos e seus respectivos gastos, para que as Olimpíadas sejam benéficas ao povo e à cidade carioca e não apaenas aos bolos dos organizadores, empreiteiras, etc., evitando a chuva de desperdício que o PAN-2007 causou.

Para seguir este perfil, clique aqui.

Outro perfil que possui objetivo semelhante – apesar de, em princípio, ser meramente informativo – é o @CPFrio2016. Como o próprio perfil informa, por meio de um de sesu tweets, “a Comissão Popular de Fiscalização Rio 2016 foi criada com o intuito de acompanharmos, fiscalizarmos cada passo dos projetos para 2016″.

Para seguir este perfil, clique aqui.

Como se vê, nem só do besteirol “Yes We Créu” (até engraçado, que foi top do trending topics no dia da escolha do Rio como cidade-sede dos Jogos Olímpicos) vive a rede social.

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