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Arquivo para a categoria ‘Crônicas’

Em uma sala de aula…

Li no perfil de uma amiga no Facebook, que é professora no Rio de Janeiro, a seguinte mensagem. Pasmem, é real:

“E ontem, antes da prova, a turma me pediu licença, se levantou e orou, com as mãos no coração, pedindo que Deus ajudasse na prova. Deixei, enfim. Afinal, fé é fé, não é? Logo depois, a turma inteira quis colar. Acho que a “fé” não valeu”.

A molecada precisa de umas aulas de ética, coerência… Não dá pra para aliar duas coisas dessa forma, pedir ajuda divina e colar na prova. Cada vez menos as pessoas recebem educação em casa, as referências se limitam à escola, que não dá conta de tantos “filhos”. Aí, ao invés de aprenderem com os pais e terem o complemento com os professores, são educados pela rua, que não diferencia certo e errado… dá nisso e em coisas bem piores.

E enquanto nos indignamos com Cachoeiras da vida, jogamos no bicho – e os jornais, hipócritas, publicam e dizem que é uma forma de vigilância, quando se beneficiam da publicação de algo contra a lei. Enquanto xingamos o prefeito ou vereador de nossa cidade pelo não cumprimento da promessa de corredores de ônibus (paulistanos sabem do que falo), não cumprimos a promessa de levar nosso filho a um passeio, ou de amar e estar realmente junto da pessoa amada quando ela precisa, de realmente procurar ser melhor a cada dia e não apenas no primeiro dia do ano, quando prometemos mundos e fundos, meio inebriados pelo álcool ou pelos fogos de artifício da “festa da virada”. De que adianta reclamar dos corruptos de Brasília, se vira e mexe tiramos vantagens dos outros no dia-a-dia, se sacaneamos os velhos, as crianças, se viramos as costas a quem pede uma ajuda na rua. Que merda de sociedade e mundo estamos criando? Cada vez menos acredito naquele papo cristão de que o ser humano é bondoso e que sua humanidade pende para a preocupação e amor com o próximo. Cada vez mais vejo que o ser humano age de acordo com os seus interesses, independentemente do que isso vai causar ao próximo.

Voltando ao cerne do post. Enquanto as pessoas treparem sem pensar nas consequências de ter um filho e enquanto não cuidarem da educação deles, jogando o papel prum professor que é surrado, humilhado, mal pago e sugado pelo Estado e não tem condições de educar tanta gente ao mesmo tempo, o cenário só tende a piorar…

Olha, não tive uma infância gloriosa, fantástica, com todos os meus desejos atendidos. Mas uma coisa, primordial, eu tive e vou levar para todo o sempre graças a meus pais: educação, saber distinguir o que é certo e o que não é, saber observar as pessoas e saber quem está comigo mesmo e quem quer me prejudicar, e a buscar sempre o melhor, sem fazer coisas erradas – e para os religiosos, não fui educado em igreja nenhuma, apesar de ter tido embasamento católico em boa parte da vida, mas nada assíduo. Esse tipo de educação de valores, de ética, não se oferece numa sala de aula, muito menos não se vende em uma loja de departamentos ou de internet.

Não é uma certeza

Vontade de rumar à Rodoviária, olhar o primeiro destino, comprar a passagem e ir embora daqui… E só voltar quando sentir falta. Más já criei tantas raízes aqui, há tantos impeditivos reais que inibem a subversão para uma irrealidade que, hoje, faz mais sentido a mim. E só o faz simplesmente porque é uma outra possibilidade, não por ser uma certeza. Na verdade, se fosse uma certeza, não seria uma opção. Pois o que agrada não é o certo ou o real, é a possibilidade, a expectativa, a esperança.

Mas meu desejo de sair, ver coisas, conhecer lugares, cores, cheiros, sabores, luta fortemente contra a compulsória inércia de minha atualidade. As dificuldades materiais, as escolhas realizadas, os caminhos que me trouxeram até o que não sou hoje insistem em pesar contra qualquer mudança. Apenas sobra a inveja e a impossibilidade de assimilar o sucesso dos outros; o próprio fracasso.

A música instrumental se repete centenas de vezes no computador, como as horas, que se repetem em dias, semanas… inertes. A levada de cordas de violão e guitarras, sem batida, é harmoniosa e, ao mesmo tempo, marcial, insistente, como os acontecimentos da vida que parecem se repetir como uma farsa, um engodo, sem motivo para comemorar.

A espera de um fim de semana que amenize a solidão intelectual e me faça esquecer do vazio diário dos já distantes dias úteis. Até que chega o dia em que se percebe que tudo que faz, come, bebe, se diverte ou se ocupa é uma fuga de uma realidade imóvel e não desejada. Lá se vai a certeza passear em outros campos, deixando a dúvida em seu lugar.

A música se aproxima do seu fim, mais uma vez. Um som angelical de teclado toca fundo a alma, alegra e entristece ao mesmo tempo, mas não aplaca a dor e as lágrimas que brotam de um beco sem saída, ou da penumbra de um quarto. A única certeza é a repetição deste minuto no minuto seguinte, com a incerteza certa de uma resposta aguardada, adiada, abandonada. E o que fica é apenas uma vontade grande, intangível, incomensurável, ainda maior que a frustração de uma vida que abandonou a si própria; cansou de si mesma.

14.03.2012

PS: Recomenda-se ler o texto ao som de “O Passeio da Boa Vista”, da Legião Urbana, canção ouvida durante a concepção destas mal traçadas linhas.

Uma tarde no estádio do Bernô

Nesta calorenta tarde de sábado em São Bernardo do Campo, eu e pouco mais de 1.600 testemunhas estivemos no famoso estádio Primeiro de Maio de tantas histórias para acompanhar mais um vexame do São Bernardo Futebol Clube, ou simplesmente Bernô, que não honrou o passado político e animado do estádio. O time da casa perdeu de 2 a 1 para o Atlético Sorocaba e, desgraça pouca é bobagem, já é a quarta derrota em quatro rodadas da Série A2. Nem a demissão de Luiz Carlos Martins, após míseras três rodadas, trouxe um resultado melhor.

Muita gente entrou de graça, com um ingresso-convite que tinha que preencher nome e RG para entrar. Eu paguei 5 reais pela meia na arquibancada geral. E a diferença para a arquibancada social que uma atendente me disse existir, é, pelo que vi, apenas a facilidade da sombra, pois é o mesmo cimentão duro. Na região “social” tem os camarotes dos dirigentes, políticos e aspones, o que garante a sombra dos mais afortunados, já que o ingresso é o dobro só para curtir uma sombra. Mas na suposta “geral” – uma arquibancada como as outras–, o contato com as figuras do futebol é mais próximo e divertido.

Em menos de 20 minutos o Sorocaba já vencia por um a zero e já havia metido uma bola na trave, tamanha a superioridade. Infelizmente para a terra bernardense, o time da casa é HORROROSO! Zaga falha, sem cobertura, principalmente ela esquerda, o meio-campo não marca e não há um meia para criar. Todo mundo fica enfiado na área e ninguém aparece para jogar. Foi o estopim para a indignação da torcida local. Um cara atrás de mim só gritava “terceira divisãooooo..ou”, dezenas de vezes, em meio a palavrões e berros.

O Sorocaba atacava, encurralava um desorientado São Bernardo que não conseguia jogar e já temia pelo descenso em pleno início de torneio. O sorveteiro vem, eu peço um sorvete de limão e ele solta: “pô, em vez de incentivar”. Mas não dava. Na sequência, o centroavante do time recebe uma bola na área, não vê o companheiro à esquerda livre para empurrar para o gol e perde a bola para seu marcador. O sorveteiro não resiste, xinga e volta ao seu trabalho.

Intervalo. Um calor de rachar. No cimento da arquibancada parecia que sofríamos com um calor de 40 graus. A saída: descer até o banheiro, tomar água e ficar abaixo da arquibancada até o segundo tempo começar. O problema era a lotação do banheiro para apenas duas míseras torneiras (havia outro banheiro do outro lado do campo) e o fedor desgraçado em um dos banheiros. Difícil beber aquela água, mas era o jeito. Caso contrário, iria gastar uns 20 reais só de copinho d’água, dado o calor que fazia. Nessa hora me lembrei do banheiro do Baetão, também em São Bernardo, onde os jogos da Copinha foram sediados. Privada comum (e não fossa) e pias individuais, não um curral d’água. E ainda tinha torneiras improvisadas da Sabesp. No Primeiro de Maio, tinham duas caixas d’água de 1.500 litros que não serviram de nada.

Na volta para o segundo tempo, resolvi ficar na grade da arquibancada, em pé. Ali pude ficar mais próximo de um maluco fanático pelo Bernô. Um senhor de idade, com um boné com as cores da bandeira venezuelana (ou equatoriana, ou colombiana, são as mesmas devido ao momento da libertação desses países por Simón Bolívar) e uma camisa – acima da barriga, exibindo a avantajada protuberância – que estava escrito atrás “Mané Cachimbo”. Seu nome, pelo visto. Ele corria de um lado para o outro, acompanhando o ataque e a defesa de sua equipe, proferindo impropérios com toda a raiva do mundo contra os seus atletas. “Corre cabeça pelada, vagabundo”, era como ele se dirigia ao lateral esquerdo que entrou no segundo tempo. A cada chilique do Mané, os torcedores urravam e incentivavam.

A torcida organizada, que no início cantava gritos de incentivo, algo como o tradicional “vamu meu Bernô”, já mudara o discurso. As duas facções – sim, mesmo em São Bernardo, conseguiram dividir a organizada em duas -, Guerreiros e Império, se uniram para mandar palavras de ordem contra a diretoria, jogadores e técnico. E pediam, deslavadamente: “É, Luxemburgo!”. Confesso que caí na gargalhada na primeira vez. Será que falaram sério ou o deboche era tanto contra o seu clube, que desdenhavam quanto a uma possibilidade do todo poderoso Luxa assumir o capenga time da Segunda Divisão Paulista. Bem, seria um novo desafio ao pofexô, que poderia aplicar o seu pojetu na equipe do ABC.

No final o Bernô ainda empatou de pênalti. A essa hora eu já estava abaixo da arquibancada, vendo o jogo abaixo do nível do campo, tendo ido no banheiro me refrescar novamente. Como consolo, pude ver o penal ser cobrado na linha do pênalti, à lateral do campo. O problema é que, entretido pensando como não notara que a bola havia entrado, ao me atentar ao pulo do goleiro ao vazio, não alcançando a bola, o Sorocaba avançou na saída da bola e voltou a ficar à frente, sem que eu tivesse a imagem registrada na retina. Só percebi pelos gritos de indignação dos torcedores. O fato de estar abaixo do nível do gramado e do outro lado do campo impossibilitava enxergar qualquer coisa.

O segundo gol foi a senha para quase todos os torcedores caírem fora do Primeirão de Maio. Até as organizadas saíram antes do apito final, em meio a batuques e berros de “vergonha, time sem vergonha!”. Os poucos que ficaram, como eu, agonizaram ante um Bernô perdido, sem brilho, sem técnica, sem jogadores, sem comando. É, o fim de semana dos são-bernardenses, como o Mané do Cachimbo, vai ser de cabeça inchada.

Os arautos da hipocrisia

Tudo o que você disser poderá ser usado contra você no tribunal. Nunca essa frase, tão comum em filmes ou em flagrantes policiais se encaixou tão perfeitamente nos dias de hoje, principalmente na internet.

As redes sociais transpuseram o limite do público e do privado e muita gente ainda não entendeu que o que você escreve na internet (desde os tempos do blog) poderá ser lido por milhares de pessoas e, consequentemente, alvo de opiniões contrárias e, muitas vezes, críticas.

Logo, tudo aquilo que você escrever em sua rede social será avaliado e, certamente, criticado, com grande risco de você ser escorraçado pela opinião pública, com grande repercussão na imprensa. Há também situações que suscitam embate entre o direito de dizer o que bem entender e as possíveis consequências daquilo. Como exemplo, há casos e mais casos de tweets preconceituosos contra os nordestinos, negros, judeus, gays, mulheres, etc.. Muitos exemplos bastante recentes, que nem se faz necessário ficar recordando.

Esse é um ponto, que evidencia o outro: o mundo sempre foi cercado de pré-conceitos que, muitas vezes, se transformaram em preconceitos, que foram alvos de crítica. Ocorre que, com uma maior visibilidade do que ontem era restrito a um bate papo pessoal entre amigos, sua repercussão ganhou ares de Big Brother.

Diante disso, vivemos atualmente o boom do politicamente correto, que abre espaço apenas para os bons moços, que nunca se posicionam, apenas douram a pílula e utilizam de frases feitas para agradar os amigos ou o seu público em algum canal de TV ou em algum blog.

O que não invalida o fato de que há muita gente falando bobagem, destilando todo o seu preconceito em seus perfis sociais, revelando o quanto ainda é preciso evoluir a humanidade para poder conviver com a tal harmonia que os profetas da felicidade tanto apregoam estarmos próximos.

Enfim, não é só o mundo que anda chato demais. São algumas pessoas que usam as redes sociais para patrulhar a vida dos outros. Como sempre foi. Só que antes as donas de casa ficavam nas janelas olhando a movimentação na rua, na praça. Hoje, as pessoas vasculham na internet o que as outras dizem e passam a criticar, assumindo para si o papel de arauto dos preceitos do universo. De qualquer forma, a patrulha é a mesma.

Música letárgica

Começo este texto com um dilema. Ao mesmo tempo em que pretendo começar a destilar uma série infindável de críticas à “Melhor Banda dos últimos Tempos da Última Semana”, me sinto compelido a rever meus próprios pré-conceitos. Vamos à primeira parte.

Em meio às correrias com um problema de saúde na família, tenho acessado o computador só de vez enquando e desde ontem vejo citações a uma tal de “Banda Mais Bonita da Cidade”, tanto no Facebook, quanto no Twitter. Pensava: “que porra é essa?”, enquanto a curiosidade aguçava, mesmo que repulsiva. Mas os meus melindres sempre me impedem de acessar certas porcarias de imediato.

Mas hoje não teve jeito: gente xingando muito no Twitter, gente elogiando, resolvi assistir ao clipe de “Oração”. Vamos às amenidades. A música é bonita, a frase única da canção é bacaninha, tem uma boa sacada, o clipe é bem inventivo, afinal de contas, articular o rumo da música com o rumo do clipe, seus instrumentos, indo de cômodo em cômodo da casa, é surpreendentemente bem feito, com pitadinhas de inspiração cinematográfica, tudo num suposto plano sequência – não me estenderei aqui, pois não é da minha área. Com um adendo atualizado: a ideia do clipe é copiada da banda Beirut, como a própria banda sinaliza no vídeo do You Tube.

Quem gostou da banda, é melhor parar de ler aqui. Porque o rock and roll vai começar.

Desculpem-me, mas que porra é esse nome “A Banda Mais Bonita da Cidade”? Vivemos em uma sociedade muito babaca ultimamente, não? Tudo colorido, tudo bonito, tudo legal, as pessoas são fantásticas, o Brasil é o país do presente, sem pobreza, somos fodas. Ah, tá. Como o @Alerocha falou, o Brasil é a vanguarda do atraso, com 40 anos de atraso o movimento hippie chega à música brasileira. Acrescento que isso é fruto de cantores sem culhão, de bandinhas emo que cobram pra fã entrar no camarim, de cabelinhos lambidos chorarem dor de amor de 15 anos e tocarem o foda-se para o resto. E de uma MPB desconectada da realidade, apolítica, desmobilizada e mediana qualitativamente. De tudo isso surge uma banda gigante, cantando uma frase por seis intermináveis minutos, com um ar meio oba-oba, rimando penteadeira e despensa com amor e coração, em uma clara contribuição losermaniana, utilizando dos piores momentos de Camelo e companhia. Muitos elogiaram a letra. Que letra?  Uma frase repetida ad nauseam

Todo esse movimento que vejo na música há uns 15 anos me faz ter saudade dos tempos em que o artista, se não era engajado, ao menos se posicionava perante a sociedade, não se sujeitava a certas coisas, batalhava por um espaço dignamente e criticava quando algo o incomodava. Hoje todos são tão apáticos, tão… alegres.

A alegria meio forçada no clipe “Oração” forjada da necessidade em aparecer algo suave, cool, positivo, me enraivece de tal forma que estou aqui ouvindo Rage Against the Machine, com saudade de bandas como Clash e Legião Urbana (especialmente nos primeiros anos e em alguns momentos inspirados dos últimos), que tinham algo a dizer e sentiam, se insatisfaziam, com os rumos do mundo. Parece que vivemos hoje em um lugar em que quase ninguém tem algo a dizer. A não ser coisas floridas, amenas, supostamente alegres. E quando alguém se posiciona, é taxado de preconceituoso, exagerado, ideológico, ultrapassado. Azar. Prefiro seguir com meus ideais a subvertê-los e um nome de um mundo e sociedade “felizes”.

Um contraponto

Por outro lado, o texto datado de hoje no blog Febre Alta me fez pensar quanto aos meu próprios preceitos e, posso dizer, que encaixo em boa parte dele. Como exemplo: “E ouvir essa musiquinha me mostrou o que eu não queria ver: eu não sei mais ouvir música. Eu não consigo mais. Tá lá o clipe, tudo o que eu preciso é ouvir e me deixar levar, mas não. Fico tentando encontrar a picaretagem, quem trabalha em alguma agência de publicidade, quem tem pai cineasta ou dono de banco, quem é da turma do Marcelo Camelo, fico tentando entender qual é “a jogada”. Tá, e se não tiver jogada nenhuma?”.

Eu acho que me sinto assim às vezes. Toda vez que vou ouvir algo novo começo a comparar, fazer relações com o passado, pensar se não é alguma jogada de marketing, etc. Não consigo mais gostar de música, é um verdadeiro parto para eu gostar de algo, tanto que após mais de ano ouvindo Them Crooked Vultures fui gostar, e nem é uma banda com frescor jovem, já que é feito por velhacos do rock. Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e Strokes eu gosto de um disco cada e nada mais.

Mas tem muito a ver com isto daqui: “A Banda Mais Bonita da Cidade me mostrou o que eu não queria ver, que eu me tornei tão escravo dos meus preconceitos, a ponto de simplesmente não conseguir mais me entregar a algo tão singelo quanto ouvir uma musiquinha inocente sem pensar em outras coisas que absolutamente não interessam. É uma vontade de ter a minha inocência de volta, misturado com a preguiça de ter que encontrar mais lugar no IPod pra mais gente entrar na casa do Dylan, Chico, Bowie, Clapton, Lennon, McCartney, George, Springsteen, Ben, Melodia, Novos Baianos, Luís Gonzaga, Chet e Ella e Cole e Thelonious e… simplesmente não cabe. Estou cheio”.

E, tal e qual o autor do texto do blog Febre Alta, ouvir essa tal banda bonita (desculpa, mas puta nome idiota…) me fez ter uma “necessidade quase física de ouvir The Clash e pensar noutro tipo de juventude, uma outra postura, um outro contexto”. E estou eu aqui ouvindo Rage Against the Machine, achando que isso sim tem muito mais a ver com o tipo de sociedade que eu quero estar inserido e viver do que uma bobalhagem feita por estudantes de Ciências Sociais da PUC que moram em Perdizes e estiveram no churrasco da gente diferenciada – eu sei que exagerei.

Ok, apesar do mea-culpa feito acima, continuo com o pensamento de que esse tipo de música e atitude não faz parte do meu universo. Por isso, eu poderia ignorar, etc., mas não dá, porque parece que é só essas baboseiras que as pessoas buscam hoje em dia. Cada vez mais me sinto desconexo do mundo atual. Mas eu não prefiro ser essa metamorfose ambulante não, prefiro ter convicção pelos meus ideais e prosseguir lutando por eles, adaptando-os, mas nunca deturpando-os em nome de preceitos e da cultura oba-oba que para mim são furados.

Curiosidades

Um dia em Caracas...

Outra coisa curiosa da Venezuela e que eu não havia contado ainda é o mercado, tanto formal quanto o informal. Em verdade, destaco uma coisa de cada um.

O mercado informal é repleto em Caracas, vende-se de tudo: roupas, badulaques, sorvetes (com seus sininhos terríveis tocados pelos vendedores), vídeos de matemática com musiquinha (engraçadíssimo!) e até chamada telefônica. Sim, no centro de Caracas, se você ver uma pessoa sentada num banquinho com outro com uma caixinha com alguns celulares – e, por vezes, cigarros – não se assuste. Aproveite, se aproxime e faça uma chamada, é bem barato. Eu não fiz porque tinha um ”móvil” à disposição para mim lá e também porque resolvi muitos dos meus problemas por e-mail. Além do que, as ligações para o Brasil eram feitas da casa ou do skype mesmo. Mas em uma das poucas vezes que usei o meu celular, falei por uns dois minutos com uma jornalista de lá e quando vio saldo tinha consumido uns três centavos.

Isso que dá ser um país rico em petróleo: algumas coisas são bem baratas, como também o metrô, já comentado neste espaço. Outra coisa bem barata é a gasolina: com seis bolívares, o que não dá três reais, é possível encher o tanque das SUV’s ou das possantes barcas gigantescas (aquelas banheiras norte-americanas, sabe?) bebedores de combustível. Em postos de conveniência de lá, a coca-cola chega a ser mais cara (sete bolívares) do que lotar o tanque do pujante.

Outra curiosidade é que é obrigatório os carros novos ter tanque de gás, que é gratuito, diga-se. No entanto, com o preço da gasosa, para que andar mais lento, né? Mas é um projeto do governo, para, no futuro, poder aumentar o combustível e incentivar o uso do gás, sem revoltas. Vale lembrar que na Venezuela não há carro novo para vender, a produção é fraca e a importação idem. Demoram uns quatro meses para chegar o carro. O que faz com que os veículos usados sejam vendidos a preços absurdos. E é uma cidade automotiva, com mais carro e concreto de avenidas e auto-pistas do que gente.

A outra coisa que eu queria dizer é que, no caso do mercado formal, na Venezuela há a tal da Nota Fiscal Paulista compulsória. Quer dizer, na verdade o cara não pode ganhar prêmios ou ter parte da grana de volta informando seu CPF a cada compra que fizer, como em São Paulo, mas em todo o lugar eles pedem o número da cédula de identidade – ou o passaporte no caso de estrangeiro – para cadastrar a compra. Isso é para evitar a sonegação fiscal, não tem nada de prêmio.

A primeira vez eu assustei, fiquei nervoso, achei que ia ser preso por fazer compras, não sabia direito o que responder. Mas é algo normal. No entanto, em uma loja de roupas não me pediram número de nada e eu fui ao lugar duas vezes.Perguntei para meu amigo brasileiro de lá e ele comentou: “os caras devem estar sonegando mesmo”. É estranho você ter que dar opbrigatoriamente o número de seu documento ao fazer uma compra, mas, pensando bem, é uma forma de garantir que o imposto chegue ao destino final e possa ser investido. Afinal, já que é pago, que seja revertido.

E o imposto não é barato não. Além do preço do produto, paga-se 12% do tal de IVA lá na Venezuela. Se você vai parar um bar ou restaurante, ainda tem mais 10% do garçom, a “propina”, e é obrigatório praticamente, ao contrário daqui. Tudo fica meio caro com tanto imposto. O bom é que muitas vezes o preço já vem calculado com o IVA, o que evita você ficar maluco tentando saber quanto você vai realmente pagar pelo produto.

Ah, Venezuela, suas contradições e peculiaridades. Outra hora eu volto.

Corrida maluca

Verde para todos

Eu voltei da Venezuela fazem uns dez dias, mas faltaram algumas histórias para contar daquele país especial e de sua capital Caracas, um tanto quanto maluca, mas também muito acolhedora e bacana.

A parte maluca daquele local é o trânsito. Os carros não respeitam absolutamente nada, nem farol, nem pedestre, nem faixa. Motoqueiro então, se tiver gente passando na faixa de pedestre com farol vermelho para ele, e daí? Ele segue mesmo assim. Só uma vez eu vi dois motoqueiros pararem, mas porque havia um guarda orientando o trânsito e ele mandou. Os carros fazem conversões absurdas, buzinam muito, travam as ruas, correm, andam em filas e transformam Caracas em um estacionamento gigantesco.

Como se vê na foto, chega-se ao cúmulo (e que não deixa de ser engraçado) do semáforo permitir que os carros virem à direita e o pedestre atravesse o mesmo caminho. Não sei como não vi um acidente nos meus 18 dias em Caracas. Se bem que no penúltimo dia eu quase vi uma tropelamento. Um dos pequenos ônibus que me levavam do metrô até a residência onde fiquei, entrou à esquerda (uma conversão muito maluca, mas permitida) e um homem com sua filha passava no mesmo local. O ônibus parou, os dois discutiram e o motorista praticamente jogou o ônibus sobre a criança, que, por sorte, não foi atropelada. O homem saiu correndo atrás do ônibus e jogou algo que parecia um pedaço de pau ou de metal, mas, depois, vi que era uma espada (!). O que o cara fazia com uma espada no meio da rua, eu não faço a mínima idéia. O vidro não quebrou, mas ficou marcado a ponto de estraçalhar. O ônibus voltou, houve mais discussão. E eu via aquilo tudo perplexo. Mas, confesso, não sei como não vi muitos acidentes, se é que eles não acontecerem, mas em outros pontos da cidade.

No entanto, no metrô há mais cordialidade. Não há assento preferencial como em São Paulo, exceção feita ao último e primeiro vagões, que tem o canto todo reservado. O que não impede das pessoas cederem seus lugares às mulheres, idosas, grávidas ou com crianças – aliás, como tem criança em Caracas.

A estação principal, a Sé de lá, chama-se Plaza Venezuela e interliga três das quatro linhas caraquenhas. No entanto, não há uma plataforma central que faria com que o trem abrisse duas portas. Abre-se só uma. E o feitiço: as pessoas que estão na plataforma ficam do lado da porta e esperam sair todas as que estão dentro do vagão para só então entrar. Quando o trem está superlotado é normal ocorrer um certo empurra-empurra para entrar, mas nada tão violento quanto o que eu já vivi inúmeras vezes em São Paulo.

Não sei se dá pra sentenciar, mas os pedestres parecem ser mais cidadãos do que os motoristas. Ou, lembrando a paródia do Pateta, é só botar ou tirar a pessoa do assento do motorista para que ela mude, para o mal ou para o bem.

Venezuela – Dia…

É, já perdi a conta dos dias, os posts não tem sido diários, então paremos com a numeração.  E vamos logo para o post de hoje.

Neste domingo aqui na Venezuela começou o Venezuelão 2011, ou o Bolivarianão 2011, ou ainda o Chavão 2011, como queiram. É o Clausura daqui que fecha a temporada 2010-2011. Pena que o Caracas estreou fora, ante o Monagas, em Maturín. O que me sobrou, em princípio, o clássico entre os “Deportivos”, o Petare, da capital, e o de Anzoátegui. “Pero”, hoje cedo, fuçei na internet para confirmar e descobri que o jogo a ser disputado no estádio Olímpico de Caracas, que fica na Universidade Central (ao lado do campo de beisebol (eu fui num jogo semana passada, preciso contar essa história), seria disputado a “puerta cerrada”, sem explicação aparente. Daí, me restou o outro jogo na capital caraqueña, de terceira linha: Real Esspor x Mineros de Guayana, no estádio Brígido Iriarte, zona sudoeste de Caracas.

E, após um dia com amigos dos amigos que me acolheram num clube “cerca” de Caracas, me deixaram de carro na volta na porta do estádio, uma moleza, considerando que estávamos fora da cidade e que o estádio fica numa região mais periférica. Para entender, imaginei um morro bonito, todo verde, alto, ondulado. Agora, imagine esse mesmo “cerro”, só que, ao invés do verde da mata, tá o vermelho do tijolinho, dos milhares de tijolinhos, das casas, dos “ranchos”, que formam várias e várias favelas pelos morros da capital venezuelana. Embaixo de um desses tinha até um túnel, por onde passamos (e outro depois) para chegar ao destino.

No Google Maps indicava que havia metrô perto, mas o meu novo amigo, Frank, me sugeriu pegar um “metrobus” (Sim, a pataquada igual a do Rio de chamar ônibus de metrô) que era mais seguro e fácil. Diante disso, dei uma volta no estádio, até a avenida, e voltei, só para me ambientar com o lugar e tirar umas fotos da fachada.

O detalhe bom é que a entrada foi livre, grátis, ou seja, não paguei um bolívar sequer. Eu li algo assim num site de notícias. Só não saquei a explicação, mas isso eu conto na sequência.

Entrei há uma meia hora do jogo começar e os dois times estavam aquecendo no gramado, na maior cordialidade. Engraçado que a torcida estava dividida, aepsar de Puerto Ordaz – cidade-sede do visitante – ser longe pacas de Caracas. Vieram uma meia dúzia de “hinchas” mais fanáticos que ficaram pulando e soltando fogo do outro lado. Mas na parte debaixo onde fiquei e estava repleta, tinha torcedores misturados e um número expressivo de torcedores com camisa do Caracas, curiosíssimo. Exceção feia a um grupo de 20 torcedores do Esppor, organizador, “por supuesto”, que batucavam vários instrumentos, pareciam uma mistura de Olodum com escola de samba, e não paravam. E toda hora um garçom ia lá levar cerveja e refrigerante. Moleza torcer assim. De qualquer forma, e de resto, era um clima meio amador, o pessoal comemorava gol dos dois times, me senti vendo futebol nos EUA nos anos 70 (um episódio de “Anos Incríveis” sobre futebol ilustra bem isso), meio estranho.

E a qualidade da peleja, “seguro”, foi fraquíssima, como já era esperado. Mesmo assim, saíram cinco gols, num 3 x 2 empolgante para os donos da casa. Empolgante porque eles saíram perdendo, em um golaço de jogada individual de um “minero”, que tabelou pela meia-esquerda, cortou para o meio, passando por dois e mandou no ângulo esquerdo do goleiro da casa. Mas antes do fim da primeira etapa, os donos da bola empataram em cruzamento após escanteio da ponta esquerda.

Aqui, um parênteses. No intervalo, resolvi dar uma volta, primeiro, para tomar uma cerveja (sim, os caras vendem cerveja no estádio, e a um dólar!), ver o estádio de outro ângulo, tirar umas fotos, essas coisas. Aí me dei conta de uma coisa. Mas antes, é preciso explicar que o Brígido Iriarte é tal e qual o Olímpico, do Grêmio. Quem não conhece, é assim: são dois lances de arquibancada com, na parte final das cadeiras um corredor e um espaço para venda de comida e banheiros. O detalhe é que no Iriarte esses espaços ao fundo estavam quase todos tapados com lençol ou plástico preto. Daí fui entender o que a mensagem do jornal dizia: que o presidente do Real Esspor liberou a entrada porque no estádio estão 1.200 “damnificados” pelas chuvas do fim de ano. Ou seja, parte dos desabrigados estão morando no estádio!!!!! Surreal! Não entendi a relação disso com ser gratuito o jogo, mas, enfim, me dei conta da informação, que havia lido com desdém, ser imaginar que, minutos depois da constatação, veria uma idosa na “porta” de sua “casa”, um lençol rasgado no meio, observando tudo, com mais umas pessoas ali dentro, vendo TV. Sim, havia desabrigados ali no estádio. Em um desses buracos não havia lençol e deu para fotografar as beliches – na verdade, foi nesse instante que me toquei do que havia ali. E logo ao lado, uma gritaria e uma multidão clamando por cerveja. Além desses desabrigados, há outros pessoas numa fortaleza militar, em um pequeno aeroporto central e outras em moradias provisórias afastadas, enfim, prédios. As coisas são meio malucas aqui na Venezuela, ainda mais Bolivariana, com Chávez no poder.

Voltando ao jogo. Logo no início do segundo tempo, o Esspor virou de cabeça novamente, após outro cruzamento, este vindo da esquerda. Era a jogada dos caras, chutão e cruzamento. O Mineros tentava por a bola no chão e chegar dessa forma, mas o que errava de passe… Mesmo assim, na base do abafa, já aos 30 e “picos”, empataram, com outro golaço. Após escanteio da esquerda, a zaga da casa rebateu mal para a entrada da área e o atleta visitante pegou do jeito que ela veio e mandou no canto alto esquerdo do goleirão.

Mas como as duas defesas eram uma porcaria, aos 44′, após um lançamento da defesa, um neguinho baixinho que corria o ataque todo, veio da direita para a esquerda atrás da bola. Os zagueiros do Mineros ficaram olhando e o atacante do Esppor tomou a frente, invadiu a área, virou o corpo e bateu de direita, à esquerda do goleiro. Festa dos batuqueiros e torcedores do Esspor. E deste que vos bloga, que teve melhor sorte desta vez, já que no jogo de beisebol, o time da casa perdeu. Mas essa é história para outro dia. Até lá.

Venezuela – dia 8

Olá meus amigos. Desculpas peço pelo meu sumiço. Muito trabalho, muito passeio e pouco tempo para visitar esse espaço com calma e empolgação para contar as várias aventuras que tenho passado por aqui. Teria o que falar sobre os últimos passeios, sejam do fim de semana, sejam dos últimos dias, mas há outras coisas para falar…

Por exemplo, a comida. Acho que não vou conseguir me habituar com a culinária venezuelana. Ontem comi uma tal de “cachapa” que me fez passar mal boa parte da tarde, tendo “resuelto” tudo após um eparema brasileiro com coca-cola. Cachapa é uma massa ala panqueca, feita de milho, que pode ir qualquer coisa salgada. Só que ela é meio doce. Eu pedi um doble queso y jamón, o sea, dois tipos de queijo (branco e mussarela) e presunto. Delicioso. Mas a massa, lá pela metade… fez um mal danado, tanto o paladar quanto o estômago  não gostaram e foi um “lío” comer aquilo.

Hoje comi um ”pabellón criollo”, comida típica daqui e bem parecida com a de Brasilç Arroz, feijão preto bem temperado e carne “mechada”, ou seja, dedfiada, e banana frita. Exceto a banana, um prato bem brasileiro, parecido. Gostoso, carne bem temperada, comida gostosa, mas nada demais.

Outro prato típico são as arepas. Elas são como um pão, de milho, que recebem recheios variados. Os caras comem de café da manhã, almoço, etc. Já comi arepitas pequeñas que não tem gosto de nada, argh. Mas, outro dia, num centro comercial bem bacana “cerca” de onde estou comi com recheio de pernil desfiado e queijo guaianes maravilhoso, uma delícia mesmo. Não pela arepa, que é de milho, meia boca (mas melhor que a cachapa, já que não é doce), mas pelo recheio maravilhoso que encobre qualquer outra coisa. Definitivamente, uma delícia! 

As coisas que não me fizeram mal e são parecidas com o Brasil, e muito gostosas, são os pastelitos e as empanadas. Os primeiros são pastéizinhos, com recheio de queijo, etc. Gostosos e bem basicões. Já as empanadas são risolões com os mais diferentes recheios: carne, pollo (frango), queijo, queijo y jamón, etc. Uma delícia. Se bem que comi uma domingo que estava tão oleosa que desisti de repetir. Mas, no geral, são bacanas, tais e quais os salgados paulistanos, os caras comem de manhã, à tarde, à noite, etc.

Mas como eu tô com saudade de um bifão de carne, não sei o que é isso aqui na Venezuela. Os caras não comem isso aqui, increíble…

Bien, hasta luego! Até a próxima história!

Venezuela – dia 4

Bem, na verdade é dia 5, mas eu faltei com um post e o dia 1 eu cheguei tarde e pouco fiz, nem fui à rua na labuta, então vamos do jeito que vai…

Mas não tô aqui pra discutir isso, mas sim, de início, explicar que eu descobri o que é o Panteão Nacional, consegui ir lá, a muito custo de minha saúde, mais fui. Por fora, parece uma igreja, por dentro, um mausoléu. Lá estão homenagens, quiçá os túmulos de todos os “libertadores de América”. Dos lados algo parecido como altares com estátuas dos “mártires” da independência da Grã-Colômbia. No corredor central, as bandeiras dos países correspondentes (Venezuela, Colômbia e Equador), de Cuba, Panamá, e acho até que bandeiras antigas, porque tinham bandeiras a mais com as cores tricolores que envolvem os três primeiros países citados.

Ao fundo, do lado esquerdo, Francisco Miranda, do direito, Sucre. No centro do panteão, um caixão envolto numa bandeira venezuelana: é de Simón Bolívar, o quase-deus da quase-religião bolivariana que seguem os venezuelanos. E detalhe: isso não tem nada a ver com Hugo Chávez, o povo cultua Bolívar – o “Libertador” -  desde sempre, Chávez apenas capitalizou a coisa. E convenhamos: ter um sarcófago à mostra num local público dá a mostra de como os locais são devotos de “São” Bolívar. Fantástico.

Ah, a entrada é franca, viu? Se tu tem “bolso” (bolsa, mochila) a senhora (que parece um cara) “cuida” pra você (deixa no chão do lado ou atrás delas), pois é proibido entrar com essas coisas lá. Tu assina o livro e tá liberado. Aliás, venezuelano tem sina com essa coisa de não poder entrar em locais com mochila, sacola, bolsa. Hoje fui numa livraria e se procedeu o mesmo. Outro dia, numa loja de vende-tudo e outro numa loja de roupas, que eu fui para comprar meias. Lembram da história né? Então… Até lá eu tive que deixar a mochila num guarda-volumes. Quando não tem nada de valor dentro, beleza. Mas quando tem seu notebook e passaporte, é duro né? Baita aflição.

Se a saúde deixar, vou visitar outros locais bacanas e escrever sobre eles aqui.

Até qualquer hora.

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